A Repórter Brasil está sob censura judicial desde o dia 9 de outubro de 2015. Saiba mais.

Trabalho escravo vem sendo combatido com êxito em Mato Grosso

Da Redação "Diminuiu o número de trabalhadores escravos em Mato Grosso, isso significa que conseguimos conduzir as operações para combater o número de propriedades que praticam esse crime", disse o superintendente regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso e um dos membros da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae), Valdiney Antônio de Arruda, durante a abertura da Reunião Ampliada da Comissão, que tem o objetivo de encerrar os trabalhos da Coetrae deste ano e avaliar o Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo. O encontro acontece até esta sexta-feira (10.12), no Plenário da Fiemt, em Cuiabá. Estão reunidos os membros da Comissão que é formada por 25 instituições governamentais e não governamentais. Segundo o superintendente foi triplicado o número de operações em relação aos anos anteriores. "Fazíamos em torno de sete operações por ano. No ano passado, chegamos a fazer 28 e neste ano devemos chegar a 30 operações. As operações são especificamente realizadas por grupo de auditores em parceria com a Polícia Judiciária Civil e com a Procuradoria do Trabalho", explicou Valdiney de Arruda. Para finalizar, Valdiney disse que a concentração do trabalho escravo acontece mais em regiões rurais pela distância e ausência do poder público. "Se o poder público se manter mais fortemente nessas regiões, coibirá sim, esse tipo de prática ainda utilizada", afirmou. O representante da ONG Repórter Brasil, Leonardo Sakamato e o coordenador do Programa de Erradicação de Trabalho Escravo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Luiz Machado, também participaram da abertura da Reunião Ampliada e palestraram para os participantes. Para Machado, ainda há muito trabalho escravo para erradicar. "Temos muito que avançar. A escravidão é um ciclo. O que gera esse problema social é a pobreza, impunidade e ganância dos infratores", disse. No decorrer do evento serão realizadas três mesas de debate que irão abordar as ações de erradicação do trabalho escravo em esfera estadual. Ainda na reunião, os participantes irão avaliar o Plano Estadual de Erradicação de Trabalho Escravo para verificar quais metas foram cumpridas e principalmente quais metas serão priorizadas a partir de 2011. "Este encontro tem o objetivo de avaliar o Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo. O plano existe há três anos. No final vamos estabelecer as prioridades do Coetrae para o próximo ano", explicou a presidente da Comissão, Thais Camarinho. COETRAE A Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo foi criada pelo Decreto nº 985, de dezembro de 2007, e é vinculada à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso (Sejusp). Atualmente, 26 instituições, entre Poder Público e entidades não governamentais, integram os trabalhos da Coetrae em Mato Grosso. Entre as atribuições estão o acompanhamento e avaliação dos projetos de cooperação técnica firmados entre o Governo do Estado e os organismos nacionais.

Da Redação

"Diminuiu o número de trabalhadores escravos em Mato Grosso, isso significa que conseguimos conduzir as operações para combater o número de propriedades que praticam esse crime", disse o superintendente regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso e um dos membros da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae), Valdiney Antônio de Arruda, durante a abertura da Reunião Ampliada da Comissão, que tem o objetivo de encerrar os trabalhos da Coetrae deste ano e avaliar o Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo.

O encontro acontece até esta sexta-feira (10.12), no Plenário da Fiemt, em Cuiabá. Estão reunidos os membros da Comissão que é formada por 25 instituições governamentais e não governamentais.

Segundo o superintendente foi triplicado o número de operações em relação aos anos anteriores. "Fazíamos em torno de sete operações por ano. No ano passado, chegamos a fazer 28 e neste ano devemos chegar a 30 operações. As operações são especificamente realizadas por grupo de auditores em parceria com a Polícia Judiciária Civil e com a Procuradoria do Trabalho", explicou Valdiney de Arruda.

Para finalizar, Valdiney disse que a concentração do trabalho escravo acontece mais em regiões rurais pela distância e ausência do poder público. "Se o poder público se manter mais fortemente nessas regiões, coibirá sim, esse tipo de prática ainda utilizada", afirmou.

O representante da ONG Repórter Brasil, Leonardo Sakamato e o coordenador do Programa de Erradicação de Trabalho Escravo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Luiz Machado, também participaram da abertura da Reunião Ampliada e palestraram para os participantes.

Para Machado, ainda há muito trabalho escravo para erradicar. "Temos muito que avançar. A escravidão é um ciclo. O que gera esse problema social é a pobreza, impunidade e ganância dos infratores", disse.

No decorrer do evento serão realizadas três mesas de debate que irão abordar as ações de erradicação do trabalho escravo em esfera estadual. Ainda na reunião, os participantes irão avaliar o Plano Estadual de Erradicação de Trabalho Escravo para verificar quais metas foram cumpridas e principalmente quais metas serão priorizadas a partir de 2011. "Este encontro tem o objetivo de avaliar o Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo. O plano existe há três anos. No final vamos estabelecer as prioridades do Coetrae para o próximo ano", explicou a presidente da Comissão, Thais Camarinho.

COETRAE

A Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo foi criada pelo Decreto nº 985, de dezembro de 2007, e é vinculada à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso (Sejusp).

Atualmente, 26 instituições, entre Poder Público e entidades não governamentais, integram os trabalhos da Coetrae em Mato Grosso. Entre as atribuições estão o acompanhamento e avaliação dos projetos de cooperação técnica firmados entre o Governo do Estado e os organismos nacionais.


Apoie a Repórter Brasil

saiba como