Diante de irregularidades nas frentes de trabalho, a Tonon Bionergia, proprietária da Destilaria Tonon, decidiu contratar diretamente trabalhadores migrantes encontrados em propriedade localizada na região de Bauru (SP)
Por Rodrigo Rocha
Bauru (SP) - O Grupo Permanente de Fiscalização do Trabalho Rural, instituído pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP), conseguiu fechar um acordo durante operação, e 188 cortadores de cana antes terceirizados foram contratados diretamente pela Destilaria Tonon, em Bocaina (SP), na região de Bauru (SP).![]() |
| Fiscalização de grupo permanente resulou na contratação direta de cortadores de cana (Foto: RR) |
Quando chegam ao destino, retomam o contato de pessoas que alugam casas para grupos de migrantes. Os trabalhadores costumam pagar um aluguel de R$ 400 dividido entre 8 e 10 pessoas.
Antes de conseguir emprego fixo, muitos deles fazem "bicos" em outras fazendas. Contudo, o pagamento dessas empreitadas é bastante inferior ao "salário" fixo. "Mal dava pra comer", afirma um deles.
Relatos dos trabalhadores dão conta de que boa parte dos benefícios alcançados na Fazenda São Vicente veio em decorrência da reclamação dos empregados. Os contratantes chegaram a dizer que iriam descontar do salário os EPIs utilizados, mas esse desconto acabou não se concretizando devido à reação dos cortadores. Também por conta da manifestação deles, os patrões ainda passaram a substituir os EPIs com mais freqüência.
A Usina Tonon registrou o grupo com base na data do início das atividades de cada um na Fazenda São Vicente. Ainda foi lavrado termo de compromisso com a SRTE/SP em que a empresa assume o fornecimento de alojamentos, EPIs e de transporte de acordo com as normas vigentes.
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