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Braga: União dos Sindicatos denuncia “trabalho escravo” no distrito

O coordenador da União dos Sindicatos de Braga, Adão Mendes, denunciou hoje a existência de trabalho escravo no distrito, onde há "engajadores que alugam trabalhadores a empresas, como se fossem animais". Segundo Adão Mendes, há pelo menos três "engajadores" na zona de Barcelos, que "traficam os trabalhadores como escravos, mantendo-os isolados e longe da família durante uma ou várias semanas". "As vítimas são sempre pessoas humildes e limitadas na sua capacidade de perceber as coisas. São "contratadas" sem qualquer recibo ou sem qualquer documento que ateste o seu vínculo laboral e depois são literalmente alugadas a quem delas precisar, seja em que ponto do país for", afirmou. O sindicalista acrescentou que esses trabalhadores são levados em carrinhas, à segunda feira, dormem todos na mesma casa e à sexta transportados de regresso a casa, "com 100 ou 150 euros no bolso, ou às vezes sem nenhum, consoante a disposição do patrão". Deu como exemplo um grupo de trabalhadores que foi levado para Caldas da Ra inha, para trabalhos de limpeza na linha de caminho de ferro. "Mas também vão limpar ruas de freguesias, vilas e cidades, em tarefas contratualizadas pelos engajadores com as autarquias", garantiu. Este trabalho escravo foi um dos exemplos apontados por Adão Mendes para denunciar a "degradação laboral" no distrito de Braga, onde em agosto estavam contabilizados mais de 60 mil desempregados, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística. Daqueles, quase 52 mil são desempregados de longa duração e 37 por cento têm menos do que a 4ª classe. Outro dado "preocupante" é que 70 por cento dos desempregos têm menos de 54 anos. Para Adão Mendes, esta situação no distrito "ficará ainda pior se o Governo concretizar as alterações que têm sido anunciadas para a legislação laboral. "Se essas alterações forem para a frente, daqui a um ano o distrito de Braga estará ainda pior. Mas também pode ser que se essas alterações forem para a frente daqui a um ano este Governo já não exista", referiu Adão Mendes.

O coordenador da União dos Sindicatos de Braga, Adão Mendes, denunciou hoje a existência de trabalho escravo no distrito, onde há "engajadores que alugam trabalhadores a empresas, como se fossem animais".

Segundo Adão Mendes, há pelo menos três "engajadores" na zona de Barcelos, que "traficam os trabalhadores como escravos, mantendo-os isolados e longe da família durante uma ou várias semanas".

"As vítimas são sempre pessoas humildes e limitadas na sua capacidade de perceber as coisas. São "contratadas" sem qualquer recibo ou sem qualquer documento que ateste o seu vínculo laboral e depois são literalmente alugadas a quem delas precisar, seja em que ponto do país for", afirmou.

O sindicalista acrescentou que esses trabalhadores são levados em carrinhas, à segunda feira, dormem todos na mesma casa e à sexta transportados de regresso a casa, "com 100 ou 150 euros no bolso, ou às vezes sem nenhum, consoante a disposição do patrão".

Deu como exemplo um grupo de trabalhadores que foi levado para Caldas da Ra inha, para trabalhos de limpeza na linha de caminho de ferro.

"Mas também vão limpar ruas de freguesias, vilas e cidades, em tarefas contratualizadas pelos engajadores com as autarquias", garantiu.

Este trabalho escravo foi um dos exemplos apontados por Adão Mendes para denunciar a "degradação laboral" no distrito de Braga, onde em agosto estavam contabilizados mais de 60 mil desempregados, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

Daqueles, quase 52 mil são desempregados de longa duração e 37 por cento têm menos do que a 4ª classe.

Outro dado "preocupante" é que 70 por cento dos desempregos têm menos de 54 anos.

Para Adão Mendes, esta situação no distrito "ficará ainda pior se o Governo concretizar as alterações que têm sido anunciadas para a legislação laboral.

"Se essas alterações forem para a frente, daqui a um ano o distrito de Braga estará ainda pior. Mas também pode ser que se essas alterações forem para a frente daqui a um ano este Governo já não exista", referiu Adão Mendes.


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