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Ministério suspende fiscalizações de trabalho escravo

Senadores desqualificaram ação do governo federal que libertou mais de mil pessoas, em visita à fazenda de cana autuada por escravidão. Em resposta, ministério decide suspender atividades e alerta para falta de segurança aos auditores. Ministério Público Federal ajuiza ação penal contra os proprietários da fazenda

A Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou, nesta sexta-feira (21), que suspendeu todas as novas operações que fiscalizariam denúncias de trabalho escravo no país por tempo indeterminado.

De acordo com memorando de Ruth Vilela, chefe da secretaria, direcionado ao ministro do Trabalho Carlos Lupi, o motivo foi a desqualificação de uma operação de libertação de escravos por uma Comissão Temporária Externa do Senado Federal e ameaças feitas por esta comissão contra os fiscais do trabalho. Nesta quinta-feira (20), cinco senadores visitaram a fazenda Pagrisa, localizada em Ulianópolis (PA), que no dia 30 de junho foi palco da maior libertação de trabalhadores da história do país. Ao todo, 1.064 trabalhadores que atuavam na lavoura de cana-de-açúcar foram resgatados pelo grupo móvel de fiscalização – formado por auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), procuradores do Ministério Público do Trabalho e delegados e agentes da Polícia Federal.

A visita parlamentar contou com a presença dos senadores Romeu Tuma (DEM-SP), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Kátia Abreu (DEM-TO), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Eles anunciaram que irão pedir a abertura de inquérito da Polícia Federal para verificar os procedimentos adotados pelo grupo móvel durante a autuação da Pagrisa. Segundo a Agência Senado, Kátia Abreu afirmou que a empresa "é muito bem administrada e forma uma comunidade de trabalhadores rurais", explicando o porquê de uma investigação aprofundada sobre o grupo móvel. A senadora é uma das maiores opositoras do combate ao trabalho escravo contemporâneo. Quando deputada federal, defendeu os produtores rurais flagrados cometendo este tipo de crime e atuou contra a aprovação de leis que contribuiriam com a erradicação dessa prática.

De acordo com a Secretaria de Inspeção do Trabalho do MTE, a visita dos senadores, que atacaram veementemente a fiscalização, instalou um clima de insegurança que colocou em risco a continuidade das operações. Vale lembrar que os auditores fiscais do trabalho que atuam na zona rural têm sido vítimas de violência por parte de fazendeiros descontentes com as autuações. O caso mais famoso foi a chacina de três auditores e um motorista do MTE no dia 28 de janeiro de 2004, em Unaí (MG), durante uma fiscalização de rotina. Mas não é o único: em 8 de fevereiro do ano passado, o grupo móvel foi recebido a balas por fazendeiros, apoiados por policiais militares, em Nova Lacerda (MT). Ameaças contra o grupo já eram uma constante antes das declarações dos senadores.

Os grupos móveis de fiscalização foram criados em 1995, quando o Brasil reconheceu formalmente a existência de trabalho escravo contemporâneo em seu território. Desde então, essas equipes libertaram cerca de 26 mil pessoas, alçando o país a exemplo internacional no combate a esse crime, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho. A suspensão das atividades devido à insegurança institucional gerada ao ataque público de um dos Três Poderes pode abalar a reputação do país no exterior, uma vez que o Brasil não conseguirá cumprir os compromissos assumidos dentro e fora do Brasil, de erradicar completamente a escravidão, sem o seu principal instrumento de combate à escravidão.

O MTE está consultando a Advocacia Geral da União sobre as medidas que deve tomar com relação às ações do Senado.

Em ofício destinado ao MTE, o subprocurador-geral do Trabalho e coordenador nacional de combate ao trabalho escravo do Ministério Público do Trabalho, Luiz Antônio Camargo, afirmou que os relatórios elaborados pelos coordenadores das operações de fiscalização costumam ser utilizados pelos procuradores na elaboração de ações civis. A Polícia Federal enviou um documento citando que a Pagrisa estava em desacordo com as leis trabalhistas em vigor e a pressão que o grupo móvel sofreu durante a fiscalização na fazenda.

O Ministério Público Federal no Pará ajuizou, nesta sexta-feira (21), ação penal por trabalho escravo contra Murilo Vilella Zancaner, Fernão Villela Zancaner e Marcos Villela Zancaner, proprietários da Pagrisa por causa da ação de libertação dos trabalhadores. Eles são acusados de frustrar, mediante fraude ou violência, direito assegurado pela legislação do trabalho (artigo 203 do Código Penal), expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente (artigo 132) e reduzir alguém a condição análoga à de escravo (artigo 149).

De acordo com a assessoria do MPF, a gravidade dos crimes cometidos pelos irmãos Zancaner justifica a aplicação da pena máxima de 15 anos de prisão. O relatório do grupo móvel de fiscalização foi analisado por seis procuradores da República, que consideraram fortes as provas de "condições degradantes de trabalho e moradia, infligidas coletivamente aos trabalhadores braçais nas plantações de cana de açúcar". A empresa também é acusada de forçar os trabalhadores a jornadas exaustivas de até 14 horas de trabalho, sem pagamento de horas extras, já que o ponto de saída e entrada era assinado ao mesmo tempo pelos fiscais da empresa.

O MPF concluiu, com base nas provas e no relatório, que os irmãos Zancaner, "dotados de vontade livre e consciente, reduziram os 1064 trabalhadores a condição análoga à de escravo, submetendo-os a trabalhos forçados, a jornada exaustiva e cerceando a liberdade de locomoção desses trabalhadores, por meio da dificuldade de saída da fazenda, pela parca percepção de vencimentos, atrelada à cobrança excessiva pelos medicamentos e à cobrança de transporte para a cidade". A ação tramita na vara federal de Castanhal com o número 2007.39.04.000812-4.

Legislativo contra Executivo
A Comissão Externa foi criada a partir de um requerimento do senador Flexa Ribeiro. José Nery (PSol-PA) chegou a propor que a visita contasse também com a presença de membros da Comissão Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), mas a proposição não foi aprovada pelos seus pares. A Comissão só contou com parlamentares favoráveis à Pagrisa.

"A demissão em massa dos empregados vem ocasionando manifestações discordantes do procedimento empregado pela fiscalização, especialmente de entidades civis, líderes locais e da população do município, apreensivos com as conseqüências da demissão", afirmou na época Flexa Ribeiro.

Desde a megaoperação, o senador vem realizando lobby pela empresa, que cultiva cana-de-açúcar e produz açúcar e etanol. Em reunião no gabinete do ministro Carlos Lupi (PDT), no dia 12 de julho, ele acusou o grupo móvel de fiscalização do MTE de abuso de poder. Também estavam presentes na reunião os deputados Giovanni Queiroz (PDT-PA) e Paulo Rocha (PT-PA), além do presidente da empresa, Marcos Villela Zancaner, do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará, José Conrado, e do presidente da Confederação Nacional da Pesca e Aqüicultura, Fernando Ferreira.

Na ocasião, o ministro Carlos Lupi e a secretária nacional de inspeção do trabalho, Ruth Vilela, ouviram os duros ataques contra o grupo móvel e contra o MTE proferidos pelo senador Flexa Ribeiro. Ele argumentou que a Pagrisa é uma empresa que beneficia 760 mil toneladas de cana, produz 50 milhões de litros de álcool, tem 1.800 funcionários com carteira assinada, todos eles com moradia – com água encanada, energia elétrica e saneamento básico -, atendimento médico gratuito, plano de saúde subsidiado em 50%, alimentação subsidiada dentro dos limites da lei.

Humberto Célio Pereira, coordenador da ação de libertação, tem sido um dos mais atacados por senadores que defendem a empresa. Mas ele mantém o que foi escrito em seu relatório de fiscalização: a situação era degradante, com trabalhadores que não ganhavam salários, já que os descontos ilegais realizados pela empresa consumiam quase tudo o que havia para receber. A comida fornecida estava estragada e havia várias pessoas sofrendo de náuseas e diarréia. A água para beber, segundo relato dos empregados na fazenda, era a mesma utilizada na irrigação da cana e, de tão suja, parecia caldo de feijão. O alojamento, de acordo com Humberto, estava superlotado (não havia espaço para todos) e o esgoto corria a céu aberto. Vindos em sua maioria do Maranhão e do Piauí, os trabalhadores não tinham transporte à disposição para levá-los da fazenda ao centro de Ulianópolis, distante 40 quilômetros.

A Petrobras e a Ipiranga, entre outras distribuidoras de combustíveis signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, afirmaram que estão deixando de comercializar com a empresa até que seja regularizada sua situação trabalhista. E aí está a provável razão para o desespero dos proprietários da usina e de seus representantes políticos no Congresso.

O ministro Carlos Lupi defendeu a operação de fiscalização na Pagrisa em reunião da Conatrae, no dia 31 de julho, quando os ministérios, demais órgãos públicos e organizações da sociedade civil que compõem a comissão divulgaram uma nota pública reafirmando o apoio às ações do grupo móvel e criticaram as pressões sobre o combate ao trabalho escravo.

Por diversas vezes, houve tentativas de interferência política no trabalho do grupo móvel, principalmente quando os proprietários das fazendas eram políticos ou empresários importantes. Um exemplo foi o caso do segundo secretário da Câmara dos Deputados Inocêncio Oliveira (PR-PE), de cuja fazenda foram libertados 53 trabalhadores no Maranhão em 2002. Na época, houve tentativas para se abafar o caso, mas o governo federal manteve a fiscalização. Da mesma forma, o MTE e empresas socialmente responsáveis sofreram pressão de deputados federais, inclusive do então presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti, devido à operação de fiscalização que libertou 1003 pessoas da Destilaria Gameleira, em Confresa (MT), em junho de 2005. Na época, o ministro Ricardo Berzoini chegou a expulsar representantes da empresa que vieram pressioná-lo em seu gabinete.

Mudanças trabalhistas
Políticos que apóiam a Pagrisa têm reclamado de que as fiscalizações rurais são feitas de surpresa, não dando tempo para os proprietários se prepararem para receber o grupo móvel.

Essa foi exatamente uma das razões que levou ao MTE a criar uma equipe que respondesse diretamente a Brasília, sem sofrer interferências políticas e econômicas regionais. Antes do grupo móvel, era comum a informação sobre a fiscalização vazar, dando tempo para o fazendeiro esconder os trabalhadores e maquiar a situação.

No memorando que suspende as fiscalizações, a Secretaria de Inspeção do Ministério do Trabalho e Emprego fala da necessidade de que as diligências para verificação de denúncias sejam in loco e sem agendamento prévio, garantindo o flagrante das condições degradantes quando elas existem.

De acordo com o Diário do Pará, Jarbas Vasconcelos e Kátia Abreu sinalizaram durante a visita que podem propor mudanças na legislação sobre o tema.

Fazendeiros têm pressionado para tirar poderes da fiscalização rural. A última tentativa nesse sentido havia sido a de aprovar uma lei (a emenda 3 ao projeto que criou a Super Receita) que previa que os auditores fiscais não teriam poder para reconhecer vínculos empregatícios no caso de contratos de pessoas jurídicas, ficando esse dever a cargo da Justiça. Na prática, isso tirava os poderes da fiscalização, haja vista que há muitos fazendeiros que montam uma empresa de fachada para o seu contratador de mão-de-obra empregar safristas. Dessa forma, ele se livra dos direitos trabalhistas que também nunca serão pagos pelo contratador – boa parte das vezes tão pobre quanto os peões. O Congresso aprovou, Lula vetou e os trabalhadores foram às ruas para apoiar o veto.

Com as boas condições mostradas à mídia, os senadores voltam à Brasília com um fato político construído. Entidades da Conatrae já apontavam que a visita seria desdobrada na tentativa de implantação de medidas que restringissem a fiscalização rural.

O aumento do interesse mundial por biocombustíveis e a grande demanda por outras commodities, como carne bovina, faz com que o governo e parte do empresariado e até dos trabalhadores mirem nos ganhos econômicos que isso vai trazer. O resultado disso é que criticar os impactos sociais, ambientais, fundiários e trabalhistas da cana hoje tem sido visto como um entrave ao crescimento.

Está previsto para o dia 5 de outubro uma audiência pública na Comissão Permanente de Biocombustíveis no Senado para discutir o caso Pagrisa,solicitada por Kátia Abreu. Entidades que apóiam a empresa e o proprietário da Pagrisa foram convidados. Do lado da fiscalização, apenas o coordenador da operação Humberto Pereira recebido convite. Para que haja maior equilíbrio entre os convidados, os senadores José Nery e Paulo Paim (PT-RS) solicitaram que fossem convidadas sete organizações que atuam no combate à escravidão e acompanharam o caso de perto, como o Ministério Público do Trabalho e a Organização Internacional do Trabalho. O pedido ainda não foi votado.


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28 Comentários

  1. Walmir Aragão

    È lamentavel que em pleno Século XXI ainda estamos falando no Brasil em trabalho escravo, se o ser humano praticasse apenas dois mandamentos do Cristo (Amar a Deus sebre todas as coisas e ao proximo coma a se mesmo), já estariamos estinguido do nosso país essa pratica condenada mundialmente, o que falta a esses coroneis e politicos que os defende é simplismente “AMOR AO PROXIMO).

  2. Paulo Fonseca

    Acredito que haja abusos da fiscalização sim, da mesma maneira que ha fazendeiros desonestos. O que se tem que fazer é punir exemplarmente ambos os casos. Onde houver abusos que os fiscais respondam na justiça por litigancia de má fé, crime de denunciação caluniosa, uso de cargo publico para prejudicar o contribuinte, falsidade ideologica, danos morais e materias, além da demissão sumária da função publica, aos fazendeiros cadeia na forma da lei, todos após transitado e julgado, SEM ACORDO.

  3. Karla Dolabela

    É lamentável a atitude da comissão, formada pelos senadores, em questionar a ação do grupo móvel de fiscalização. Se o Brasil avançou, lentamente, em combater o trabalho escravo contemporâneo foi graças à sua fiscalização.

  4. Isolmar Schettert

    A fronteira dos biocombustíveis e a complexidade do momento mundial batem de frente no nosso país, que ainda está em formação da sua sociedade em todos os níveis. É muito provável que a exploração esteja ocorrendo, pois o setor recebeu um boom de interesses e ainda não estava totalmente organizado para isto. Quanto aos nossos senadores, por toda a demonstração recente de corporativismo e interesses escusos, sinceramente eles não possuem a qualificação moral desta interferência no trabalho do grupo móvel.

  5. Eduarti Fraga

    Entendo que deve haver mais responsabilidade dos agentes em saber dinstinguir o que é trabalho degradante de trabalho escravo, não se pode confundir alhos com bugalhos.
    O trabalho de combate ao trabalho escravo é fundamental para resguardar direitos de massas de trabalhadores.
    Mas todo esse trabalho pode ser perdido se continuar essa divulgação fictícia de que milhares de trabalhadores foram libertados …
    O excesso e arrogância de membros do MTE e MPT pode levar a ser considerado válido o que dizem na região “… que esse pessoal que vem pro mato e desconhece a dureza da vida no campo, em caminhoetes de ultima geração com ar-refrigerado, não sabem diferenciar repolho de melancia …”

  6. Cristiana Costa da Rocha

    Isso nos mostra que a liberdade no Brasil foi inventada, por uma necessidade histórica, o 13 de maio de 1888. Forjaram o homem livre. O “livre” aqui quer dizer, despossuído, favorecendo o continuísmo das práticas opressoras que permeiam a nossa história.

  7. Telmo Heinen

    Até que enfim alguém ousou “peitar” estes abusadores.
    Fiscal não pode atuar como árbitro e muito menos como juíz. Em qual colégio estes abusados aprenderam a definição de trabalho escravo?
    E, porque a mesma situação só é penalizada em áreas maiores ?

    Bem feito! Se cuidem, ôw raça de abusados.

  8. flavio oliveira

    É lamentávela atitude do nosso Senado Federal. Nós sabemos quais são os reias interesses desses senadores. O trabalho escravo deve ser combatido sempre, independetemente do local onde ele esteja sendo utilizado.

  9. Antonio José Ferreira Lima Filho - MA

    É estremamante arcaico termos que escutar pessoas que de certa forma defendem a manutenção de estruturas opressoras ao ser humano, estes senadores deveriam estar lutando pela implantação de uma CPI para investigar e apurar os crimes de trabalho escravo, ai nos perguntamos: porque nenhum fazendeiro é condenado penalmente neste país? aqui no Maranhão, semana passa 27 escravos foram libertados da fazenda de um juiz, não vir nenhum senador se manifestar quanto a este.

  10. DARIO L P AZEVEDO

    “ESSA COVA MENOR EM QUE ESTÁS, COM PALMOS MEDIDA É A COTA MENOR QUE TIRASTE DA VIDA.É A PARTE QUE TE CABE NESTE LATIFÚNDIO.É COVA GRANDE PARA TUA CARNE POUCA, MAS A TERRA DADA NÃO SE ABRE A BOCA.VIVERÁS PARA SEMPRE, NA TERRA QUE AQUI AFORAS:E TERÁS ENFIM TUA ROÇA. AÍ FICARÁS PARA SEMPRE, LIVRE DO SOL E DA CHUVA,CRIANDO TUAS SAÚVAS.ESTE CHÃO TE É BEM CONHECIDO, BEBEU TEU SUOR VENDIDO. AGORA TRABALHARÁS SÓ PARA TI, NÃO HA MEIAS, COMO ANTES EM TERRA ALHEIA” Essa realidade e esse clamor, continuam o poder discrimina , manda e condena, inclusive nas casas mais representativas da Republica Brasileira.

  11. roberto franco

    lá como cá existe mesmo trabalho escravo, nao é pelo fato na haver os grilhoes nas gargantas e pés do trabalhadores que nao existe o trabalho escravo, esta cultura do coorporativismo de parte de senadores do “atrazo” é que joga o pais nos subterraneos do subdesenvolvimento humano,social e da aplicação da justiça como determina a Constituição Federal…guardar os nomes destes senhores do congresso é mais que um direito de quem é cidadão de fato.Um pais nao se forja com esta pratica medieval de relação entre seres humanos.

  12. Evandro Correa

    Edito um jornal na Cidade de Ulianópolis e divulguei um Artigo denominado “Pagrisa não investe no Estado” tendo recebido grande pressão dessa empresa que tenta desqualificar aqueles que têm coragem de expressar a verdadeira situação dos trabalhadores que ali se encontram em pessimas condições de trabalho. Os proprietários oriundos de uma cidade de São Paulo não possuem nem título de eleitor e seus veículos são todos emplacados em SP. Fui impedido de entrar na empresa após a publicação do artigo, mas, pude, antes comprovar as condições degradantes que aqueles trabalhadores eram mantidos sem possibilidade de ausentarem-se da fazenda para que os Zancanner não tivessem prejuízos. Parabens.

  13. JOÃO ROBERTO BORGES

    Ha muito verifca-se que o senado, como sempre apoia a minoria dos poderosos, como aconteceu recentemente com a aprovação do senador renan, propositadamente friso em minusculas as letras do seu nome, o meu protesto é o de anular sempre o meu voto, pois acredito em um pólitico merecedor do voto de um cidadão brasileiro.

  14. Mauro Scarpinatti

    Realmente é lastimável que uma empresa encontre no senado federal, alguns “representantes do povo” que sem qualquer cerimônia propõem-se a defende-la. Curioso é que nenhuma comissão de senadores, mesmo após reiteradas denúncias, tenha se dado ao trabalho de visitar um canavial paulista para verificar in-loco, as condições de trabalho de um cortador de cana.
    Parabéns, Leonardo Sakamoto e equipe do Repórter Brasil, por todo o trabalho que vêm desenvolvendo.

  15. Luca Boloangni

    O lastimável foi o que essa senadora disse da tribuna do senado ontem :
    ” O que é degradante no sul pode não ser degradante no norte. ” Essa frase da senadora merece uma reflexão.

  16. Eloísa Klein

    Direitos humanos são universais, não variam de acordo com o hemisfério ou de acordo com o estado brasileiro. É um absurdo o Senado brasileiro, que deveria se ocupar da discussão dos direitos dos cidadãos deste país, tentar obstruí-los.

  17. geraldo ferreira lopes

    E pena que o “Reporter Brasil” só divulgue os comentários contrários a ação do Senado da República, pois essa é sua ideologia. No entanto, a fiscalização móvel, sob o manto e proteção da Polícia Federal, faz na região norte do Brasil verdadeiros absurdos, com ameaças, abuso de poder e coleta fraudulenta de depoimentos dos trabalhadores, que intimidados com tantas armas, não têm forças para se opor ao que os auditores fiscais querem ouvir. Público da região centro-sul: antes de dar sua opinião, queiram por gentileza conhecer a realidade destas fiscalizações que há tempos já deveria ter sido extinta ou adequada. Não podemos nos submeter a vontade deliberada do Tio Sam.

  18. Francisco Walderêdo Filho

    Políticos como essa Senadora Kátio Abreu proliferaram, ainda mais, o nosso já tão desacreditado Congresso Nacional. São individúos que, ao contrário do que reza a cartilha das boas práticas políticas, servem-se da função para se beneficiarem individualmente, além de, também, beneficiarem os seus; mesmo que tais benefícios tenham como alicerce vidas humanas. São pessoas sem qualquer sensibilidade para como o povo, o qual deveria ser o principal objetivo das ações políticas governamentais. Porque Renan foi absorvido pelos senadores? Claro que todos são da mesma espécie e por esse motivo nenhum tem condições morais para condenar um ao outro.

  19. Claudio Severino da Silva

    Kátia Abreu (DEM-TO). Ela foi eleita no Estado de Tocantins. Quem será que patrocinou sua candidatura? Creio que ela acredita que está na hora de retribuir o favor ao(s) seu(s) financiador(es) de campanha. O povo? O povo que se exploda!

  20. HRP Mané Reloaded!

    Vergonha..vergonha…vergonha!
    Posta pelo povo no Senado, ela é a cabeça de ponte dos escragistas na luta para acabar com o poder de fiscalização do MT!
    Covarde Kátia Abreu

  21. alfio bogdan

    Outrora a cana de açucar buscava o escravo no continente africano. Hoje, desgraçadamente, a cana de alcool tem-nos às mãos no maranhão, Piaui e demais Estados onde graça a miséria. Somos pela distribuição de rendas mais agressiva.
    Envergonho-me diante de meus netos por esta sociedade que estou lhes passando.

  22. Roberto Pereira Leal

    O intuito de garantir os direitos dos trabalhadores e instruir os trabalhadores é muito válido. Porém os fiscais do MIT utilizam métodos excessivos e tendenciosos.
    Quando vão para uma fiscalização já partem com o intuito de “ferrar” o fiscalizado. E não apurar realmente a situação e auxiliar fazendeiros e trabalhadores a se regularizarem. Utilizam a expressão tantos fulanos foram “libertados”, só para aparecer na mídia.
    A empresa Pagrisa é referência no estado do Pará, pois além de eficiente ainda emprega inúmeras pessoas. As quais, muitas são pouco instruidas escolarmente e mal amparadas pelo estado braileiro. Essas ficarão desempregadas e se sustentarão com o “glorioso” bolsa família.

  23. fábio henrique granados sardinha

    Muito suspeito esse comentário abaixo do Sr, Roberto Pereira, criticando ação do MTE, concerteza o mesmo não deve possuir nenhum familiar na situação encontrada pelo MTE na Pagrisa, a intençaõ de uma fiscalização é identificar as possiveis irregularidades no trabalho, principalmento se for trabalho escravo como foi identificado nessa “feitoria” chamada pagrisa que tem seus defensores no senado e sujetios como o sr Roberto, dai ficam alguma dúvidas, qual a relação dessa empresa com esses senadores? Será essa empresa doadora para os mesmos? Essas e outras pergunta tem que ser respondidas e além disso parlamentares como esse banidos da vida pública através do voto consciente.

  24. antonio carlos

    Eu pessoalmente fui alvo de abuso dos fiscais. Trabalho na área jurídica e comprei uma fazenda a 700 km de minha residencia achando que estava barata, contratei um empreiteiro para fazer o carvão (exigência do orgão ambiental para a formação de pastagem) e mandei os recurso para o alojamento (de alvenaria). A comida era gratuita e farta, a fazenda na beira do asfalto, nunca havia ido ao local durante os trabalhos e o empreiteiro assumiu suas responsabilidades. Mesmo assim fui autuado e acusado de trabalho escravo por pequenas irregularidades, que poderiam ter sido sanadas. Há sim, graves abusos e interesses escusos por trás dessas ações.

  25. ivone

    que país é esse onde todos tentam dividir o Estado em tres poderes nos só conseguimos em um a politica.

  26. Wanderson Moreira

    As ações de fazendeiros e empregadores contra os auditores do MTE são mais uma prova de que nosso pais precisa cada vez mais de ordem e de um governo rigoroso , nossos senadores colocam em risco familias e vidas que estão sendo destruidas por intereces politicos. Até quando teremos que ler estes absurdos nos jornais e até quando teremos vergonha desta polica de intereces e imoral.Tanto trájico quanto cômico, estas atitudes só servem para almentar o leque de xacótas dos umoristas.

  27. giovani martins

    HÁ MUITA SACANAGEM POR PARTE DE EMPREGADOS A FISCALIZAÇÃO QUANDO CHEGA FAZEM TERRORISMO SEM ANTES DE APURAR OS CASOS, , MUITOS FAZENDEIROS SE TORNAM COMO ALICIADORES DE ESCRAVOS, QUE NA VERDADE A MAIORIA É QUE SÃO ESCRAVOS, GERAM EMPREGOS E PRODUÇÃO, ANTES DE COMDENAR ALGUEM, SE DEVE PRIMEIRO APURAR OS CASOS, FISCALIZAR SIM MAS NÃO FAZER ABSURDOS, SENADORA KATIA ABREU ESTA CERTA, FISCALIZAÇÃO É PARA ORIENTAR E FISCALIZAR, E DEVE SER ROTINEIRA EM TODAS AS FAZENDAS, AS VEZES POR FALTA DE ORIENTAÇÃO SÃO PREJUDICADOS, PARA FINALIZAR NOSSO PAÍZ PRECISA É DE PAZ NO CAMPO, NOSSO PAÍZ É PRODUTIVO E NÃO EXISTE ESCRAVIDÃO, PRECISAMOS SIM É TRABALHAR……

  28. Estevam R. Brandão

    Isso é caracteristico de um País Conservador, fruto de Brasis: Colônia, Império e Republicano, que mudou as estratégias de crescimento/concentração, mas o descaso para com a sociedade continuam reinando. E tudo isso pode ter ou não fim basta que nós, povo, nos reconhermos enquanto sujeitos legitimadores/passivos ou contrários/ativos a toda e qualquer forma de descaso para com o ser humano…

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