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Inclusão social de trabalhadores em situação vulnerável é elogiada pela OIT

A contratação de egressos do trabalho escravo para atuar no canteiro de obras da Arena Pantanal recebeu elogios da Organização Internacional do Trabalho (OIT) durante formatura do curso de alfabetização, realizada na manhã desta segunda-feira (12.12) no Tribunal Regional de Trabalho, em Cuiabá. "Medidas como essa são fundamentais para quebrar o ciclo da escravidão e retirar essas pessoas de uma situação de vulnerabilidade", disse o coordenador do Projeto Nacional de Combate ao Trabalho Escravo da OIT, Luiz Machado. A formatura de 24 trabalhadores da Arena Pantanal foi realizada durante a reunião do Pacto Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, evento coordenado pela Organização Internacional do Trabalho no Brasil. Além da OIT, fazem parte do Comitê de Monitoramento do Pacto Nacional o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e a organização não-governamental (ONG) Repórter Brasil. O encontro contou também com a participação da Superintência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso (SRTE) e do setor privado. Desde maio deste ano, a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), o Consórcio Santa Bárbara/Mendes Júnior e o Ministério do Trabalho e Emprego desenvolvem o projeto Ação Integrada pela Qualificação e Inserção Social dos Egressos de Trabalho Escravo, que proporciona a inclusão social de pessoas que eram submetidas a condições análogas à escravidão. Atualmente, o projeto atende 25 trabalhadores, que, além do emprego com Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) assinada, recebem alimentação, alojamento, curso de alfabetização e qualificação profissional. Com o curso de alfabetização, esses trabalhadores passam a ter oportunidade de estudar, ampliando as chances de emprego e de construção de uma vida mais digna. Em janeiro de 2012, a turma finaliza também um curso de qualificação para pedreiro. Atuando como servente nas obras do novo Verdão, Valdemir José da Silva (38) revela que está contente em poder conciliar o trabalho com a oportunidade de estudar. O alagoano mora em Mato Grosso há dez anos e já enfrentou condições de trabalho análogas à escravidão. "Eu tenho três filhos e todos estão estudando, fico feliz em aprender a ler e escrever", comemorou. De acordo com o superintendente da SRTE/MT, Valdiney Arruda, o projeto desenvolvido na Arena Pantanal começará a ser desenvolvido em outras empresas a partir de 2012. "Com oportunidade e qualificação adequada, esses trabalhadores ampliam as chances de ingressar no mercado de trabalho formal e saem definitivamente de uma situação de vulnerabilidade", pontuou. REEDUCANDOS Cuiabá também foi a primeira cidade-sede a incluir efetivamente reeducandos nas obras da Copa 2014. Desde agosto de 2010 um grupo de presidiários trabalha com carteira assinada na Arena Pantanal, após passar por capacitação e treinamento. O convênio foi firmado com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com apoio do Poder Judiciário estadual.

A contratação de egressos do trabalho escravo para atuar no canteiro de obras da Arena Pantanal recebeu elogios da Organização Internacional do Trabalho (OIT) durante formatura do curso de alfabetização, realizada na manhã desta segunda-feira (12.12) no Tribunal Regional de Trabalho, em Cuiabá. "Medidas como essa são fundamentais para quebrar o ciclo da escravidão e retirar essas pessoas de uma situação de vulnerabilidade", disse o coordenador do Projeto Nacional de Combate ao Trabalho Escravo da OIT, Luiz Machado.

A formatura de 24 trabalhadores da Arena Pantanal foi realizada durante a reunião do Pacto Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, evento coordenado pela Organização Internacional do Trabalho no Brasil. Além da OIT, fazem parte do Comitê de Monitoramento do Pacto Nacional o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e a organização não-governamental (ONG) Repórter Brasil. O encontro contou também com a participação da Superintência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso (SRTE) e do setor privado.

Desde maio deste ano, a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), o Consórcio Santa Bárbara/Mendes Júnior e o Ministério do Trabalho e Emprego desenvolvem o projeto Ação Integrada pela Qualificação e Inserção Social dos Egressos de Trabalho Escravo, que proporciona a inclusão social de pessoas que eram submetidas a condições análogas à escravidão. Atualmente, o projeto atende 25 trabalhadores, que, além do emprego com Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) assinada, recebem alimentação, alojamento, curso de alfabetização e qualificação profissional.

Com o curso de alfabetização, esses trabalhadores passam a ter oportunidade de estudar, ampliando as chances de emprego e de construção de uma vida mais digna. Em janeiro de 2012, a turma finaliza também um curso de qualificação para pedreiro.

Atuando como servente nas obras do novo Verdão, Valdemir José da Silva (38) revela que está contente em poder conciliar o trabalho com a oportunidade de estudar. O alagoano mora em Mato Grosso há dez anos e já enfrentou condições de trabalho análogas à escravidão. "Eu tenho três filhos e todos estão estudando, fico feliz em aprender a ler e escrever", comemorou.

De acordo com o superintendente da SRTE/MT, Valdiney Arruda, o projeto desenvolvido na Arena Pantanal começará a ser desenvolvido em outras empresas a partir de 2012. "Com oportunidade e qualificação adequada, esses trabalhadores ampliam as chances de ingressar no mercado de trabalho formal e saem definitivamente de uma situação de vulnerabilidade", pontuou.

REEDUCANDOS

Cuiabá também foi a primeira cidade-sede a incluir efetivamente reeducandos nas obras da Copa 2014. Desde agosto de 2010 um grupo de presidiários trabalha com carteira assinada na Arena Pantanal, após passar por capacitação e treinamento. O convênio foi firmado com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com apoio do Poder Judiciário estadual.


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