17/03/2011 - 17:53

"Carne, Osso" retrata trabalho nos frigoríficos brasileiros

Selecionado para o Festival "É Tudo Verdade", documentário alia imagens impactantes a depoimentos que caracterizam o duro cotidiano do trabalho nos frigoríficos brasileiros de abate de aves, bovinos e suínos

Por Repórter Brasil | Categoria(s): Notícias

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Quem trabalha em um frigorífico se depara diariamente com uma série de riscos que a maior parte das pessoas sequer imagina. Exposição constante a facas, serras e outros instrumentos cortantes; realização de movimentos repetitivos que podem gerar graves lesões e doenças; pressão psicológica para dar conta do alucinado ritmo de produção; jornadas exaustivas até mesmo aos sábados; ambiente asfixiante e, obviamente, frio – muito frio.

Clique na imagem acima e assista ao trailer do documentário "Carne, Osso", da Repórter Brasil

Esse é o duro cotidiano de trabalho nos frigoríficos brasileiros de abate de aves, bovinos e suínos que o documentário "Carne, Osso" (confira trailer) traz à tona. Ao longo de dois anos, a equipe da ONG Repórter Brasil percorreu diversos pontos nas regiões Sul e Centro-Oeste à procura de histórias de vida que pudessem ilustrar esses problemas.

O filme alia imagens impactantes a depoimentos que caracterizam uma triste realidade que deve ser encarada com a devida seriedade pela iniciativa privada, pela sociedade civil e pelo poder público.

Selecionado para o Festival "É Tudo Verdade", "Carne, Osso" concorre na competição brasileira de longas e médias metragens. O filme será exibido nos dias 2 (às 21h) e 3 (às 13h) de abril, no Cine Unibanco Arteplex (Sala 6) – Praia de Botafogo, 316, Rio de Janeiro (RJ). Em São Paulo (SP), às exibições estão marcadas para 4 (às 21h) e 5 (às 13h) de abril, no Cine Livraria Cultura (Sala 1), no Conjunto Nacional, na Av. Paulista, 2073. A entrada é gratuita.

Danos físicos e psicológicos
"Cerca de 80% do público atendido aqui na região é de frigoríficos. Ainda é um pouco difícil porque o círculo vicioso já foi criado. O trabalhador adoece e vem pro INSS. Ele não consegue retornar, ele fica aqui. E as empresas vão contratando outras pessoas. Então já se criou um círculo que agora para desfazer não é tão rápido e fácil"
Juliana Varandas, terapeuta ocupacional do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) de Chapecó (SC).

As estatísticas impressionam. De acordo com o Ministério da Previdência Social, um funcionário de um frigorífico de bovinos tem três vezes mais chances de sofrer um traumatismo de cabeça ou de abdômen do que o empregado de qualquer outro segmento econômico. Já o risco de uma pessoa de uma linha de desossa de frango desenvolver uma tendinite, por exemplo, é 743% superior ao de que qualquer outro trabalhador. E os problemas não são apenas físicos. O índice de depressão entre os funcionários de frigoríficos de aves é três vezes maior que o da média de toda a população economicamente ativa do Brasil.

Ritmo frenético
"
A gente começou desossando três coxas e meia. Depois, nos 11 anos que eu fique lá, cada vez eles exigiam mais. Quando saí, eu já desossava sete coxas por minuto"
Valdirene Gonçalves da Silva, ex-funcionária de frigorífico

Em alguns frigoríficos de aves, chegam a passar mais de 3 mil frangos por hora pela "nória" – a esteira em que circulam os animais. Há trabalhadores que fazem até 18 movimentos com uma faca para desossar uma peça de coxa e sobrecoxa, em apenas 15 segundos. Isso representa uma carga de esforço três vezes superior ao limite estipulado pelos especialistas em saúde do trabalho.

Reclamações curiosas
"Tu não tem liberdade pra tu ir no banheiro. Tu não pode ir sem pedir ordem pro supervisor teu, pro encarregado teu. Isso aí é cruel lá dentro. Tanto que tem gente que até louco fica"
Adelar Putton, ex-funcionário de frigorífico

Muitos trabalhadores se queixam também de restrições de menor importância – pelo menos, aparentemente. Por exemplo: o funcionário só pode ir ao banheiro com permissão do supervisor e em um tempo bastante curto, coisa de poucos minutos. Também são tolhidas aquelas conversinhas paralelas que possam diminuir o ritmo de trabalho.

Problemas com a Justiça
"
O trabalho é o local em que o empregado vai encontrar a vida, não é o local para encontrar a morte, doenças e mutilações. E isso no Brasil, infelizmente, continua sendo uma questão séria"
Sebastião Geraldo de Oliveira, desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª região (TRT-3)

Nas regiões em que estão instaladas as indústrias frigoríficas, boa parte dos processos que correm na Justiça do Trabalho diz respeito a essas empresas. Em cidades como Chapecó, no oeste de Santa Catarina, as ações movidas por trabalhadores contras essas companhias respondem por mais da metade dos processos.

Pujança econômica
"Esse é um problema de interesse do conjunto da sociedade, não é só de um setor. O Estado tem que se posicionar. Não se pode fazer de forma tão impune ações que levam ao adoecimento e à incapacidade tantos trabalhadores"
Maria das Graças Hoefel, médica e pesquisadora

O Brasil é simplesmente o maior exportador de proteína animal do mundo. O chamado "Complexo Carnes" ocupa o terceiro lugar no pódio do agronegócio nacional, atrás apenas da soja e do açúcar/etanol. Em 2010, as vendas externas superaram US$ 13 bilhões. No total, o setor emprega diretamente 750 mil pessoas. Vale lembrar que muitos desses frigoríficos se transformaram em gigantes no mercado mundial com dinheiro do governo via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – o principal banco de fomento da economia brasileira.

Melhorar é possível
"
Basicamente, é conscientizar essas empresas para reprojetar essas tarefas. Introduzir pausas, para que exista uma recomposição dos tecidos dos membros superiores, da coluna. Em algumas vai ter que ter diminuição de ritmo de produção. Nós estamos hoje chegando só no diagnóstico do setor. Mas as empresas ainda refratárias a esse diagnóstico"
Paulo Cervo, auditor fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) 

Não é difícil diminuir a incidência de problemas no ambiente de trabalho de um frigorífico. Reduzir a jornada de trabalho, adotar um rodízio de tarefas, diminuir o ritmo da linha de produção e realizar pausas mais frequentes e mais longas são algumas medidas possíveis. Falta apenas que as empresas se conscientizem disso.

Ficha técnica – Carne, Osso
Duração: 65 minutos
Direção: Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros
Roteiro e edição: Caio Cavechini
Fotografia: Lucas Barreto
Pesquisa: André Campos e Carlos Juliano Barros
Produção Executiva: Maurício Hashizume
Realização: Repórter Brasil, 2011

Exibições – É Tudo Verdade
Entrada gratuita

Rio de Janeiro (RJ)
2 de abril – 21h
3 de abril – 13h
Cine Unibanco Arteplex (Sala 6)
Praia de Botafogo, 316

São Paulo (SP)
4 de abril – 21h
5 de abril – 15h
Cine Livraria Cultura (Sala 1)
Conjunto Nacional, na Av. Paulista, 2073



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42 comentários

  1. Abgail disse:

    No tempo da ditadura militar, as pessoas não podiam falar, hoje se pode falar, mas as autoridades não ouvem ou fingem não ouvir. A quem cabe, por lei, fiscalizar as condições de segurança e saúde do trabalhador no Brasil? Constitucionalmente cabe ao Ministério do Trabalho, que está sendo desossado como as aves dos frigorificos brasileiros. O PSDB e o PT extinguiram a secretaria de segurança e saúde do trabalhador do MTE. Hoje, a enfase do MTE é trabalho escravo e o FGTS, o primeiro em razão de pressão internacional e porque está presente na mídia. A comprovação deste fato, está nas estatísticas oficiais de acidentes do trabalho – uma das maiores do mundo-,e que, aumentam ano a ano.

  2. Ediney Prado disse:

    Além de todos os problemas ambientais a indútria da carne ainda tem os sociais. Responsabilidade passa longe. Felizmente sou vegetariano há anos e não compactuo com isto.

  3. felipe disse:

    quais são as empresas? as informações devem circular para q os consumidores e investidores exijam ajustes por parte delas!

  4. Lilian campelo disse:

    Com certeza impactante

  5. Fabio Bezerra disse:

    Somente assim realizando exposição dos problemas do setor produtivo os investidores e os consumidores e os parceiros comerciais, vão exigir que dano aos seres humanos seja minimizado. Redução do tempo de exposição do trabalhador deste setor a única alternativa para os trabalhadores.

  6. Aline Matte disse:

    Olá, sou de Chapecó, meus pais trabalham na Sadia. O problema aqui é mesmo preocupante. Conheço várias pessoas com a saúde debilitada por conta do trabalho pesado e repetitivo. Queria assistir o DOC pois tenho um blog sobre cinema na região e acho fundamental divulgar. Como faz para assistir?
    Até!

  7. Edson Araujo disse:

    É realmete observando a vida dos Profissionais do abate (Magarefe, deve ser um inferno.

  8. Edson Araujo disse:

    Uma rotina indesejavel por alguns dos que lidam na rotína do abate para que muintos possão se deliciar em com pratos saborosos, éssim mesmo é a realidade (sempre fôe assim é assim será).
    http://www.canalr5blog.blogspot.com

  9. Maria Maeno disse:

    Parabéns pela iniciativa e pelo lindo trabalho que vocês têm

  10. Andréa Silva disse:

    Quando o documentário porderá ser assistido em Curitiba?

  11. Renato Landim Rosas disse:

    Vi o filme hoje a tarde, no Unibanco. Adorei o tema e abordagem. Gostaria de obter cópia. Por favor, avisem quando estiver disponível. Obrigado..Parabéns aos produtores

  12. JOÃO DARCY RESENDE disse:

    Sou Técnico de Segurança do Trabalho, e ativista em defesa da saúde do trabalhador. Parabenizo pela brilhante obra do filme, pois até então, somente eram vistos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho de outros setores, que no meu entendimento chegam a ser menores. É a dura realidade vivida pelos trabalhadores nas industrias da alimentação que finalmente esta saindo do anonimato.
    JOÃO DARCY RESENDE
    Coordenador Regional de Saúde – Adjunto 11ª CRS/RS – Erechim – RS

  13. Emerson Sanders disse:

    Interessantíssima a obra. Não pude assistir em São Paulo. Como podemos conseguir (adquirir) uma cópia? Obrigado.

  14. Jauro Araujo disse:

    Prezados amigos do Reporter Brasil, considerando que esse documentário dificilmente atingirá a esmagadora maioria das Salas de cinema do País, porque não disponibilizá-lo para download na Internet e Youtube aos milhões de trabalhadores através de seus líderes, seria um meio justo de promover o filme e de deixá-lo acessível aos interessados. Abraço a todos, forças para continuarem nessa importante missão!

  15. Guillermo Matías disse:

    Meus parabéns pela bem-sucedida exibição no É Tudo Verdade no Cine Livraria Cultura. Excelente fita, espero que repercuta e cause o devido impacto nos órgãos e processos envolvidos. Que os próximos anos sejam de muito trabalho para vocês. Grande abraço.

  16. Lucas disse:

    A pergunta que não quer calar: Como fazer para adquirir uma cópia do filme?

  17. Fabiane Bogdanovicz disse:

    Sou acadêmica de Psicologia e acho que seria muito interessante assistir a esse documentário na disciplina de Psicologia do Trabalho. Gostaria de saber como proceder para adquirir uma cópia. Obrigada.

  18. REPÓRTER BRASIL disse:

    Caros leitores, em breve a Repórter Brasil irá disponibilizar o documentário on line.

  19. Zé roberto disse:

    Olha muito bom este documentário a realidade é está mesmo trabalhei em frigorífico 17 anos

  20. Rogerio disse:

    visite o blog euadoeconomarfrig.blogspot.com

  21. Amanda paz disse:

    Sou estudante do curso Técnico em Segurança do Trabalho e gostaria de saber como faço para adquirir uma cópia do documentário.

  22. Adriana disse:

    Como faço para adquirir uma cópia do documentário?

  23. Pedro disse:

    <p>Esse em breve esta demorando muito. Por que nao disponibilizam logo ou pelo menos poderiam dizer exatamente quando… Caros leitores, em breve a Reporter Brasil ira disponibilizar o documentario on line</p>

  24. Redação disse:

    Caríssimo Pedro. Sua preocupação é a nossa também. Contudo, o documentário irá participar de diversos festivais nos próximos meses, além do que estamos buscando viabilizar a exibição do mesmo no circuito comercial em algumas cidades. As normas para tais situações impedem-nos de já colocar o material on line. Logo que isso seja possível, contudo, iremos fazê-lo, e divulgá-lo com satisfação e agilidade aos nossos leitores e colaboradores. Agradecemos a compreensão, deixando um abraço. Redação da Agência de Notícias Repórter Brasil.

  25. Marnen Carvalho disse:

    Gostei muito do trailer e dos pedaços que pude pescar na web, mas não consegui ir na aprensentação em SP. Quando haverá outras oportunidades de ver o documentário? Outras exibições?
    Grato

  26. Samara Sanchez Pereira disse:

    Assisti o documentário em um workshop e gostei muito,quando estará disponível para download. Faço veterinária e gostaria de mostrar o filme na faculdade!

  27. Antonio de Lima disse:

    oi!! já está disponível no site o documentário para baixa?

  28. juvenal dionizio de souza disse:

    os abatedouros estão mutilando e até matando os trabalhadores do setor e ainda contestam os fatos. é preciso fazer uma devassa nessas empresas e punir com rigor esses "empresários. não com multas, é preciso de outro tipo de punição para que não voltem a repetir esse atentado contra a saúde e contra a vida dos trabalhadores

  29. Henrique Zizo disse:

    Olá, o documentário já tem previsão de lançamento em DVD? estou no aguardo desde que o vi no festival "é tudo verdade" aqui no rio.
    Abraços.

  30. edmilson botequio disse:

    documentario rstrito, acesso limitado a poucas pessoas, escondido. Sindicatos, trabalhadores, advogados….ninguem tem acesso. Muito estranho. Não achei na net para baixar. Queria juntar nos processos indenizatorios contra frigorifico, para que juizes e peritos assistissem. Quem sabe pudessem conhececer um pouquinho da realidade, além dos seus gabinetes luxuosos e refrigerados, de onde condenam os trabalhadores.

  31. amanda farias disse:

    obrigado pela ajuda meu trabalho ficou otimo

  32. Pedro Martins disse:

    Recebi o documentário graciosamente e estou divulgando. É fundamental para profesores de sociologia, geografia e economia, entre outras áreas.

  33. Maurílio Gomes disse:

    Olá! Como posso ter acesso ao documentário completo?

  34. Maurílio Gomes disse:

    Estou terminando o curso de Engenharia de Segurança no Trabalho, na UTFPR e o tema de minha monografia é "O acidente no trabalho e a Previdência Social: gastos da Previdência Social com acidentes de trabalho" e gostaria de obter informações e bibliografia abordando os seguintes assuntos: custou ou prejuízos pela interrupção da vida laboral; índices adequados/aceitáveis de gastos com acidentes no trabalho pela Previdência Social. Se puderem me auxiliar, agradeço. Aguardo.

  35. Jacson Góis disse:

    Amontoado de hipócritas. Tenho certeza que a grande maioria das pessoas que comentaram são consumidores de carne e exigentes quando o assunto é qualidade. Pois é alguém tem que fazer este serviço, sabiam? e sabiam também que a grande maioria dos acidentes de trabalho em frigorico são decorentes de atos inseguros e não de condições inseguras, todos os colaboradores são treinados. Acho interessante crticar, mas quem sabe apontar um problema, deve saber apresentar uma solução.

  36. Maria Luisa disse:

    Bom dia,

    O documentário já se encontra disponível para baixar ou comprar?
    Grata

    Luisa

  37. Rozai Felipiak disse:

    é muito triste ver o ser humao passar por esta situação, mas gostei que meu professor passou este documetario muito em feito, é om saer que aida tem pessoas com coragem de deumciar

  38. Andreia disse:

    Olá..
    Estou fazendo uma monografia sobre o assunto. Ouvi comentário que havia sido proibida a veiculação do doc. Como está essa questão? existe algum outro documento publicado, como artigo ou livro sobre o assunto? aguardo

  39. Andreia e demais interessados, estamos tentando viabilizar a exibição do documentário em TV aberta e, considerando que algumas emissoras têm restrições quanto a obra ser inédita também na internet, ainda não o disponibilizamos na rede. Pretendemos fazer isto em um futuro próximo.

    Por enquanto, indicamos como material de consulta e apoio o site http://moendogente.org.br/ , projeto especial de mapeamento de cadeia produtiva do setor, com ampla documentação de casos de graves violações trabalhistas e os nomes das empresas responsáveis por violações sistemáticas.

    Permanecemos à disposição neste espaço e no contato@reporterbrasil.org.br

    Equipe Repórter Brasil

  40. arlindo henning disse:

    realmente, o trabalho que era para prover uma familia, apos adquirir uma LER,torna-se um castigo dos mais perversso,a vitima tem que enfrentar varias recusas de peritos no INSS,sua renda que provia a familia destina-se apenas e insuficientemente para exames e consultas que para continuar pleiteando o beneficio do INSS são exigidos pelos peritos em curto espaço de tempo alem de não poderem ser feitos pelo SUS devido a demanda de tempo de marcação, a vitima sente-se obrigada a entrar no mercantilismo da saude,e alem da dor fisica vem a saude psicoemocional ao ter se instalado um problema desses em sua familia, onde todos sãoafetados,e o pior ainda se ingressar no ministerio publico um juiz para sentenciar precisa de um parecer de um profissional formado na area academca de medicina, ou seja um medico não condena seu colega que presta serviço a um frigorifico, eles tendem a dar um laudo que isente de responsabilidade seu colega de profissão isentando e descarecterizando assim um acidente de trabalho, que no ministerio publico é favoral a empresa que lesionou,

  41. Jorge Alexandre Oliveira Alves disse:

    prezados:

    Gostei muito desse filme e gostaria de saber quando o documentário estará disponível para download. Sou professor de Sociologia da rede estadual e gostaria de passá-lo para meus estudantes. O problema é que na escola Não rola internet e eu teria que fazer o download do vídeo.
    Desde já agradeço!
    Abraços e continuem a fazer esse jornalismo sério, comrometido e engajado na defesa dos direitos humanos

  42. É preciso que o nome dessas empresas venha a público,só assim saberemos quem são os responsáveis pela escravidão moderna. disse:

    Como estudante do curso técnico de segurança do trabalho,espero que o Ministério do Trabalho e Emprego seja mais rigoroso com as punições.


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