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Trabalhadores da plantação de café em Itirapuã são encontrados em condição análoga à escravidão

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) flagraram ontem (18) vinte e oito trabalhadores em condições análogas às de escravo numa fazenda localizada na área rural de Itirapuã (SP), onde se realizava plantação e cultivo de café. O proprietário e o capataz, responsável por trazer os empregados para o interior de São Paulo, foram presos durante a fiscalização. A operação, que também contou com profissionais da Polícia Federal (PF) e representantes do Sindicato dos Empregados Rurais de Patrocínio Paulista, constatou diversas irregularidades nas condições de trabalho e de alojamento dos trabalhadores – vindos de Julião (BA) -, nas quais se destacam dormitórios velhos (beliches com colchões finos), além de moradias em péssimo estado de conservação, sem banheiros ou instalações adequadas para o preparo de alimentos. Outras condições degradantes foram encontradas: os alimentos eram preparados em fogareiros ou em fogões de tijolos improvisados no chão de terra; não havia água potável para consumo; alguns trabalhadores dormiam em camas forradas com papelão (as quais, inclusive, eram alocadas próximas a tambores plásticos de agrotóxicos); não havia sanitários, obrigando os empregados a fazerem suas necessidades na plantação. De acordo com os empregados, todas as condições são contrárias às prometidas no momento da contratação, que previa o pagamento de R$ 100 por dia de trabalho. Há um mês trabalhando em situação degradante, eles garantem que ainda não receberam remuneração. Os vinte e oito trabalhadores foram transferidos para um hotel na cidade de Franca (SP), onde permanecerão aguardando trâmites legais de rescisão de contrato.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) flagraram ontem (18) vinte e oito trabalhadores em condições análogas às de escravo numa fazenda localizada na área rural de Itirapuã (SP), onde se realizava plantação e cultivo de café. O proprietário e o capataz, responsável por trazer os empregados para o interior de São Paulo, foram presos durante a fiscalização.

A operação, que também contou com profissionais da Polícia Federal (PF) e representantes do Sindicato dos Empregados Rurais de Patrocínio Paulista, constatou diversas irregularidades nas condições de trabalho e de alojamento dos trabalhadores – vindos de Julião (BA) -, nas quais se destacam dormitórios velhos (beliches com colchões finos), além de moradias em péssimo estado de conservação, sem banheiros ou instalações adequadas para o preparo de alimentos.

Outras condições degradantes foram encontradas: os alimentos eram preparados em fogareiros ou em fogões de tijolos improvisados no chão de terra; não havia água potável para consumo; alguns trabalhadores dormiam em camas forradas com papelão (as quais, inclusive, eram alocadas próximas a tambores plásticos de agrotóxicos); não havia sanitários, obrigando os empregados a fazerem suas necessidades na plantação.

De acordo com os empregados, todas as condições são contrárias às prometidas no momento da contratação, que previa o pagamento de R$ 100 por dia de trabalho. Há um mês trabalhando em situação degradante, eles garantem que ainda não receberam remuneração.

Os vinte e oito trabalhadores foram transferidos para um hotel na cidade de Franca (SP), onde permanecerão aguardando trâmites legais de rescisão de contrato.


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