01/06/2004 - 10:10

Órfãos de Serra Pelada

Mais de duas décadas depois do auge da exploração, garimpeiros de todo o Brasil retornam a Serra Pelada, sudeste do estado do Pará, em busca de uma recompensa pelo trabalho que consumiu vidas e sonhos. Entre os que ficaram, muitos por ausência de opção, o sentimento predominante é a resignação.

Texto e Fotos: Maurício Monteiro Filho | Categoria(s): Reportagens

Daniel Pereira personifica a resignação que se impõe sobre os moradores da vila

Estamos aqui que nem bois, com a canga no pescoço. Todo mundo vencido", diz Daniel Pereira, de 50 anos, 23 deles passados em Serra Pelada, no sudeste do Pará. A frase resume um sentimento comum aos moradores da vila, única herança das 43 toneladas de ouro que o garimpo produziu, oficialmente, em toda a sua existência.

Dezenas de metros de profundidade de uma água calma e limpa separam Serra Pelada da história que a tornou mundialmente famosa a partir de 1980. Da imensa cava em que homens cobertos de lama buscavam ouro resta um conjunto de morros esculpidos pelo trabalho dos garimpeiros e um lago, que, pela tranqüilidade da superfície, não denuncia a trajetória de sofrimento e, como muitos ainda esperam, as toneladas de ouro ali submersas.

Entretanto, a eleição da nova diretoria da Cooperativa Mista dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), ocorrida no dia 6 de julho do ano passado, pode trazer novamente à tona a atividade daquele que chegou a ser o maior garimpo a céu aberto do mundo. Isso porque essa será a primeira administração a assumir a diretoria do órgão após o destombamento definitivo de Serra Pelada, em setembro de 2002, que permitiu oficialmente a reabertura da mina.

Além disso, o resultado da votação marca o retorno, ainda que indireto, do maior dos mitos da região ao poder da entidade, Sebastião Rodrigues de Moura, mais conhecido por major Curió (ver texto abaixo), atual prefeito do município de Curionópolis, do qual Serra Pelada é um bairro distante 50 quilômetros.


Com promessas e mão de ferro, Curió domina o garimpo desde sua fundação

Histórico

Às 4 horas da madrugada de um dia de junho de 1982, mais um "furão" – denominação dada àqueles que entravam em Serra Pelada sem autorização da Receita Federal, através da mata – chegava para engrossar a massa de garimpeiros. Duas frases bastam para expressar o sentimento do cearense José Lopes, ao se deparar pela primeira vez com aquele formigueiro humano. "Eu me assombrei. Tive vontade de voltar para trás", conta ele.

Mas a esperança de enricar foi maior. Ele superou a rotina de turnos de trabalho de até 24 horas, carregando em média 45 sacos de até 20 quilos de barro. Apesar de todo esse esforço, o barranco em que trabalhava – local de onde era extraída a terra a ser garimpada – rendeu apenas 3 quilos de ouro. "Enquanto isso, o vizinho ‘bamburrava’ ", lembra Lopes. "Bamburrar", no vasto dialeto de Serra Pelada, significa enriquecer ou encontrar uma grande quantidade de ouro. Como todos os outros no garimpo, era esse o desejo de Lopes. "Eu não vim para cá para morar. Vim para tirar ouro", afirma. Ele diz isso no bar de sua propriedade, localizado na pequena vila de Serra Pelada. Diante da mulher, três filhas e um filho, ele se recorda dos outros três que morreram, com a expressão de quem viveu para um sonho frustrado.

Bezerra (frente) e Lopes, representam os poucos que encontraram novas fontes de renda

Lopes chegou a Serra Pelada dois anos após o início da febre que atraía, além de aventureiros de todo o país, a atenção do governo federal. Desde o final da década de 1970, crescia a exploração de recursos minerais na Amazônia, a ponto de o então ministro de Minas e Energia, Shigeaki Ueki, a declarar que pagaria a dívida externa brasileira com o produto da extração.

O governo também via Serra Pelada como uma espécie de válvula de escape para os conflitos sociais da região. Geograficamente, aquela "ferida aberta na selva" localizava-se perto tanto do semi-árido nordestino quanto do norte de Goiás – hoje estado de Tocantins – e de Mato Grosso. Assim, o garimpo poderia absorver as levas de lavradores nordestinos, principalmente maranhenses e piauienses, vitimados pela seca. Serviria também para aliviar a tensão resultante da luta pela terra travada entre grileiros e posseiros nos estados ao sul do Pará. Além disso, a região passou a ser alvo de migrações de contingentes provenientes do centro-sul do país, pois representava uma nova alternativa para a recessão que se seguiu ao "milagre econômico" da ditadura militar.

Com a mesma fé de duas décadas atrás, garimpeiros ainda procuram ouro nos arredores da cava

Mecanização

Mais de vinte anos depois do auge da produção – em 1983, foram quase 14 toneladas de ouro, segundo dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) –, Serra Pelada ainda alimenta a esperança dos 6 mil moradores que ali permanecem. A mesma fé move os quase 40 mil que também participaram da exploração, mas que hoje estão espalhados pelo território brasileiro. Desde 10 de setembro de 2002, eles passaram a ter motivos mais fortes para acreditar que a espera por alguma solução para o garimpo está próxima de terminar. Nessa data, o Senado promulgava o decreto legislativo que revogou a instrução do governo Fernando Collor que determinava o tombamento de Serra Pelada pelo Instituto Brasileiro do Patrimônio Cultural, em 1992.

Com a aprovação do decreto, volta a vigorar a lei 7.194, de 1984, que estabelece a criação de uma reserva de 100 hectares, cuja administração caberia à Coomigasp, dentro da área pertencente à Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Na prática, isso significa que o garimpo, de uma vez por todas, é dos garimpeiros – o que representa uma vitória na luta que se iniciou já nos primeiros anos da exploração manual de Serra Pelada.

A reserva garimpeira foi criada por ato administrativo do então presidente João Baptista Figueiredo, em 1982, e permitia sua exploração por um ano, mediante o pagamento de uma indenização à CVRD. Pressionado por Curió, que dirigia o garimpo na época, o presidente renovou a concessão até o final de 1983. Após a recusa de Figueiredo em estender o prazo de exploração até 1984, Curió, já como deputado federal, conseguiu a aprovação da lei 7.194, que garantiria definitivamente o direito de lavra dos 100 hectares aos garimpeiros. "Foi essa lei que também criou a cooperativa, a única empresa detentora dos direitos minerais e de administração na área", explica Curió. A lei vigorou até 1992, quando foi abolida por uma instrução do Ministério da Infra-Estrutura, na gestão Collor.

Agora, com a restituição da posse da reserva à Coomigasp, está aberto o caminho para a mecanização do garimpo, através de parcerias com grandes mineradoras. Esse é o anseio do novo presidente da Coomigasp, Josimar Barbosa, aliado político de Curió. "Existe interesse de algumas empresas na exploração da área. Esperamos estabelecer contato com elas já a partir de agosto", afirma ele.

Ao contrário do que acontecia em 1980, no início da exploração em Serra Pelada, quando os garimpeiros não abriam mão do direito à lavra manual, hoje a mecanização se tornou consenso. Seria impraticável, com as técnicas e os instrumentos rudimentares dos garimpeiros, drenar toda a água que atualmente ocupa a cava e remover o imenso volume de rejeito – barro retirado da área explorada que não foi garimpado. "Manualmente, já não há mais condições de explorar a área. É até desumano", atesta Manuel Naves, goiano de 56 anos, que "tocou barranco" – expressão usada para designar aqueles que gerenciavam a produção – e hoje é dono de um restaurante em Curionópolis. "A mecanização, de forma que todos aqueles que trabalharam na extração recebam dividendos proporcionais ao que for explorado, é o melhor futuro para Serra Pelada", conclui João Amaro Lepos, ex-presidente da Coomigasp.

Ainda assim, muitos garimpeiros continuaram em busca de ouro, mesmo após a proibição oficial. Até hoje, ao redor do grande lago que inunda a cava, espalham-se diversos tipos de lavra, cuja produção é insignificante.

Fragmentação política

Segunda-feira, 7 de julho de 2003, dia seguinte às eleições da diretoria da Coomigasp. Garimpeiros de Roraima, Rondônia, Maranhão, Ceará, entre outros estados, não param de chegar a Marabá (PA), com expressão ansiosa, carregando pequenas malas e sacolas. São os "lonas-pretas", que chegam de Serra Pelada após a conturbada votação que elegeu o candidato de Curió. Na sede do Sindicato dos Mineradores e Garimpeiros do Brasil (Simgbrás), todos trazem a mesma indagação a Luiz da Mata, presidente da entidade: "E agora?"

Ao longo de sua história, a Coomigasp chegou a ter cerca de 43 mil associados, a imensa maioria dos quais mora hoje fora de Serra Pelada. Os lonas-pretas – cerca de 4 mil garimpeiros – são parte do grupo daqueles que trabalharam em Serra Pelada, mas, após o fim da exploração, retornaram a suas cidades de origem. Com a liberação dos 100 hectares da reserva, voltaram para participar de uma possível reativação do garimpo. Como não tinham onde ficar, armaram acampamentos improvisados com tábuas e sacos de lona preta nas ruas do vilarejo.

Moradores de Serra Pelada lotam cooperativa em apoio à posse da nova diretoria

Além do Simgbrás, uma infinidade de associações se diz representante dos garimpeiros. Singasp, Singarc, Amosp, entre outras, compõem uma constelação de siglas que reflete o problema em que esbarram todas as tentativas de solucionar de uma vez por todas os conflitos de Serra Pelada: a fragmentação política. "Com picuinhas, não se resolve o problema dos moradores", conclui Alexandre Rodrigues, tesoureiro do Sindicato dos Garimpeiros de Serra Pelada (Singasp) e vice-presidente da Associação de Moradores de Serra Pelada (Amosp).

Quase todas essas associações pregam a mesma solução para o garimpo: a criação de um fundo de previdência especial para os que participaram da exploração e a associação entre a Coomigasp e uma empresa mineradora, que repassaria uma porcentagem da produção em forma de royalties aos garimpeiros. Porém, apesar de apresentarem reivindicações semelhantes, com a aproximação da reabertura do garimpo, a disputa pelo poder da cooperativa torna o consenso entre essas entidades cada vez mais distante.

Após o destombamento da reserva, o conflito entre esses grupos – com saldo de três líderes garimpeiros mortos – se acirrou a ponto de se fazer necessária a intervenção estadual e federal. O governo do Pará, por intermédio da Secretaria Especial de Defesa Social, e o Ministério de Minas e Energia montaram uma mesa de negociações com as lideranças garimpeiras para tentar resolver a situação.

A tensão política praticamente inviabilizou os meses finais do mandato de João Amaro Lepos, último presidente da Coomigasp, que chegou a ser destituído e só foi reconduzido ao cargo por via judicial. Ainda assim, ele se candidatou à reeleição, apoiado pelos governos estadual e federal e por uma coligação de lideranças, da qual não fizeram parte apenas o Simgbrás e os aliados políticos de Curió, que nunca participou das negociações.

No dia da eleição, cerca de 10 mil garimpeiros cercavam o auditório da Coomigasp. Destes, menos de 3 mil tiveram direito a voto. Após horas de tumulto e da intervenção da Polícia Militar, com bombas de gás lacrimogêneo, venceu o peso político de Curió.

Direitos para todos

Nilda Viveiro ainda alimenta a esperança por reaver seus direitos

A maranhense Nilda Viveiro faz parte do grupo de lonas-pretas que lota a sede do Simgbrás, um dia após as eleições da Coomigasp. Sua serenidade destoa do clima de apreensão que reina entre a maioria dos que ali estão. Em meio ao tumulto, ela começa a cantar alguns versos: "Garimpeiro eu sou / Sou de Serra Pelada / Quero meus direitos, seu doutor / Não quero mais nada".

Para confirmar seus direitos, exibe, com orgulho, a carteira de garimpeiro do marido, o piauiense Manoel Avelino, falecido em julho de 2001, que trabalhou entre 1981 e 1985 em Serra Pelada. "Ele chegava a ficar meses sem sair do garimpo, porque não tinha como voltar para casa", conta ela, hoje coordenadora do grupo de mulheres do Simgbrás, que congrega todas aquelas que estão em situação semelhante à sua. São viúvas ou esposas de homens que ficaram inválidos no garimpo, à espera de uma compensação pelo tempo em que seus maridos trabalharam na lavra do ouro.

Para Nilda e suas lideradas, porém, assim como todos os lonas-pretas e a maioria dos antigos garimpeiros que deixaram Serra Pelada após o fim da exploração da mina, em 1992, essa espera pode ser inútil. Ao menos é essa a opinião da nova diretoria da Coomigasp e de boa parte dos garimpeiros que ali permaneceram, liderados por Curió. "Existem os autênticos garimpeiros, que são os que continuaram sustentando a cooperativa, e os pseudogarimpeiros", reforça o prefeito de Curionópolis.

Do lado oposto está o Simgbrás, que prega o fim da contribuição mensal até que a cooperativa dê condições de trabalho a seus associados. "Curió só quer recolher a mensalidade para manter sua milícia", acusa Luiz da Mata, presidente do sindicato.

Com o fim da exploração, estabeleceu-se uma forte divisão entre os que voltaram a seu local de origem e os que permaneceram no garimpo. "Nós, que acreditamos na solução, ficamos. Os direitos não podem ser iguais", afirma Juscemir Bezerra, há 21 anos em Serra Pelada, cambista de jogo do bicho. É esse o principal motivo da desunião política entre as entidades que lá atuam.

Em 1984, época de sua criação, a Coomigasp dispunha de uma única fonte de recursos: uma contribuição de 7% do ouro retirado por cada associado. Com o fim do garimpo, porém, a entidade deixou de ter receita. Por isso instituiu uma cobrança mensal de R$ 3 para sustentar suas atividades, que se resumiam a demandas jurídicas de todo tipo. Com isso, os garimpeiros, que já não conseguiam explorar o ouro, se viram obrigados a pagar por algo que não lhes dava nenhuma espécie de retorno concreto, uma vez que vitórias burocráticas não alimentam nem geram emprego. Assim, muitos garimpeiros, principalmente os que deixaram Serra Pelada, pararam de contribuir, ficando sujeitos à exclusão do quadro social da cooperativa.

"Curió recolhe mensalidade para manter milícia", acusa Luiz da Mata

Diante dessa ameaça, na última gestão na Coomigasp, João Amaro Lepos, após uma reunião com representantes do governo federal, convocou uma plenária com o objetivo de determinar se aqueles que deixaram de pagar as mensalidades teriam direitos caso a mina fosse reativada. Na chamada "assembléia do sim ou não", 1,6 mil garimpeiros decidiram o futuro de todos os outros. Por apenas 61 votos, venceu o "não" aos direitos da viúva Nilda. Para Lepos, o resultado "contraria a própria doutrina do cooperativismo".

A derrota não foi apenas dos garimpeiros espalhados pelo Brasil, mas também das iniciativas do governo federal para solucionar de uma vez por todas o conflito político em Serra Pelada. "O caminho que tentamos seguir não deu certo. Mais uma vez o comandante Curió ficou como dono da situação", diz Cláudio Scliar, secretário adjunto do Ministério de Minas e Energia.

Para Luiz da Mata, do Simgbrás, o fracasso significa a manutenção da discórdia em Serra Pelada. "Para que haja paz no garimpo, a única alternativa é o recadastramento de todos os garimpeiros pelo governo federal", afirma ele.

Mazelas sociais

Garimpeiros de todo o Brasil chegam ao Simgbrás em busca da solução

Em Serra Pelada, a associação entre miséria e violência é mais evidente do que em qualquer outro lugar do mundo. "Cheguei aqui em 1980, com 25 anos." Hoje, aos 48 anos, Amadeus Fernandes, cearense de Antonina do Norte, conta que passou três anos como meia-praça – garimpeiro que trabalha em troca de uma porcentagem do ouro retirado. O barranco que explorava chegou a dar 500 quilos do metal. Fernandes reinvestiu na cava todo o dinheiro que ganhou. Com o fim do garimpo, ficou sem um centavo.

Somente em 1994, Fernandes veria ouro novamente. Foram exatamente 70 gramas, retirados de um barranco que explorava em sociedade com um amigo. Esse achado despertou a cobiça alheia e, como conseqüência, ele foi esfaqueado três vezes, enquanto dormia. "O sangue, perdi quase todo", relembra.

Ao contrário das expectativas iniciais, Serra Pelada, longe de solucionar conflitos, tornou-se fonte de mazelas sociais. O ouro da Amazônia, em vez de servir para pagar a dívida externa brasileira, acabou gerando um débito interno muito maior.

Com o fim da exploração da cava, a vila ficou sem nenhuma fonte de geração de renda ou emprego. "Eu mesmo me pergunto como sobrevivemos e não sei a resposta", diz Daniel Pereira. "Nós não vivemos socialmente, mas miseravelmente", completa José Lopes. Com exceção daqueles que possuem pequenos comércios, a única forma de sustento é o cultivo de frutas.

Para reverter esse quadro, a CVRD desenvolve o Projeto de Desenvolvimento Econômico e Social de Serra Pelada. A iniciativa compreende o diagnóstico sociológico da vila e a implantação de projetos agrícolas e de assistência nas áreas de educação e saúde. "Com essas medidas, é possível gerar até 400 empregos", explica Roberto Nomura, da CVRD, responsável pela área.

Atualmente, a água recobre a cobiça e os sonhos que levaram milhares ao garimpo

Não é o suficiente, porém, para resolver o problema social de Serra Pelada. A trágica herança do garimpo se reflete nos números levantados pelo projeto da CVRD. A taxa de analfabetismo entre os moradores adultos da vila é de 25% – numa população cuja maioria tem entre 40 e 70 anos. Além disso, 48% dos homens vivem sozinhos. "A ansiedade e a depressão já atingem cerca de 9% dos pacientes atendidos", completa Carlos Corbett, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador da área de saúde do projeto.

Números à parte, a realidade social da região transparece cotidianamente em toda parte – como aconteceu numa viagem de pau-de-arara de Curionópolis ao vilarejo. Entre os 15 passageiros empoleirados na traseira do veículo, o experiente garimpeiro Antônio Corrêa arregala os olhos enquanto conversa com uma menina. Ela lhe conta que está indo para Serra Pelada para começar a vida. Tem 12 anos e foge da violência doméstica para a única alternativa que lhe resta. Como muitas que vivem no garimpo, será uma prostituta.

Deus e diabo na terra do ouro 

Serra Pelada, Primeiro semestre de 2004

Tags: Roraima

72 comentários

  1. ROSILETE MIRANDA disse:

    ÓTIMA, ESSA SUA REPORTAGEM, BEM INTERESSANTE E ME AUXILIOU BASTANTE NA EXPOSIÇÃO DO MEU TRABALHO NA FACULDADE… OBRIGADA…. FICA COM DEUS….GRANDE BEIJO!!!!!!!!!

  2. ronaldo almeida de oliveira disse:

    Eu gostaria de saber como estar o andamento sobre a posentadoria dos garimpeiros de serra pelada,se vai sair o dinheiro do "palade" quando q eles vao começar a receber,se vai ser preciso os socio do garimpo ir ate maraba,se vai vim na conta ou abrir uma nova conta e no jornal nacional nao divulga nada porq?

  3. fausto siqueira disse:

    morei em serra pelada entre 84 e 89, foi horrivel, voltei ao parana quebrado, constitui familia e vim pra sao paulo, sou empresario tenho 4 filhos maravilhosos, e nunca mais quero saber de serra palada, vou sim a passeio, EU JA ESTIVE NO INFERNO-GRAÇAS A DEUS SAI SAO E SALVO,so lamento pelos amigos que ainda continuam por la, muitos morreram-

  4. André Luis Lima Fontenele disse:

    Perdi o meu melhor exemplo de vida para um sonho infundado, meu pai se foi, foi também meu afeto e principalmente meu amor. Após anos e anos de auto-flagelo ele morreu sem ter seu sonho enriquecido. Ficamos em Grajaú, sobre a mão forte de minha mãe que apesar das dificuldades conseguiu criar quatro vidas sedentas de carinho paterno. Serra Pelada não tem culpa, os homens sim!

  5. Marcia Darlene Ribeiro Silva disse:

    Estive em Serra Pelada por duas vezes confesso que sai de lá com uma sensação muito ruim,um verdadeiro abondono,pessoas que levam uma vida totalmente largadas e esquecidas,é muito triste viver em lugar como aquele. Pessoas que estão ali por tanto tempo esperando não sei o que.Lamento muito pelas crianças (que futuro terão?), os já de idade (cansados de esperar por algo que não chega nunca). Deveriam resolver essa situação e tirar aquelas pessoas que vivem num local tão pessimo como aquele. Espero que as autoridades tome logo uma providência e solucione logo essa situação.

  6. Elaine disse:

    Eu nunca fui em Serra Pelada mas gostaria de conhecer.Pois o meu avô é um dos habitantes de la infelismente.Gostei muito da sua reportagem.Obrigada!!!!!!!!!!!Bjao e t+++……………

  7. ester viana de deus disse:

    Espero que um dia os responsavel e autoridades,possam conseguir
    acabar com a angustia dos garinpeiros de serra pelada…
    e dar um voto de confiança para aqueles que fizeram de tudo para ter aquilo que é de direito…
    Vou torcer,para que isso se realize..
    carinhosamente.
    Ester.

  8. vanuza nascimento itaituba-pa disse:

    adorei sua resportagem, mas gostaria de saber mais a respeito pois meu pai e meus tios lutam por seus direito em serra pelada, acho que muito coisa tem que ser esclarecida ainda!

  9. fabio Barbosa Santos disse:

    sou da Bahia e em julho deste ano estive na serra pelada,fui só prá conhecer,achei legal,conversei com garimpeiros que ainda têm esperança de um dia se tornar rico.Ainda continuam sonhando,vivem numa pobreza terrível,quem vizita serra pelada hoje nem acredita que já foi o maior garimpo do mundo.Valeuuuuuuuuuu

  10. Jabes Gileade da costa silva disse:

    Eu morrei lá por algum tempo,e vivii as falsas promessas da milicia do currió,a verdade éq lá não tem nada para o garrimpeiro só para o currió e sua laía.

  11. Antonio Marcos de Lima disse:

    Ola sou irmão de JOÃO MARIA DE LIMA, gostaria de saber se alguem sabe ou alguem sabe com quem eu vejo se meu irmão estava na Serra Pelada no dia do desmoronamento, dizem que ele tava ai, más não sei direito a verdade, só sei que nunca mais vi ele.

  12. flavia gomes ferreira disse:

    o meu pai morreu lutando para receber os seus direitos para ajudar sua filha a compra sua casa e nunca houve resposta porque ?

  13. Cléria Lana disse:

    o que falta para decidir a situação desses garimpeiros que já sofrerão tanto pelo um direito que é deles

  14. Josefina de Carantinaguininxa disse:

    Nossa é muito grande esse texto!
    so um nerdi pra ler mesmo
    hum um!!!!
    mas pelo que eu vi nos comentarios parece ser lagal….
    um dia eu vou ler podes cre!!!
    bjos

  15. sandalo disse:

    Olha gente, com vontade de chorar nesse momento ,deixo essa menssagem,nao por dô,mas pela (BRAVURA DESSES HOMEM CHAMADOS DE ATE MESMO FOMIGAS )porque,alcançando ou nao seus objetivos, eles sao exempros de coragem,muitos podem jugar q eles sao ambiçiosos,mais antes da ambiçao ,podemos ver TRABALHO,GARRA,CORAGEM,VIDA MELHOR PARA SUAS FAMILIAS,FE,PERSEVERANÇA E NAO PERDERAO TEMPO CRITICANDO MAIS SIM TRABALHANDO[[[[[[[[[[[[[ PARA,TODOS GARIPEIROS, DA EPOCA E DE AGORA,LEMBRE-SE Q A JUSTIÇA VEM DO NOSSO SENHOR DEUS AMEM. UM ABRAÇO PARA TODOS[[[[[[[[[MEU EMAIL- sandalo.max@hotmail.com

  16. sebastião costa neto disse:

    esses são os verdadeiros brasileiros homens destemidos aguerridos e desbravadores ai desse pais se não fc vcs.

  17. Dorival Missália disse:

    Fui um dos primeiros a entrar em Serra Pelada, isto no dia 19-03-1080.Tenho fotos provando tal fato. Sai juntamente com meus 3 filho em março de 1989, vindo morar em minas.Estou com 67 anos, e tenho pouquissimas esperanças sobre a mineração para o pequeno garimpeiro, pois as mazelas dos grandes grupos empresarias são selvagens. Se oabservarem a historia da mineração no mundo e principalmente no Brasil constatarão esta verdade. Minas Gerais por exemplo: Todo o ouro foi embora, e o povo das regiões garimpeiras, em sua maioria vivem na miséria. A prata de Serro Rico na Bolivia alimentou o capitalismo selvagem, mas ate hoje seu povo vivem na miséria. Serra Pelada é a mesma politica.

  18. CLAUDIO COSTA disse:

    AOS MEUS COMPANHEIRO GARIMPEIROS DESTE GRANDE BRASIL, ESPECIALMENTE AOS DA SERRA PELADA.TENHO MUITA ESPERANÇA QUE ESTE QUADRO SE REVERTA E SEJA FAVORAVEL AOS PEQUENOS MINERADORES DESTA NAÇÃO,PARA ISTO TEREMOS QUE UNIR MUITO MAIS FORÇA. ESTAMOS JUNTOS JÁ A QUATRO ANOS NESTA EMPREITADA, CONSEGUIMOS COM QUE O NOSSO ESTATUTO FOSSE APROVADO, PORÉM NÃO SAIU FAVORAVÉL AOS PEQUENOS… AGORA ESTÁ NA HORA DE MOSTRARMOS A NOSSA FORÇA E MUDARMOS ESTE PANORAMA.. VAMOS A LUTA COMPANHEIROSS..
    APROVEITANDO O MOMENTO PARA CONVIDAR A TODOS OS GARIMPEIROS PARA O NOSSO EVENTO EM COMEMORAÇÃO AO DIA NACIONAL DO GARIMPEIRO COMEMORADO AO DIA(19/07) ESTE ANO VAMOS COMEMORAR NO DIA 19/07/2009 O “””II GARIMPO FEST””

  19. Maria Averlange Saldanha de Lima disse:

    Eu sou filha de um grande homem q se chamava Zifirino Matias de Lima, q tambem trabalhou na serra pelada e a 3 anos faleceu e a quir ficamos para receber todos os direitos trabalhado por ele,somos 7 filhos e todos esperam por esse momento, se for preciso agente tem advogado p/ trabalhar nesta causa, ñ adianta deixar o tempo passar, somos do estado ceará de uma cidade chamada Jaguaretama.. fiquem com Deus

  20. janival dos santos disse:

    eu o meu pai trabalhamos em serra pelada ele e ja faleceu e eu vou ver a cor desse dinheiro?

  21. André Luis Lima Fontenele disse:

    Tenho dúvidas a respeito das cooperativas, elas são um meio fácil e rápido de ganhar dinheiro, muito dinheiro. Espero que meus pensamentos estejam distorcidos, ninguém em sua sã consciência iria querer que o governo desse ganho de causa aos garimpeiros se uma cooperativa pode render muito lucro.

  22. Mauro Lucio B. da Silva disse:

    Estive na serra pelada em 1984 estive lá por 3 anos e vi muito trabalho e sofrimento,hoje estou com 46anos e tenho esperança como todos os guerreiros que estiveram no garimpo consigam o que é de direito,pelo que foi dado pelo sangue e suor.

  23. rosana disse:

    se Deus quiser vai dar tudo certo e todas essas pessoas que por ali passaram vao ter sua gratificação
    meu pai e um deles e eu pesso muito a Deus que ele consiga ganhar esse dinheiro pois nao aguento mais ver ele indo pra garimpo!!!
    que Deuas abençoe todos nos!!

  24. arnaldo reis disse:

    no nome de jessus tudo vai da certo sim ,pq deus e poderoso e creio nelo .sou filho de garipeiro e rogo muito a deus qe de tudo certo .vcs q estao lutando por nos q deus guade e protege fiqi com deus.

  25. eloane hadassa de sousa disse:

    Meu avô começou a trabalhar eu ainda não havia nascido.Hoje eu estou com 21 anos,e vi meu avô,perder tudo o que conseguiu na Serra Pelada,para se tratar de uma doença se que os médicos não diagnosticaram,sei que foi dos gases da serra.Hoje ele venceu essa enfermidade,mas luta para ter tudo de volta.Meus dois tios,se foram e não viram seus sonhos se realizarem.

  26. Maristela borges disse:

    Ja morei em serra pelada, cheguei là em 89, sair de là em 90, muito triste a vida là, mas torço por todos os amigos que là deixei. tive uma filha là mas ela praticamente nao se lembra de nada de là, hoje ela mora em Palmas TO, e seu pai ficou por là. Boa sorte a todos.

  27. alisson costa da silva disse:

    Bom eu só quero saber de uma coisa quando o governo vai criar vergonha ,e pagar os direito de pessoas pobres umilde que trabalahram mais de uma década e que hoje se encontram idosas emuitos ja morreram lutando até o ultimo dia de suas vidas para ganhar algo que é de seu total direito mas só ouvira, promessas e mais promessas ,dizem que o basil ñ podem pagar, mais pode comprar 30 aviãos de querra? só querro saber disso

  28. Bia disse:

    Gostaria muito de saber algo concreto sobre a bendita idenização para os garimpeiros de Serra Pelada. Isso já virou brincadeira de mal gosto. Será que nesse imenço Brasil as coisas só ficam no papel? As eleições vem se aproximando, e candidatos com certeza querem votos. Não seria a hora de garimpeiros e famílias se reunirem para dar o troco? E O senhor presidente da República com todo respeito, como nordestino sofrido que um dia foi, será que não pode dar uma mãozinha nesta questão que já deixou muitos órfãos, viúvas e mães chorando a morte de seus filhos queridos que por um sonho de melhorar de vida, deixam de existir. senhor Presidente olhe com carinho para esse povo sofrido.

  29. Batista da Conceição Medeiros disse:

    Eu, Batista da Conceição Medeiros, portador do CPF 213.338.902-49, trabalhei no garimpo de 1982 a l989. Depois vim para o Paraná onde estou até hoje, mas a casa que eu morava quimou e perdi todos os documentos do tempo que eu trabalhei em Serra Pelada. Hoje preciso da Carteira de Garimpeiro, ca Carteira da Cooperativa e do Sinciato. Por favor se poder me atender agradeço muito pelo favor.
    Mandar pelo endereço: Avenida Carlos Spanhol, 164
    CEP 87.555-000
    Aos cuidados do Baraldi

    Muito Obrigado

  30. Batista da Conceição Medeiros disse:

    Eu, Batista da Conceição Medeiros, portador do CPF 213.338.902-49, trabalhei no garimpo de 1982 a l989. Depois vim para o Paraná onde estou até hoje, mas a casa que eu morava quimou e perdi todos os documentos do tempo que eu trabalhei em Serra Pelada. Hoje preciso da Carteira de Garimpeiro, ca Carteira da Cooperativa e do Sinciato. Por favor se poder me atender agradeço muito pelo favor.
    Mandar pelo endereço: Avenida Carlos Spanhol, 164
    CEP 87.555-000
    Aos cuidados do Baraldi

    Muito Obrigado

  31. Antonio Carlos Pereira de Freitas disse:

    Bom dia, meu nome e Antonio Carlos Pereira de Freitas, moro e residuo em Goiania- Goias, sou casado com uma neta de garimpeiro da Serra Pelada, e meu sogro hoje vivo com 64 anos , esta precisando de se aposentar , ele quer aposentar pelo garimpo, como faço e aonde posso procurar estas informações para aposentar ele pelo garimpo.
    Ficaria grato se pudessem me fornecer estes dados aonde devo procurar , espero que possam me fornecer estes dados , ficaria grato.
    Agradeço pela atenção e espero que tudo corra bem na transação da abertura de Serra Pelada, gostaria de um dia poder conhecer a Serra Pelada , meu sogro fala muito , quem sabe eu não seja um dos funcionarios ou ate mesmo .

  32. valdson oliveira da silva disse:

    quero saber tudo sobre essa indenizaçao que nao saiu atehoje , e agora estar um comentario que o preidente lula vai decretaro direito a ser pago das indenizaçoes, so gostaria de saber quando e quanto.se trata deste valor?sou filho de um ex grinpeiro que por sua idade estar doentee afastado do local de serra pelada, mas quero saber dos enteresses do meu pai o qual espera nao morrer sem ver a cor do seu trabalho, o qual foidesapropriados de suas terras, pelo governo dando lhe ums papes que dizia ser para receber em dinheiro, ate hoje nunca foi recebido. mas como eu ja conheço esse governo brasileiro que nao ten,nehum escupulo e sim um monte de safados e l

  33. EDON CAMPELO DE COUTO disse:

    SOU GARIMPEIRO DA SERRA PELADA,TENHO A CARTEIRA DE S.PELADA COMO FAÇO PRA ME ASSOCIAR NA COOMIGASP.POIS MORO EM RORAIMA.E AGUARDO RESPOSTA! TRABALHEI NO 1981 A 1989.ESPERO RESPOSTA DESTA ASSOCIAÇÃO ATRAVÉS DE I-MAIL.MEU NOME É EDSON CAMPELO DE COUTO

  34. francimar lucio disse:

    eu francimar lucio fui garimpeiro de serra pelada de 1982/1985 tenho todos documentos carteira de garipeiro e da cooperativa coogari,gostaria de saber como me cadastrar para receber minha pate,a qual tenho direito

  35. Gil disse:

    Existem vários Brasis!O que vocês acabaram de acompanhar é mais uma decepcionante história brasileira, que sempre foi feita por interesses políticos, daqueles que se dizem salvadores da pátria. Serra Pelada, como toda a região de carajás vive um contraste de riqueza e de miséria, progresso e destruição do meio ambiente!
    Só queria expressar uma pergunta:
    Valeu a pena!?
    Desenvolvimento deve ser seguido com responsábilidade ambiental e social.

  36. Antonio disse:

    Eu acredito que um dia toda esta miseria que existe em serra pelada terá fim; tendo em vista que isto é muito paradoxal, um lugar que tem tanta riqueza e ao mesmo tempo tanta pobreza. Conheço serra pelada, e espero que as autoridades ao seja lá que for, resova os problemas desta comunidade tão sofrida como todos sabem.Que as autoridades politicas não façam de serra pelada como já fiseram, um celeiro politico. Estar chegando a politica.

  37. JALDINO WERNECK disse:

    Sou garimpeiro de serra pelada e estou no sul da Bahia, gostaria de saber como faço para saber se tenho direito a receber neste bolo, e se sou cadastrado e se não estiver cadastrado como posso fazer para conseguir me cadastrar.
    desde já agradeço

  38. Joaquim Lopes Feitosa Filho disse:

    Oi,fui garimpeiro de serra pelada no período de 1983,me cadastrado na cooperativa,porém não renovei a carteira.Onde posso saber mais inforamações de como posso receber a indenização e se posso receber?Como devo proceder?

  39. ESTADO DO PARA disse:

    Assassinatos marcam retomada da exploração de ouro em Serra Pelada
    28/07/2010 15:05:00 Alagoas Diário
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    TIROS E MORTES NO GARIMPO Violência aconteceu sob intervenção do coronel Guilherme Ventura, indicado por Edison Lobão, de quem já fora secretário ‘Estadão’ revelou que grupo de Lobão montou um esquema com empresas de fachada para controlar cooperativa
    No período em que a Colossus, com sede em Toronto, no Canadá, fechou contrato com cooperativa local de garimpeiros para reativar a mineração, houve três execuções, um suposto suicídio e tiroteios, além de intervenção de coronel que fora agente do SNI.
    A violência marcou o período em que a empresa Colossus Minerals Inc., com sede em Toronto, e a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) fecharam contrato para explorar ouro no local. Houve três assassinatos, um suposto suicídio, tiroteios e a intervenção de um ex-araponga indicado pelo então ministro, hoje senador, Edison Lobão (PMDB-MA).
    O jornal O Estado de S. Paulo revelou no domingo que o grupo de Lobão montou um esquema com empresas de fachada e caixa 2 e tomou o controle da Coomigasp para garantir a exclusividade na exploração do ouro subterrâneo da jazida, localizada no município de Curionópolis, na região sul do Pará (veja reprodução do texto do ‘Estadão’, ao lado).
    Um dos assassinatos ocorreu em maio de 2008. A execução do sindicalista Josimar Barbosa, presidente afastado da Coomigasp e rival do grupo ligado a Lobão, facilitou o avanço da Colossus. Morto com 13 tiros por dois motociclistas até hoje não identificados, Barbosa tinha obtido na Justiça o direito de voltar ao posto.
    À época, a Coomigasp estava sob controle de Valdemar Pereira Falcão, um dos aliados de Lobão. Na Justiça, Josimar alegou que o rival havia sido eleito em uma assembleia sem quórum. O argumento funcionou, mas a liminar não chegou a ser cumprida. Houve o assassinato.
    Associados passaram a apontar o grupo de Valdemar como culpado. A contenda enfraqueceu a turma ligada a Lobão. Fragilizado, em outubro de 2008 Falcão pediu à Justiça do Pará que determinasse intervenção na Coomigasp. A desembargadora Maria Rita Lima Xavier aceitou o pedido e coube a Lobão, à época ministro de Minas e Energia, indicar o interventor. A parceria com a Colossus seguiu firme.
    Velho amigo – Lobão indicou como interventor um velho amigo, o coronel da reserva do Exército Guilherme Ventura, ex-agente do Serviço Nacional de Informações (SNI). Ele fora secretário de Segurança Pública do governo de Lobão no Maranhão, em 1993 e 1994, e tem no currículo ações de repressão a movimentos de posseiros.
    Quando Ventura apareceu no garimpo, em 2008, a Colossus tinha fechado o primeiro contrato com a Coomigasp, que garantia à empresa participação de 51% na sociedade para extrair ouro.
    Ventura enviou ofício à Justiça propondo varrer o povoado de Serra Pelada, transferindo os 7 mil habitantes para outra área. Fez uma lista de supostos criminosos do garimpo – todos contrários ao acordo com a Colossus.
    Um dos mais destacados opositores do acordo com a empresa morreu em fevereiro de 2009. O corpo de José Ornédio de Lima, o Zé da Padaria, de 46 anos, e o da sua mulher, Vânia, foram encontrados no casebre em que viviam. A polícia concluiu que Vânia, em depressão, teria matado o marido e depois se suicidado.
    A versão é contestada pelos antigos aliados de Zé da Padaria, também acusados de violência. Integrante de uma caravana de Imperatriz (MA) escalada para defender o contrato com a Colossus, Manoel Batista Oliveira morreu quando o ônibus em que viajava foi alvejado por atiradores, perto da entrada do garimpo.
    Assessor eleito – Em janeiro de 2009, Ventura conduziu uma eleição para escolher o novo presidente da Coomigasp. O vencedor foi Gessé Simão, ex-vereador de Imperatriz e homem de confiança de Lobão, que nos anos 1980 assessorou o ex-deputado e ex-prefeito de Imperatriz Davi Alves Silva – assassinado em 1992.
    Foi com Gessé no comando da cooperativa que a Colossus conseguiu fechar, em setembro de 2009, um aditivo aumentando para 75% a sua participação no negócio. Dois meses depois, o presidente da Coomigasp disse aos associados que haviam sido feitas “alterações” no contrato. Elas foram aprovadas por unanimidade.
    Para lembrar – O senador Edison Lobão (PMDB-MA) atuou em várias frentes pela reabertura de Serra Pelada. Primeiro, articulou para formalizar a Coomigasp como proprietária do garimpo. Em 2007, ele conseguiu que o governo convencesse a Vale, até então detentora da mina, a transferir à cooperativa os seus direitos de exploração no local. Em 2009, já com Lobão ministro de Minas e Energia, a Vale cedeu à Coomigasp mais 700 hectares de área. Na sequência, garimpeiros ligados a Lobão assumiram a entidade em um processo conturbado e violento. Nessa época, foi fechado o contrato entre a cooperativa e a empresa canadense Colossus, constituída por um emaranhado de pessoas judídicas, mas, na prática, controlada por brasileiros com ligações estreitas com o próprio Lobão. A Vale afirma não se interessar pela exploração da área.
    LEONENCIO NOSSAe RODRIGO RANGEL
    Fonte: O Estado de S. Paulo

  40. Ana Santos disse:

    Excelente material, o mesmo está ajudando a compor um trabalho da faculdade.
    Muito obrigada.

  41. divino disse:

    tenho um amigo no interior de goias que já foi garimpeiro en serra pela,ele se encontra en dificuldades financeiras. Gostaria de estar ajundando en seus direitoos sobre a futura esploraçao. estou apostando en dilma,se alguem poder dar uma forçã por favor, estarei no mesmo barco,obrigado.

  42. Clécia disse:

    Procuro notícias do meu tio,que trabalhava no garimpo de serra pelada,na época do desmoronamento da mina.O nome dele era Lázaro Lino Gomes.Se alguém o conheceu,dê-me noticias pelo e-mail,mesmo não o encontrando,gostaria de conhecer sua família.E-mail: cleciarossi@hotmail.com

  43. SILVANA SILVA PEREIRA disse:

    TENHO UMA AMIGA QUE PERDEU UM DIA TRABALHANDO EM SERRA PELADA O NOME DELE E LAZARO LINO GOMES GOSTARIAMOS DE SABER SE ESTE NOME CONSTRA NA LISTA DE MORTOS OU SE ALGUEM TEM ALGUMA IMFORMACAO SOBRE ESSA PESSOA OBRIGADO

  44. zilma disse:

    Gente tenho um tio q estava em serra pelada o nome dele e Iracy filho de josefina luiza das chagas,ele sumiu a 28 anos, e gostariamos de encontra-lo, quem souber alguma coisa por favor entrar em contato…Pois minha avõ esta muito doente , e ela quer ve-lo antes dela partir…Des de ja agradecemos

  45. Maria Neuza Sampaio Pereira disse:

    Sou garimpeira da serra pelada,e gostaria de saber como faço para saber se tenhoo direito a receber neste bolo, e se sou cadastrado e se não estiver cadastrado como posso fazer para consequir mim cadastrar, desde já agradeço.

  46. agni thome matos disse:

    o que as pessoa tem que fazer para receber noticias de como quando essa indenização aos garimpeiros deve sair.
    e incrivel como essa historia foi tao bem camuflada, apesar de ser extremamente importante, e polemica ninguem houve falar nada a rspeito, qualquer informação, que alguem tiver a respeito pode me mandar p e-mail agnimatos@hotmail.
    todoa deveriam manter contanto. se tiver alguem que conheça que quiser se corresponder p e-mail estarei esperando. obrigado

  47. geisa rodrigues pereira disse:

    oi a muitos anos atraz conheci um homem q se chamava joao chagas era carimpeiro da serra pelada hoje ja e falecido mas tinha o desejo de rever os filhoa e eu tenho o desejo de encontra seus familhares

  48. gerson sousa disse:

    sou filho de um garimpeiro de serra pelada e meu pai foi morto quando eu tinha 05 anos de idade lembro pouca coisas daquela epoca e gostaria de saber como ficou todos os orfãos daqueles que perderam seu pais naquele maudito garimpo.

  49. andrelina disse:

    Segundo parentes meu pai que me abandonou ainda bebe, foi trabalhar em serra pelada na decada de 80 e nunca mais deu noticias. Será que consigo saber se ainda esta vivo etc… o nome dele é DIMAS COELHO DE SOUZA. Grata. Andrelina

  50. Ladston silva disse:

    A História de serra pelada bem que renderia um bom filme nacional, com a mesma crítica do "tropa de elite",mostrando o descaso dos políticos com os pobres garimpeiros, que desejam só que sua necessidades sociais sejam atendidas.

  51. cleonilda ferreira dos santos disse:

    meu irmâo trabanhou no garimpo da serra pelada la pelos anos 80 desde esses anos nunca mais eu vir ele toda a familia ficou muito tralmatizada por seu sumiço. gostaria de ter noticias dele, tambem gostaria de saber se a familia tem direitos a indenizaçâo, por tantos sofrimentos que passamos ate hoje, já escrevir para programas de tv. tentando encontra_lo mas nâo tive resultados, nem o memos ficamos sabendo sobre a noticia de indenizaçâo,por favor me ajude com noticias verdadeiras a .pessol sem gracinhas, nâo brique com os sentimentos alheios poque ja sofro o bastante, a alsencia de meu irmâo? há o nome dele é josias ferreira dos santos

  52. antonia ivete vale disse:

    preciso encontra meu iemão; luiz gonzaga martins do vale nascido 11de janeiro de 1952, filho de francisco assis do vale e ariana soares martins do vale ambod de altos -piaui. por favor em contato com ivete vale, fone 021 3372-8267 rio de janeiro.

  53. lidiane ferreira da sulva disse:

    gostaria de saber si agora realmente a denização vai sair realmente pois sou filha de uns dos garimpeiro que tinha a carteirinha de serra pelada e eu e minha mãe fomos em serra pelada e assinamos documentos como herdeiras e pagamos um valor.

  54. AUDACI BORGES DE OLIVEIRA disse:

    NÃO CONHECI MEU PAI QUE SE CHAMA NELÇON BORGES DE OLIVEIRA, CONTUDO TENHO O NOME DA MÃE DELE QUE É: TEREZA BORGES DE BARROS E PAI DELE JOAQUIM FRANCISCO DE OLIVEIRA. CASO ALGUÉM SAIBA ALGO SOBRE ESTAS PESSOAS AS QUAIS MORAVAM NA DECADA DE 80 EM BHTE-MG NO BAIRRO POMPEIA E QUE SEGUNDO RELATOS E FOI TRABALHAR NA SERRA PELADA.

  55. AUDACI BORGES DE OLIVEIRA disse:

    NÃO CONHECI MEU PAI QUE SE CHAMA NELÇON BORGES DE OLIVEIRA, CONTUDO TENHO O NOME DA MÃE DELE QUE É: TEREZA BORGES DE BARROS E PAI DELE JOAQUIM FRANCISCO DE OLIVEIRA. CASO ALGUÉM SAIBA ALGO SOBRE ESTAS PESSOAS AS QUAIS MORAVAM NA DECADA DE 80 EM BHTE-MG NO BAIRRO POMPEIA E QUE SEGUNDO RELATOS E FOI TRABALHAR NA SERRA PELADA,SE PORVENTURA TENHAM IONFORMAÇÃO FAVOR ME COMUNICAR. p_b_oliveira@ig.com.br
    paula@tratorcolt.com.br

  56. Edgar Rocha Das Flores disse:

    Meu pai ANTONIO ROCHA DAS FLORES foi para cerra pelada no ano 1982 para carimpar é nunca mas voltou quero saber se tenho direito por idenização pelo sumiço dele no garimpo sou filho dele!!!!!!!!!!!

  57. EUNICE ALVES DA SILVA CAYRES disse:

    MEU PAI JOSE FERREIRA DA SILVA FOI PARA GARIMPO 1980 AMIGOS DELE DISSE QUE ELE ESTAVA LA EMBAIXO NO DESABAMENTO GOSTARIA TER INFORMAÇOES SE TEM LISTA COM NOMES DOS MORTOS ME AJUDEM ANOS PROCURO INFORMAÇAO CORRETA .

  58. se alguem que tenha trabalhado na serra pelada entre 1980 conheceu o meu irmão josias,, pesso por deus entre no meu email. e me de uma luz por deus, amo meu irmão sinto a sua falta e desejo encontra_lo por favor, quando ele foi trabalhar no garimpo da serra pelada eu tinha apenas,9 anos de idade mas ele nunca saiu da minha cabeça do meui coração. ou algum amigo dele ou de sua nova família estiver lendo os avises, que quero encontrar-lo isso e muito sofredor machuca muito. preciso do meu irmão por favor isso é serio meu email,é cleocapi@hotmail.com sei que tem pessoas que ainda tem humanidade no coração não iria bricar com assunto tão serio assim né? desde já eu os agradeço 13/03/2013..

  59. katia neves de jesus disse:

    procuro meu iramo que trabalhou na serra pelada, ele se chamava joao batista pereira do nascimento, filho de maria das neves de jesus pereira e afonso pereira do nascimento…li todos depoimentos ,,, por favor se alguem sober me de noticia,,,, obrigado

  60. katia neves de jesus disse:

    procuro meu iramo que trabalhou na serra pelada, ele se chamava joao batista pereira do nascimento, filho de maria das neves de jesus pereira e afonso pereira do nascimento…li todos depoimentos ,,, por favor se alguem sober me de noticia,,,, obrigado

    katia.neves20@hotmail.com;;;;;;; ou 62 81604848

  61. Vanderlice disse:

    Meu nome e vanderlice e procuro meu tio que si chamava NETO, ELE E FILHO DE RITA DE CASSIO ROCHA E MANUEL LINO ROCHA, SI ALGUEM CONHECEU ESSE CEARENSE OU CONHECEU ENTRE EM CONTATO MEU E-MAIL É vanderlice.sousa@bol.com.br

  62. frank disse:

    olar me xamo frank e n sei se vcs podem me ajudar, mas no ano de1985 meu padrasto e uns parentes dele estavao na cerra pelada . bom ai comessa o misterio oq nos sabemos ate hoje eq teve um desmonoramento de barranco e o meu padrasto morreu nele. quem trouce essa noticia foi o subrinho dele troce tambem umas roupas velhas e um dentadura dele. nos oferecel dinheiro e fez com q minha mae assinace auguns papeis. rezumindo ficou bem de vida emenos de um ano. eu axo muito extranho e tem mas coisas.axo tambem q foi muito mal contada essa historia pra nos se vcs poderem me ajudar ficarei grato obrigado. a o nome dele era adao mendes dos santos

  63. Dora Uchôa disse:

    Olá,
    Sou historiadora e estou pesquisando sobre os conflitos existentes no período de “destaque” de Serra Pelada, gostaria de ter contato com algum garimpeiro da época que NÃO ESTEJA morando em Curionópolis (Serra Pelada) para fazer algumas perguntas em relação a essas relações conflituosas naquele período. Pelo que se tem notícias a região ainda está vivendo a época do cabresto e jagunços, onde tudo se “da um jeito” da maneira mais “rápida” possível.
    Meu contato: dorauchoa@hotmail.com

  64. yvana sousa disse:

    ola sou yvana , filha de um ex garimpeiro de sera pelada, ( valmir lacerda oliveira, ele trabalhou no ano de 1982 a 1983, qero saber se a indenizacao dele vai sair????? ele tem a carteira de garimpeiro, qero saber se p tirar essa indenizacao precisa de advogado??? e tambem se precisar ir ae em maraba???

  65. franciuene Venâncio de jesus disse:

    ola meu nome e franciuene tenho 27 anos ,sou filha de Serra pelada , nasci em lugar la chamado assaizal ,eu não tenho esperança que va acontecer coisa boa la…

  66. Olá meu nome é maria lima araujo. disse:

    Eu tenho irmão e tio que tralhou muitos anos em serra pelada, eles foram no inicio da garimpagem, só depois de 10 anos de trabalhos. eu quero saber como vai ficar esses garimpeiros? ai ter uma indenização ou uma aposentadoria ? Me der uma resposta.

  67. denise disse:

    Não vejo meu pai a 33 anos e a ultima notícia que tive é que mataram ele na serra pelada o nome dele é Ricardo Amador quem puder me ajudar agradeço desde já o nome dos pais dele era Fermíno ou Ferminio e Antonia

  68. denise disse:

    Não vejo meu pai a mais de 33 anos a ultima notícia que tive é que mataram ele na serra pelada é horrível não saber do seu paradeiro o nome dele é Ricardo Amador desde já agradeço se puderem me ajudar.

  69. deise disse:

    procuro o meu pai, ele era garinpeiro, seu nome é Ataides pinto de Andrade,quem souber por favor entre em comtato por email.

  70. cantidio disse:

    Tenho um tio chamado José Pereira Nunes, conhecido como “ZEMAR”, ele foi a busca dessa utopia do ouro, não temos noticia desde sua partida, quase 30 anos…quem por acaso tiver alguma noticia por favor entre em contato “cantidio-adm@hotmail.com ou pelo telefone (63) 9986 1888.

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