03/04/2006 - 18:46

Babaçu livre

A expansão da pecuária e de outros interesses econômicos na região dos babaçuais ameaça o trabalho das quebradeiras de coco, fundamental para a sobrevivência de diversos grupos extrativistas do meio-norte do país

Texto e fotos: André Campos | Categoria(s): Reportagens

Quebradeira de coco em ação: uma atividade predominantemente feminina

Do babaçu, tudo se aproveita. Essa é uma frase comum na chamada região dos babaçuais, localizada na faixa de transição para a floresta Amazônica. Com cerca de 18,5 milhões de hectares (algo equivalente a 75% do estado de São Paulo), sua área inclui terras de várias unidades da federação, principalmente do Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins. Locais onde, para milhares de famílias, babaçu é quase um sinônimo de sobrevivência. Da folha dessa palmeira, que pode chegar a 20 metros de altura e tem inflorescência em cachos, faz-se telhado para as casas, cestas e outros objetos artesanais; do caule, adubo e estrutura de construções; da casca do coco produz-se carvão para fazer o fogo, e, do seu mesocarpo, o mingau usado na nutrição infantil; da amêndoa obtêm-se óleo, empregado sobretudo na alimentação mas também como combustível e lubrificante, e na fabricação de sabão.

O caule do babaçu é usado como estrutura na construção de casas

“Que eu conheça, o babaçu tem 49 utilidades diferentes, mas acredito que sejam mais”, conta Emília Alves, de 53 anos, dos quais mais de 30 coletando o coco que cai da palmeira. Trata-se de uma atividade tradicionalmente feminina, muito cantada nas músicas das “quebradeiras de coco” (como elas mesmas se autodenominam) e indissociável do modo de vida de diversas comunidades da região, onde, diz-se, toda mulher foi, é ou será um dia quebradeira de coco. Há várias gerações, lá estão elas com um machado preso sob uma das pernas e um porrete de madeira na mão, arrebentando diariamente centenas de cocos para extrair as amêndoas. Apesar de não haver dados oficiais, calcula-se que, no Brasil, entre 300 mil e 400 mil extrativistas sobrevivam dessa atividade. Para se ter uma idéia, é um número semelhante ao total de índios aldeados que, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), vivem atualmente no Brasil.

Emília mora no município de São Miguel do Tocantins, localizado no extremo norte daquele estado. “Cheguei em 1971. Naquela época, o pessoal plantava roça e quebrava coco onde queria”, lembra. A partir de 1973, diz ela, as coisas começaram a mudar, por conta de “gente que apareceu do nada e se pôs a dizer que era dona da terra”. Relatos semelhantes são comuns por toda a região dos babaçuais; histórias de terrenos que foram cercados e de mulheres que se viram impedidas de coletar o coco do babaçu. Nesse contexto, surgiram formas de exploração do trabalho, como, por exemplo, a “quebra de meia” (na qual quebradeiras de coco precisam ceder ao dono da terra metade das amêndoas) e o “barracão” (em que elas são obrigadas a entregar tudo nas mãos do proprietário, de acordo com as condições financeiras impostas por ele).

Quebradeiras de coco atravessam cerca para chegar aos babaçuais, a maioria das palmeiras está em terras de fazendeiros

A partir da década de 1980, as dificuldades enfrentadas impulsionaram o aparecimento de organizações em defesa dessas mulheres. Atualmente, Emília é coordenadora executiva da Regional do Tocantins do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), presente em quatro estados brasileiros (Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins). A entidade tem como principal bandeira aquela que, historicamente, é a grande reivindicação das quebradeiras de coco: o direito de livre acesso aos babaçuais.

A discussão política em torno desse tema atingiu novo patamar a partir de 1997, quando foi aprovada, no município de Lago do Junco, região central do Maranhão, a Lei do Babaçu Livre. Basicamente, ela garante às quebradeiras de coco do município e às suas famílias o direito de livre acesso e de uso comunitário dos babaçus (mesmo quando dentro de propriedades privadas), além de impor restrições significativas à derrubada da palmeira. Essa iniciativa vem se alastrando e, atualmente, 13 municípios (oito no Maranhão, quatro no Tocantins e um no Pará) possuem legislação do gênero.

Terezinha Fernandes, autora do projeto de lei para garantir o livre acesso aos babaçuais

Em 2003, o debate sobre o assunto passou a integrar a agenda política nacional, com a criação de um projeto de lei que, em resumo, estende a Lei do Babaçu Livre para toda a área dos babaçuais. Terezinha Fernandes (PT-MA), a deputada federal autora do projeto, acredita que sua aprovação é estratégia fundamental para garantir a sobrevivência de diversos grupos extrativistas do Brasil. “Neste momento, é fundamental garantir meios para a manutenção da atividade das quebradeiras de coco. Trata-se de um trabalho penoso, mas é o único que existe hoje para as mulheres da região”, afirma.

José Hilton de Sousa, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão (Faema), declara-se favorável à lei, desde que existam regras claras para o uso comum do espaço das propriedades. “É necessário que as partes discutam para chegar a uma definição", diz. "Existem pessoas de todos os tipos, inclusive as aproveitadoras, que podem cometer improbidades nas fazendas.”

Entre proprietários de terra da região, são comuns reclamações de que as quebradeiras de coco estariam cortando cercas com o objetivo de fazer um caminho mais curto até os babaçuais. Muitas vezes também estariam deixando a casca do coco espalhada pelo chão, provocando ferimentos nos casos dos animais. Além disso, a realização de “caieiras” – método artesanal para a fabricação do carvão a partir da queima casca do coco – dentro das propriedades é criticada sob a alegação de que traz risco de incêndios.

Para Sousa, o acesso das mulheres aos babaçuais é atualmente muito mais bem aceito na região, e ocorre mesmo nos locais onde não há Lei do Babaçu Livre. “Funciona na base da boa vizinhança. Eu mesmo tenho uma fazenda no município de Fortuna (MA) onde há ocorrência de babaçu, e lá as pessoas entram sem nenhum problema.” A receptividade dos fazendeiros à lei, no entanto, é questionada por Terezinha Fernandes, que afirma existir forte pressão para evitar a sua aprovação na Câmara Federal. “Já houve inclusive fazendeiro que veio me abordar nos corredores do Congresso, reclamando que o projeto era prejudicial a suas atividades econômicas.”

Áreas de babaçuais, na região de transição para a Amazônia, estão sendo devastadas, inclusive em áreas de conservação

A expansão da fronteira agrícola e, principalmente, da atividade pecuária tem gerado um aumento significativo do desmatamento e dos conflitos de interesse relacionados à utilização dos babaçuais. Diversas áreas estão sendo devastadas para dar lugar ao pasto, situação que provoca tensões inclusive em unidades de conservação oficialmente reconhecidas, como as reservas extrativistas do Ciriaco e Mata Grande, além do Parque Estadual do Mirador, todos no Maranhão. No início de 2005, uma ação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) daquele estado resultou na retirada de 9 mil cabeças de gado de dentro do parque.

A atividade é fundamental para a sobrevivência de centenas de milhares de famílias agroextrativistas

Há quatro reservas extrativistas na região dos babaçuais, todas criadas em 1992. Até o momento, porém, apenas uma delas (a Reserva Extrativista Quilombo do Flexal, no Maranhão) tem condições minimamente aceitáveis de regularização fundiária. Maria Querubina da Silva, coordenadora executiva da regional do MIQCB em Imperatriz (MA), defende a regularização das outras três como tema de fundamental interesse para as quebradeiras de coco. “Mas existe hoje uma forte ação política para impedir que isso aconteça”, afirma ela.

Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que prevê a extinção de duas dessas reservas (Mata Grande e Extremo Norte do Estado do Tocantins). Em dezembro do ano passado, ele estava pronto para ser votado e foi retirado da pauta após pedido da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ao presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP).

Privado x coletivo

O argumento de que a Lei do Babaçu Livre viola o direito de propriedade privada marca aquele que é, sem dúvida, o ponto mais polêmico dos debates em torno do tema. E foi justamente com base nessa alegação que o relator do projeto no Congresso Nacional, deputado federal Wagner Lago (PDT-MA), fez alterações profundas em seu texto original. São mudanças que, na prática, removem a garantia de livre acesso das quebradeiras de coco aos babaçuais, mantendo apenas aspectos referentes à preservação da palmeira.

Segundo seu relatório, ao afirmar que as matas de babaçu são de usufruto comunitário das populações extrativistas, o projeto praticamente dá a elas o direito exclusivo sobre tais áreas (algo que ele insinua constituir “desapropriação indireta”). Essa preocupação é compartilhada pelo presidente da Faema: “Tenho medo de que toda essa liberdade seja usada como argumento para mais invasões, e isso nós não agüentamos mais”.

Para Terezinha Fernandes, esse discurso não condiz com a realidade. Ela afirma ainda que, com as modificações feitas, nem vale a pena colocar o projeto em votação. “A Constituição também garante que a terra tem de cumprir sua função social, e é com base nesse ponto que criamos o projeto”, diz. “As florestas de babaçu são hoje quase todas propriedades privadas; então como é que vamos preservar a atividade das quebradeiras de coco?”

Joaquim Shiraishi Neto, professor do Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e pesquisador do tema, questiona a suposta ênfase dada à propriedade privada em detrimento dos interesses coletivos nessa discussão. “A Constituição reconhece o país como formado por uma sociedade pluriétnica, identificando inclusive alguns grupos com realidades e direitos específicos”, explica ele. “Pelo princípio de igualdade, o Estado também tem de reconhecer as quebradeiras de coco e as formas de reprodução social desse grupo.”

Desde 2002, o Brasil é signatário da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), documento que dá sustentação a esse tipo de argumento ao determinar a necessidade de o Estado proteger o modo de vida de populações cujas condições sociais, culturais e econômicas as distingam de outros setores da coletividade nacional. Em dezembro de 2004, foi criada pelo governo federal a Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Tradicionais, que, entre outras incumbências, deve sugerir critérios para a regulamentação das atividades de agroextrativismo próprias dessas populações específicas. As quebradeiras de coco são uma das 15 identidades étnicas com assento na comissão, juntamente com outras como, por exemplo, índios, quilombolas, ciganos e seringueiros.

Lei só no papel

Quando a estrada de terra não alaga (algo comum na época das chuvas, de dezembro a março), cerca de uma hora de ônibus separa a cidade de Imperatriz do pequeno povoado de Petrolina, localizado no mesmo município e onde vivem cerca de 230 famílias de agricultores. Imperatriz já aprovou a Lei do Babaçu Livre, mas Terezinha Cruz, presidente da Associação das Quebradeiras de Coco de Petrolina, é categórica em afirmar: a lei só existe no papel. Diariamente, ela e outras mulheres percorrem cerca de 4 quilômetros até o local onde normalmente trabalham. E, no caminho, passam por fazendas em que os donos não permitem a realização da atividade. “Quando pegávamos coco nas vizinhanças, dava para trazer em casa e quebrar aqui”, lembra ela. “Mas, agora, faça chuva ou faça sol, a gente tem de trabalhar lá no meio do mato.”

Situações ligadas à proibição do acesso já foram denunciadas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), um dos órgãos responsáveis pela fiscalização da Lei do Babaçu Livre. E por conta disso, diz Terezinha Cruz, as mulheres da comunidade já sofreram ameaças. “Chegaram a dizer que, qualquer dia desses, ia amanhecer quebradeira com a boca cheia de formiga”, afirma ela. Essa é a realidade também em outras áreas de babaçu. Em outubro de 2005, o MIQCB publicou o estudo Guerra Ecológica nos Babaçuais, coordenado pelo antropólogo Alfredo Wagner Berno de Almeida. Entre outras informações, ele cataloga 12 situações recentes que colocam em risco a integridade física das quebradeiras de coco, incluindo ameaças de morte, surras e estupro.

Atualmente, a Fazenda Eldorado é a principal área onde trabalham as mulheres da Associação das Quebradeiras de Coco de Petrolina. Trata-se de uma propriedade da Ferro Gusa Carajás, siderúrgica criada a partir de parceria entre a Companhia Vale do Rio Doce e a norte-americana Nucor Corporation. Há aproximadamente oito anos, motivadas pelas crescentes dificuldades de acesso aos babaçuais, as quebradeiras procuraram os donos da fazenda e firmaram com eles um contrato de comodato que permite a coleta e a quebra do coco em uma área de 307 hectares da propriedade. A Fazenda Eldorado possui eucaliptos que são utilizados na produção de carvão vegetal, que abastece os fornos da siderúrgica.

O contrato estabelece restrições como, por exemplo, só permitir a entrada na área das quebradeiras de coco que pertencem à associação. Além disso, há previsão de multas caso ele não seja renovado anualmente. Mesmo após a aprovação da Lei do Babaçu Livre no município, ocorrida em 2003, o contrato continua em vigor, apesar de, em princípio, contrariar as disposições básicas dessa lei.

Segundo Silas Zen, gerente de exportação da Ferro Gusa Carajás, a empresa entende que a Lei do Babaçu Livre viola o direito de propriedade garantido pela Constituição. “Entretanto, sem entrar no mérito quanto à constitucionalidade dela, os babaçuais encontram-se em áreas gravadas junto ao IBAMA como Reserva Florestal Legal (porcentagem de cada propriedade destinada à preservação ambiental). Desse modo, a empresa está obrigada a garantir que não seja realizada qualquer exploração nestas áreas, salvo autorização do IBAMA”, diz ele. “O contrato preconiza um número limitado de pessoas para evitar a depredação e, conseqüentemente, garantir o uso continuo e sustentado da mesma pelos membros da comunidade.”

Siderúrgicas x quebradeiras

Uso do côco para a produção de carvão vegetal acirrou conflito de acesso ao babaçu

Em Petrolina, assim como em muitos outros locais, ocorreu uma intensificação nas disputas em torno do babaçu durante os últimos três anos, motivada pela consolidação de um novo interesse econômico na região: o uso do coco para a produção de carvão vegetal. “Isso foi a pior dificuldade que já enfrentamos”, afirma Terezinha Cruz. Diversas fazendas têm sido arrendadas para essa atividade, cujo mercado consumidor é formado por empresas de óleos vegetais, cerâmicas e, principalmente, pelas siderúrgicas ligadas ao Projeto Carajás.

Maior reserva de ferro do mundo, a serra dos Carajás, no sul do Pará, converteu-se, a partir da década de 1980, em palco de um dos mais ambiciosos projetos de mineração da história do Brasil. Segundo a Associação das Siderúrgicas de Carajás (Asica), que congrega as 15 usinas atuantes na região, o pólo gera cerca de 34 mil empregos diretos e indiretos, exportando o equivalente a US$ 800 milhões por ano.

Em setembro de 2005, no entanto, um relatório apresentado pelo Ibama mostrou que o franco crescimento da atividade tem sido sustentado pelo uso de carvão vegetal proveniente de desmatamentos ilegais. Com base em dados apresentados pelas próprias siderúrgicas, o Ibama identificou, entre 2000 e 2004, o consumo de 7,7 milhões de metros cúbicos de carvão ilegal e de 15,4 milhões de metros cúbicos de toras de madeira exploradas sem autorização. Tal situação gerou, no ano passado, mais de R$ 500 milhões em multas para as siderúrgicas. A Ilegalidade, segundo o Ibama, movimentou R$ 385 milhões.

Nesse contexto, a utilização do carvão feito a partir da queima do coco do babaçu ganhou força como alternativa para suprir o déficit energético do setor. Segundo Cynthia Martins, doutoranda em antropologia social pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e uma das pesquisadoras do estudo Guerra Ecológica nos Babaçuais, tal fato incentivou um refinamento nas técnicas para impedir o acesso ao babaçu – “situações como a instalação de cercas elétricas e a ação de vigias que disparam tiros para amedrontar as mulheres”, exemplifica. De forma geral, organizações extrativistas não são contrárias ao uso do coco pelas siderúrgicas, desde que o carvão seja originário somente da casca. No entanto, diversas entidades alertam para o crescimento da produção de carvão feito com o coco inteiro – prática que impede as quebradeiras de obterem a amêndoa, principal subproduto da economia familiar do babaçu.

Em toda a região dos babaçuais, não está claro quais são as usinas que estariam fazendo uso de carvão proveniente da queima do coco inteiro. A Companhia Siderúrgica do Maranhão (Cosima), por exemplo, é freqüentemente apontada por organizações agroextrativistas como uma delas. No entanto, a empresa afirma que sempre utilizou apenas carvão feito a partir da casca. “O carvão do coco inteiro tem alto teor de óleo e gera muito alcatrão, causando sérios transtornos ao processo produtivo”, explica Fernando Rangel, superintendente de energia da Cosima. “Essa é mais uma razão pela qual não nos interessa receber esse tipo de matéria-prima.”

Mesmo no que diz respeito à casca do coco, há queixas relacionadas ao surgimento de novas formas de exploração associadas à cadeia produtiva do carvão vegetal. “Identificamos situações em que uma pessoa chamada de ‘fornecedor’ contrata mulheres sem-terra para quebrar coco o dia inteiro, obrigando-as a vender a amêndoa por um preço muito baixo e a dar para ele toda a casca”, diz Cynthia. Não é um caso isolado de trabalho precário associado às atividades do pólo siderúrgico de Carajás, visto que as carvoarias que abastecem as usinas são freqüentemente apontadas como um dos principais focos de incidência de trabalho escravo e degradante do país.

A utilização do coco na produção de carvão vegetal também preocupa entidades ligadas ao meio ambiente. “Muitas vezes, quem queima o coco inteiro o colhe de forma indiscriminada: força a retirada antes do tempo de amadurecimento, cortando o cacho ou mesmo queimando a palmeira”, explica a gerente executiva do Ibama em Imperatriz, Adriana Soares de Carvalho. Para piorar, diz ela, as siderúrgicas não possuem capacidade de plantio e de reposição florestal que dê sustentação à cadeia produtiva. “A falta de planejamento faz com que esse tipo de coisa aconteça”, acrescenta. Além disso, Adriana afirma que a inexistência de um zoneamento ecológico-econômico adequado pode gerar conflitos entre as diversas atividades. “Eu não sei dizer hoje qual é a potencialidade que deve ser priorizada em várias das regiões do Maranhão, simplesmente porque o assunto não foi discutido.”

Alternativas econômicas

A venda da amêndoa do côco é a principal fonte de lucro para a economia familiar do babaçu

A importância da amêndoa para a economia familiar não se restringe à venda direta, já que a maioria dos projetos de geração de renda direcionados às quebradeiras de coco também a utilizam. O óleo comestível e o sabonete feitos dela são dois dos principais produtos com os quais organizações extrativistas buscam melhorar os rendimentos das trabalhadoras, através da criação de sistemas de comercialização e produção em maior escala. Por exemplo, no extremo-norte do Tocantins, na região conhecida como Bico do Papagaio, 1 quilo de amêndoa é comprado por um preço entre R$ 0,50 e R$ 0,60, enquanto 1 litro de óleo de babaçu (que é obtido com 2 quilos de amêndoa) chega a ser vendido por R$ 5. Uma quebradeira de coco extrai, em média, 5 quilos de amêndoa por dia.

Segundo Emília Alves, no Bico do Papagaio vivem cerca de 2 mil quebradeiras de coco. Entre 1992 e 2004, conta ela que a Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio (Asmubip) chegou a produzir óleo do babaçu em larga escala através de uma prensa adquirida pela entidade. A Asmubip comprava amêndoas de cerca de 700 trabalhadoras, por preços maiores do que o do mercado, mas dificuldades financeiras acabaram levando ao fim da iniciativa. “No último ano em que o projeto funcionou, o preço de compra foi de R$ 0,80 o quilo e, nessa época, o atravessador chegava a pagar R$ 0,75. Mas quando paramos, eles voltam para R$ 0,60 ou até R$ 0,50 o quilo.”

 Em cooperativas e associações, produzir e comercializar óleo permite agregar valor ao produto

De acordo com Emilia, seria necessário um investimento de R$ 30 mil para que a prensa voltasse a funcionar de forma auto-sustentada. A Asmubip, no entanto, enfrenta dificuldades para obter esse crédito. “Os governantes não acreditam que as mulheres são capazes”, diz ela. Historicamente, apenas 10% do crédito rural no Brasil é destinado a pessoas do sexo feminino.

Quase sempre, há uma grande quantidade de intermediários entre o trabalho das quebradeiras de coco e o consumidor final. Organizações como a Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão (Assema) buscam mudar essa realidade através de sistemas cooperativistas de produção e comercialização de produtos do babaçu. A Assema, que congrega dezenas entidades de trabalhadores rurais e de quebradeiras de coco, vende produtos como carvão, sabonete e tortas provenientes de subprodutos da palmeira, inclusive exportando para os Estados Unidos e a Europa.

Além disso, organizações de quebradeiras de coco reivindicam atualmente o desenvolvimento de tecnologias apropriadas para a conversão das amêndoas do babaçu em biodiesel. O próprio governo destaca o amplo potencial produtivo da agricultura familiar no fornecimento de insumos para a produção do combustível, uma das principais apostas do Governo Federal visando a diversificação do modelo energético brasileiro.

Tags: Amazonas, Maranhão, Trabalho escravo

79 comentários

  1. antonio falcao mendes disse:

    sou maranhensse temos uma area de terra de 525 hequitarios mas não ligamos e nem cobramos e nem inpedimos do povo colher babaçu la e livre so não aceito a deriba do mesmo o babaçu e rico como voces sabem da oleo carvão chocolate leite racãoaimal etc.

  2. julianaCristina silva disse:

    As relações servis da época da idade média ainda se faz presente,os ser humano não evolui quanto aos seus sentimentos.

  3. Moacir Fernando disse:

    Gostaria receber informações óleo babaçu, tipos etc. Possuimos Ind.Alimentos, posição para aquisição.

  4. Marlene disse:

    Excelente matéria! Precisamos mesmo discutir as causas dos oprimidos. Estou pesquisando material para conclusão de uma monografia sobre o direito de explorar os frutos nativos em propriedades privadas.

  5. Gilberto Nunes Valeriano disse:

    Tenho projeto em fase inicial que contempla as quebradeiras de coco, com emprego, etc. Gostaria de entrar em contato com os Srs Moacir Fernando e Antônio Falcão Mendes, que enviaram comentários à essa pagina.

    Gilberto Nunes
    Engº Agrônomo

  6. Priscila Cristina disse:

    Adorei… Devemos saber que não devemos destruir a natureza pois é nela que a gente vive !!!

  7. Priscila Cristina Rodrigues dos Santos disse:

    Eu acho que não é só nós mais o governo tambem deve ajudar na preservação do meio ambiente, devemos nos ajudar! Se voce quer um mundo melhor escreva para: SÃO LUÍS-MA CEP:65052730 RESIDENCIA: VILA ESMERALDA CASA NUMERO 6 BAIRRO:Forquilha APOS A CHOPPERIA MARCELO ou mande uma mensagem para: priscila_pytty_@hotmail.com (orkut e msn) voce vai receber dicas incríveis de como se juntar com a natureza, preservação do meio ambiente e muito mais aproveite!!!

  8. Elinágela Sheyla disse:

    Adorei essa história das quebradeiras de coco o meu maior prazer foi de ter conhecido essa gente de pertinho foi eu,e a uma turma da minha escola “Colégio Reis Magos” foi muito bom ter conhecido um pouco da historia de vocês bjão para todas espero que de tudo certo lá em Brasília ….

  9. DEJANE disse:

    É critico essa situacao, ao ler essa materia e muito bonita falando e debatendo sobre o assunto, mais fico triste em saber que vidas depende do babaçu, ainda mais o preco que ele esta R$ 0,60 centavos, é inacreditavel, ai me pergunto cade o gonverno dessas regioes, cade os trabalhos ofereidos, MEU DEUS, e sei que para comprar um kl de feijoa a quebradeira de coco passa a semana toda para conseguir comprar, e quando consegue, meu Deus em vez de debater sobre bababuçu. e sim um debate sobre empregos..

  10. celso disse:

    LBL so traz cada dia discordia e incentivo a invasão pois não existe tantas quebradeiras como propagado na midia pode fazer levantamento serio que vão constatar que estou comentando .

  11. MARIA DO CARMO disse:

    Estive em Rondonia agora em dezembro e tomei um mingau feito da casca do Babaçu, meu pai ralou e passou no liquidificador, virou um pó fininho e fez o mingau e este por sinal muito gostoso.

  12. Francisco Eduardo da Silva disse:

    gostaei muito do que li a respeito… dos comentarios do leitores…porem faço uma pergunta…
    me indicaram o pó do babaçu para tratamento da protata…pergunto se alguem pode me falar algo a respeito .fico grato…
    Eduardo

  13. Rosimeire A. Santana disse:

    Gostaria de saber se existe uma literatura que especifique os valores nutricionais do pó de babaçú e sua utilização.
    Muito Obrigada,
    Rosimeire

  14. monica de almeida vasconcelos disse:

    sou estudante de tecnologia ema gestao de agronegocio. e fui disafiada a monta um projeto que prove as potencialidades do babaçu, de imediato encontrei esse site e ja estou sigura que o melhor que eu fiz foi aceita o desafio. gostaria que voces ai me descem augumas sujestoes arespeito da atividade que emgloba o babaçu . Augustinopolis-TO 23/02/2008

  15. Paulo César disse:

    Monica eu gostaria muito de conversar com vc sobre o babaçu, defendi uma monografia atualmente sobre o tema que envolvia o babaçu e tenho alguns materiais que possam lhe interessar. Meu hotmail é: pauloctr2@hotmail.com – sou de Imperatriz-MA.

  16. GILSON RAMON disse:

    Bom Dia, gostaria de algumas informações sobre produtores de óleo de babaçu, pois trabalho em uma indústria quimica e temos muito interesse neste produto

    Aguardo um retorno bre e agradeço antecipadamente

    GILSON RAMON
    011 9527-8128 OU 3311-8119

  17. heloísa Reis Curvelo disse:

    Sou pesquisadora do léxico(conjunto de palavras) do babaçu e, ao ler a reportagem dessta página gostaria muito de receber informações sobre esse valioso produto de minha terra: Maranhão
    Grata pela atenção.

  18. NARINALVA PINHEIRO disse:

    Gostei muito da reportagem sobre o Babaçu Livre. Estou fazendo um projeto de monografia sobre “Quebradeiras de coco do Maranhão: Lutas e Conquistas”, gostaria de receber algum material que pudesse contribuir para minha pesuisa. Obrigada

  19. Marlene disse:

    Estou fazendo uma monografia sobre o babaçu, caso alguém se interessa em me ajudar ficarei muito grata

  20. Everson disse:

    Gostaria de entrar em contato com pesquisadores e pessoas que atuam na cadeia produtiva do babaçu.Possuimos uma área de cerca de vinte mil hectares de babaçu nativa que pretendemos transformar em RESEX.
    evermorgan@hotmail.com

  21. Jeferson mendes disse:

    O fruto do babaçu é uma rica fonte de amidos, com aplicações industriais bem definidas, sendo assim uma opção aos amidos de mandioca e milho hoje empregados na fabricação de papéis não branqueados e na fabricação das chapas de papelão ondulado.

  22. MARCOS ROBERTO GIELOW disse:

    GOSTARIA DE NOVOS CONTATOS SOBRE TUDO DE BABAÇU,,MORO EM IMPERATRIZ-MA …COMPRO E VENDO…

  23. claudio cesar disse:

    Moro na reigão da mata Amazonica, em rondonia e possuimos extração de óleo de babaçu, farelo da casca e torta do babaçu, e castanha do pará, gergelim, como também temos óleo de copaiba extraido diretamente pelos indios de Rondonia. Temos apostila para montar uma maquina de briquete caseiro. Interessados enviem email para claudio7cesar@gmail.com

  24. karina tavares disse:

    o babaçu é muito importante
    pra são luis

    bjos
    by:kaka

  25. eliana disse:

    Possuímos terra em Barra do Bugres-MT e preciso limpar dois pastos onde o babaçú está tomando conta. Gostaria de aproveitar as palmeiras pois sei de seu grande potencial. Como poderei fazê-lo?

  26. Eliana Murta Lemos disse:

    Estou fazendo uma pesquisa, cujo objetivo é conhecer o processo de aproveitamento do babaçu, envolvendo ainda as técnicas para extração do produto.
    Obrigada!

  27. flavia disse:

    por gentileza se alguem conhecer fabricas de oleo de babaçu ou compradores interessados entrar contato neflaoli@yahoo.com.br

  28. Daniela disse:

    Gostaria de comprar o pó do babaçu, moro em natal com faço para comprar.
    Obrigada

  29. Roberto disse:

    E uma Vergonha quem deveria nos ajudar a prezervar a vida a esta querendo destruir .

  30. vanderléia disse:

    Moro em Buritis-RO é um Município de uma riqueza natural maravilhosa. As pessoas daqui estão mais voltados a explorarem a madeira que o babaçu. Aqui tem muito dele; acho que falta incentivo para o negócio

  31. Louis Simmelink disse:

    falar em babaçu é certamente falar em energia limpa e renovável.
    pesquisamos o potencial do babaçu durante longos anos e isolamos da palmeira 159 produtos diferentes, todos de aplicação imediata no mercado de transformação ou de consumo. – da fumaça ppoderão ser extraidos mais 109 produtos. – portanto uma planta vital para regiões menos favorecidas.
    para garantir seu efetivo aproveitamento desenvolvemos o Macroprojeto Extrativista – Projeto sócio produtivo – projeto babaçu, que trabalha com o desenvolvimento regional e comunitário das popoulaões que cohabitam coqueirais, assegurando formalmente geração altermnativa de trabalho e renda.

    contactos – 033 -3745.1400 – 033.8845.2253 – loui

  32. EUCLEBIS COSTA SANTOS disse:

    BOM DIA!
    TRABALHO COM PROJETO E FABRICAÇÃO DE PRENSAS PARA EXTRAÇÃO DE ÓLEO…..
    GOSTARIA DE PODER AJUDAR…….
    86 32296658
    86-88257565
    euclebis@oi.com.br

  33. Vag-Lan Borges disse:

    Olá, todos vocês que pesquisam ou preparam relatórios a sócio-economia do babaçu. Eu também trabalho sobre esse assunto e tenho muito material em português e em inglés sobre esse assunto. Assim como gostaria de ter informações apenas sobre a economia dos babaçu nas décadas de 50, 60, 70 e 80. Ou seja, o período áureo de mercado de óleo de babaçu.
    O meu e-mail é vaglan6@hotmail.com

    Grande Abraço,

    Vag-Lan

  34. Gabriel disse:

    Gostaria de ter contato com produtores de carvao vegatal feito da casca de coco, tenho clientes interessado neste produto.

  35. Roberto Abreu disse:

    Estou muito enteressado,em saber sobre a condição que pode se utilizar a Folha e as castanhas p/ produção de alimento p/ o Gado.
    Sou de Campo Grande Ms,Tenho uma area de mais ou menos 300 ha de Aquaçu.
    Abraço fico no aguardo de contato p/ possivel informação

  36. Roberto Abreu disse:

    Estou muito interessado,em saber sobre a condição que pode se utilizar o a Folha e as castanhas p/ produção de alimento p/ o Gado.
    Sou de Campo Grande Ms,Tenho uma area de mais ou menos umas 300 ha de Aquaçu.
    Abraço fico no aguardo de contato p/ possivel informação

  37. SAMUEL MACEDO disse:

    Olá!
    Sou técnico Agrícola da prefeitura municipal de uma cidade da região do médio mearim, no estado do Maranhão, onde há muito babaçu, porem, não é aproveitado de forma organizada.
    Gostaria de obter informações de como formar uma associação para obter recursos para aquisição de materiais nessessários para a o processamento do babaçu.

  38. GILVAN LUIZ disse:

    OLA, PESSOAL ESTOU PRECISANDO DO PROJETO PARA MONTAR MAQUINA DE EXTRAÇAO DE OLEO ( CAST. PARA,BURITI ETC..)
    EM CASA POIS INICIEI O NEGOCIO E SE TORNA TRABALHOSO SEM
    MAQUINA QUALQUER MATERIAL , MANUAL APOSTILA SERVE
    GILVAN-LARANJAL DO JARI-AMAPA

  39. GILVAN LUIZ disse:

    ESTOU PRECISANDO COM URGENCIA DE ALGUM MATERIAL APOS
    TILA , MANUAL PARA FAZER UMA MAQUINA DE EXTRAÇAO DE OLEO ( CASTANHA DO. PARA, BURIT ETC..)
    GILVANN@CLICK21.COM.BR / GILVANLUIS@BOL.COM.BR
    LARANJAL DO JARI-AMAPA

  40. Rivaldo disse:

    Parabens.mas gostaria que o movimento se estentese ate o piaui,la as quebradeiras sao muito esploradas,e uma miseria o preco das amendoas,por favor,

  41. neusa martins do prado disse:

    e triste saber que o nosso pais descaradamente ainda mantem esse tipo de exploraçao

  42. Gilmar Alves Castro disse:

    Muito boa esta materia,que fala de uma realidade em nosso pais.
    Trabalho no territorio de cidadãnia do Bico do Papagaio,no estado do TO,na parte de comercialização dos produtos da agricultura familiar,onde estão as quebradeiras do BABAÇU,gostaria de fazer contato com possiveis compradores.(castro.ga@bol.com.br )

  43. LIA SILVA- Articuladora da Rede Te´mática de Produtos e Mercados Diferenciados do MDA no Maranhão. disse:

    Muito me interessa informações quanto ao funcionamento e desenvolvimento da cadeia produtiva do babaçu, indo desde a sua exploração até a fase final que é a chegada ao consumidor de seus produtos e subprodutos.
    Gostaria de receber informações mais recentes e detalhadas quanto esta espécie e no que eu puder ajudar estou à disposição.
    E-mail:liarbm@hotmail.com
    São Luís-Maranhão

  44. Ronaldo Cesar Mattioda de Lima disse:

    Acho muito interessante, mas acho que falta é um meio de contato com os pequnos comprodutores. Tenho interesse, por exemplo, em adquirir rodelas de casca do coco babaçu,mas não consigo. Meu e-mail é mattioda2@hotmail.com

  45. Antonio Carlos Braga Moura disse:

    Sou articulador de Produtos e Mercados Diferenciados da EMATER/PA.Acho maravilhoso este trabalho do MIQCB,preciso que me encaminhem material atual sobre o tema,com vistas a intercâmbio técnico.Grato ACBRAGAMOURA

  46. ALEXANDRA SPINKUS DE LIMA disse:

    O babaçupoderia ser comercializado de forma legal no Brasil todo.Evitaria de tantas árvores serem derrubadas para servirem de carvão e passaríamos a ter a casca do babaçu para isso. Além de poder se extarir o óleo, glicerina, fibras e outros.O babaçu é uma enorme fonte de riquezas no nosso país.

  47. heverton figueiredo disse:

    Hoje ja tem equipamentos pra comunidades trabalharem com o coco babaçu em todo seu aproveitamento veja ruraltecmaquinas.com.br eles fabricam equipamentos pra beneficia o coco como o mesocarpo e a retirada das amendoas pra fabricação de oleo veja la com isso as quebradeira tem como aumenta a sua produçao e melhora a forma de trabalha

  48. Antonio disse:

    ESTOU QUERENDO COMPRAR COCO BABAÇU PARA FAZER O CARVÃO OU CARVÃO PRONTO. CASO ALGUÉM TENHA ENTRE EM CONTATO tonhao_santos@hotmail.com

  49. Amanda Schwarz Steil disse:

    Gostaria de obter mais informações sobre este assunto…sou estudante de Moda aqui de Santa Catarina, e estou realizando um trabalho para faculdade…eu gostaria de um contato com alguma dessas mulheres, pois preciso estudar mais a fundo seu modo de vida…e gostaria de aplicar um questionário…Se puderem me ajudar…Agradeço desde já…

  50. SERGIO NASCIMENTO disse:

    OLA.. GOSTARIA DE SABER COMO QUE EU FAÇO PARA COMPRAR OLEO DE BABAÇU ESTOU PRECISANDO DESSE PRODUTO URGENTE… 062-85440465

  51. SERGIO NASCIMENTO disse:

    GOSTARIA DE COMPRA OLEO DE BABAÇU URGENTE ACIMA DE 250 LITROS ME AJUDA URGENS MSM:COPRAOESTE@HOTMAIL.COM 062-85440465

  52. Kleber Barros disse:

    Quero comprar a casca do coco babaçu. Solicito contato para tratarmos do assunto. 61-9301-9077 ou kleberbarros@hotmail.com

  53. Valéria disse:

    Tenho interesse de comprar folhas de babaçu para decoração.Há cooperativas interessadas em fornecer-me?

  54. renato zanotta disse:

    Gostaria de desenvolver fornecedor de casca de babaçu para São Paulo, cerca de 200 Toneladas mês

  55. Wlenian disse:

    Olá, sou de imperatriz-maranhão e minha comunidade é rica em coco babaçu mas falta os compradores, gostaria de entrar em contato com pessoas interessadas no produto e ainda melhorar a qualidade de vida das pessoas de minha região. povoado grotão. wlenian@hotmail.com 99 3524 2411

  56. Gilmar disse:

    Estou precisando de maquina para trabalhar com o babaçu, máquina industrial.

  57. gilmar pessoa disse:

    quero conhecer mais sobre o coco babaçu como fasso para tirar o pó o oleo ea farinha do coco babaçu…..

  58. gilmar pessoa disse:

    estou desempregado e gostaria de montar meu proprio negocio me interecei pelo coco babaçu mas não sei como mexer se alguem puder me passar informações sobre o coco babaçu fico muito agradecido meu mail. gilmar_gpl@hotmail.com..moro em jaru rondonia….obrigado…

  59. Luciano Dini Filho disse:

    O que tenho a dizer e so elogios.
    Parabens a voces MULHERES, do Brasil.

  60. Elder disse:

    Olá, gostaria de receber informações sobre a produção do carvão de babaçu……obrigado….

  61. marcia disse:

    tenho um viveiro com 3000 mudas e umas 800 cocos germinados se alguem se interessar….as mudas estao com 50cm….067 92538855 campo grande ms

  62. edmarcia fernandes da rocha disse:

    babaçu e a arvore da vida….cada pessoa deveria plantar um pe…na crosta terrestre….assim nao destruiriam o serrado pra faser churrasco….

  63. Ronaldo Felix disse:

    Existe um documentário (Raimunda a Quebradeira) que mostra bem a luta das quebradeiras pelo babaçu livre lideradas por D. Raimunda, uma mulher fantastica, vale a pena assistir.

    http://www.youtube.com/watch?v=T3iAuFVNLKs&feature=related

  64. edvaldo disse:

    gostaia de saber se a folha do babaçu picada pode ser utilizada como alimento para o gado.

  65. alessandra disse:

    como comprar o oleo de babaçu comenstivel pois aqui no site nao existe o telefone da cooperativa preciso de 5l litros moro em goiania qual valor do frete 62 32922426 celular 62 85850762

  66. euclebis disse:

    fabricação de prensas para extração de óleo de babaçú e demais oleaginosas. 061-85190588 (061)081891777
    euclebis@oi.com.br

  67. antonio augusto disse:

    ola a todos estou pesquisando e estudando tudo sobre o babacu suas possibilidade de producao desejo muito produzir e comercializar produtos e subprodutos do babacu quem tiver enteresse em trocar perguntas e respostas sobre o mesmo e tirar duvidas enter em contato comigo meu tel 011 29521845 984856239 tim obrigado.

  68. antonio augusto disse:

    mais uma coisa meu email para contato silvajptoni@hotmail.com
    antonio augusto projeto babacu

  69. Sandr lima disse:

    Relato babaçu. Trabalho com artesanato do babaçu temos mais de 300 peças desenvovida com partilha do babaçu temos uma cooperativa por nome cooprbabaçu com sede no norte do estado do tocantins. ministro cursos.99 9144 2505. Falar com Sandra lima.

  70. Sandra Lima disse:

    Temos associações das quebradeiras só que não quebramos coco.Usamoos os frutos maduros p/ cortar partilhas e tranformar em artesanatos belissímos caso alguém se interesse em conhecer nossos produtos posso está enviando fotos fezemos vendas p/ o mundo inteiro.Todos nossos produtos são desenvolvidos por design e temos 100% de apoio do SEBRAE TO. Estamos precisando de um torno industrial exclusivo p/ cortar o babaçu se alguem souber ou fabricar entre em contato. sandra.acbato@otmail.com.

  71. Ariston Pinto Santos disse:

    Sou de Bacabal-MA, sai de casa com 18 anos fiz o curso Tec. Agropecuário em São Luís, Graduação no Rio de Janeiro, Especialização e Mestrado em Minas Gerais, retornei ao Maranhão, fui Prof do Curso Téc no Instituto Federal do Maranhão em São Luís e depois em Codó, sou Prof. da UEMA-São Luís, Estou Concluindo Doutorado em Agronomia na UNESP Jaboticabal-SP meu trabalho foi transformar óleo de babaçu em Biodiesel e Testar em Trator Agrícola no preparo do solo, fui a Lago do Junco comprei + de 100kg de óleo prensado pela Cooperativa após transformado em Biodiesel e testado obteve resultados superiores a outros óleos testado por outros pesquisadores. Agora é articular uma fabrica em Lago do Junco

  72. Doniseti Faria disse:

    Bom Dia , eu e minha sócia , desenvolvemos uma peça que ajudara e muito as senhoras quebradeiras de babaçu , ela não usara masi o machado , e o risco de ela se acidentar em praticamente nulo e sua produção aumentara , caso haja enteresse da parte de poderemos enviar uma foto para analise , esta peça possui trés laminas que se aporia em uma base, e de pequeno porte , sendo que ela podera levar em sacola e montar no local meu e- mail e donystonys@hotmail.com

  73. andre disse:

    moro em são paulo brevemente estarei indo para o maranhão
    gostaria de saber mais a respeito dessa peça
    pois minha sogra é quebradeira de babaçu no machado
    eu e minha esposa (maranhense)agradeçemos.

  74. CLAUDIANA disse:

    Olá Pessoal
    Sou da cidade de codo no maranhão e estou morando em São Josè dos Campos SP,estou procurando uma receita de um achocolatado feito com o coco babaçu quando criança eu não estou encontrando alguem pode me enviar a receita ou me endicar um site.

    De já agradeço

    Claudiana

  75. Olá peeeosal sou representante comercial do Povo Indígena Satere-Mawe da Terra Idígena Andirá/Marau, estou muito feliz em saber um pouco da história de vocês que ainda tem pessoas que tem consciencias da onde viemos os nossos príncípios da humanidades não podemos viver sem a natureza temos criar um desenvolvimento em armonia com a natureza um depende do outro por que somos naturais, ornânicos.

    E disse Deus; Eis que vos tenho dado doda erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda arvore em que à fruto de árvore que dá semente; servos-ão para mantimento. Gênisis 1: 19 . como que a política de desenvolvimento de capitalismo está destruindo a natureza em nome de desenvolvimento?

    Porisso que admiro muito vocês e faça a minha parte nessa direção doque vocês estão fazendo. E estou procurando alguém que possa me orientar os preços de kilo da semente e do óleo de babaçú para que eu possa incentir os parentes para começar aproduzir para comercialização.
    Abraço a todos vocês espero a respostas
    Obadias Batista Garcia
    1º Tesoureiro e Coordenador Geral do Comercio Justo e Solidário do CGTSM

  76. José Pedro Ribeiro dos Santos disse:

    Olá, moro no interior do Amazonas. Estou interessado em adquirir uma pequena máquina para a produção do óleo e o farelo do nosso babaçu (do Amazonas). Grato. Ribeiro

  77. Marcos Pereira disse:

    Bom dia!Sou produtor de óleo de coco babaçu no estado do Ceará.Tenho capacidade de entrega de até 6.000 litro de óleo mensalmente.
    O óleo de coco babaçu é100% natural extra virgem extraído a partir da prensagem das amendoas, sem a utilização de nenhum composto químico.O óleo do coco de babaçu serve como matéria prima de base para a indústria na fabricação dos sabões de coco, shampoo, sabonete, cremes lubrificantes,bronzeador, detergentes, remédios e óleo para queimar em lamparinas. Na parte de alimentos ele pode ser utilizado como óleo comestível substituindo o óleo de soja, milho e girassol para frituras tradicionais, além de ser utilizado na fabricação de margarina. O óleo também é utilizado no preparo de biocombustíveis.

    Quem estiver interessado em comprar o óleo de coco babaçu, entrar em contato através do telefone:(88)88614007 ou marcos-antonio-pereira@hotmai.com ou agrobabacu@hotmail.com

  78. sergio Nascimento disse:

    Boa Tarde

    Gostaria de compra oleo de babaçu puro sem produto quimico compara mensal
    aguardo contato

    jornalvenox@hotmail.com
    48-88291376

  79. . Olá, moro em Caxias-MA do Maranhão. Aqui no nosso município o babaçu não é aproveitado com eficiência e os grupos políticos (grandes latifundiários estão destruindo nossa mata com a prática de uma pecuária bovina devastadora.).

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