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Projeto “MPT na Escola: de mãos dadas contra o trabalho infantil” é retomado em Mato Grosso

A primeira Oficina de Formação de Coordenadores Municipais do Projeto MPT na Escola do ano de 2013 aconteceu na última sexta-feira, 15/03, na sede da Procuradoria Regional do Trabalho da 23ª Região. A capacitação foi conduzida pela procuradora do Trabalho e coordenadora regional da Coordenadora de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (COORDINFÂNCIA), Marcela Monteiro Dória, e contou com a presença de 13 pessoas. Acorizal, Alto Paraguai, Arenápolis, Barão de Melgaço, Barra do Bugres, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Jangada, Santo Antônio do Leverger, Nova Mutum, Porto Estrela e Várzea Grande foram os municípios que participaram dessa primeira etapa do Projeto. A programação, voltada a professores e demais profissionais da educação, se estendeu durante todo o dia e envolveu apresentação de cartilhas confeccionadas pelo MPT, exibição de vídeos e entrega de materiais pedagógicos. Leia a íntegra da cartilha do Projeto MPT na Escola A fisioterapeuta Dúbia Beatriz Oliveira Campos, do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), e o membro da equipe do Programa “Escravo, nem pensar!”, da ONG Repórter Brasil, Thiago Casteli, estavam entre os palestrantes convidados. Eles apresentaram, respectivamente, os temas “Repercussões do Trabalho Infantil na Saúde das Crianças” e “Trabalho Escravo Contemporâneo para Gestores Públicos da Educação de Municípios Mato-grossenses”. Já a procuradora Marcela Dória ministrou as palestras “Trabalho Infantil – Mitos, Verdades e Prejuízos”, “Legislação Básica” e “Piores Formas de Trabalho Infantil”. Para Adriana Roberta Domingos, representante da Secretaria de Educação de Várzea Grande, a expectativa é de que o Projeto alcance 20 escolas em 2013 e melhore o desempenho obtido pelo município no período de 2009 a 2011, quando foi...

Repórter Brasil recebe prêmio em Direitos Humanos

Na 5ª edição do prêmio “Anamatra 2012 de Direitos Humanos no Mundo do Trabalho”, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) concedeu menção honrosa à Repórter Brasil por sua atuação para a valorização e efetivação dos direitos humanos. A cobertura jornalística do flagrante de escravidão contemporânea envolvendo a grife espanhola Zara e o trabalho desenvolvido pelo programa de educação Escravo, Nem Pensar! foram elogiados pela da Comissão de Direitos Humanos da Anamatra durante a premiação, que aconteceu na última quarta-feira (28) em São Paulo (SP). A Repórter Brasil não só denunciou a libertação de 15 trabalhadores em condições análogas às de escravos produzindo peças da Zara, como continuou acompanhando todos os desdobramentos do caso. Clique aqui para conferir as reportagens publicadas. A cobertura completa recebeu destaque por parte da Anamatra. Já o programa Escravo, Nem Pensar! foi mencionado por seu papel na formação de educadores e lideranças populares compromissadas no combate à escravidão, na articulação de redes contra exploração e na conscientização de trabalhadores sobre seus direitos em 48 municípios nas regiões norte, nordeste e centro-oeste do Brasil. Natália Suzuki, coordenadora do programa, representou a Repórter Brasil na cerimônia. Premiados Quatro trabalhos receberam reconhecimento na categoria Imprensa: Fotografia: “A dor se repete”, de Marcos Porto, publicada no Jornal de Santa Catarina (a imagem de dor do operário Márcio Andrade pela morte do irmão‚ um pintor que havia caído do 11º andar de um prédio em Balneário Camboriú (SC) também ganhou o prêmio Imprensa Embratel). Rádio: Boletim “Começar de Novo – Da capacitação ao esporte: o recomeço dos detentos”, de Ana Lúcia Caldas, de Brasília (DF), divulgado...

"Escravo, nem pensar!" forma rede social para evitar escravidão

Açailândia (MA) – Os participantes do I Encontro Nacional do "Escravo, nem pensar!" fazem agora parte de uma rede de prevenção ao trabalho escravo. Ao todo, 150 professores da rede pública e lideranças comunitárias, de seis Estados diferentes do país (Pará, Mato Grosso, Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), se tornaram agentes especiais do programa mantido pela organização-não governamental (ONG) Repórter Brasil. Os agentes se comprometeram a formar grupos de estudos sobre o tema do trabalho escravo em seus municípios, repassar os materiais recebidos para os demais professores e atores sociais, além de articular redes estaduais de prevenção. "Os agentes especiais serão nosso contato direto com o município para facilitar a troca de informações", explica Mariana Sucupira, que faz parte da equipe de educadoras do "Escravo, nem pensar!". Alguns professores viajaram mais de 58 horas de ônibus, do Mato Grosso até Açailândia (MA), para participar do encontro e assumiram diversos compromissos para trabalhar o tema em seus municípios promovido pela Repórter Brasil, pelo Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos (CDVDH) de Açailândia (MA) e Comissão Pastoral da Terra (CPT). "Mais de 40 municípios foram representados durante o evento. Alguns professores já estão com a ideia de promover um encontro entre os municípios mais próximos", complementa Mariana.  Evento inédito resultou na formação de rede para prevenir escravidão (Foto: Verena Glass) Foram três dias de debates, apresentações culturais e troca de experiências sobre a realidade brasileira, a educação e formas de combate ao trabalho escravo. "Vamos aplicar as experiências que trocarmos em nossos estados. Precisamos discutir as formas de prevenção, repressão e reinserção dos trabalhadores libertados para ampliar o combate ao trabalho escravo", disse Antônio Filho, do CDVDH , um dos organizadores do evento. Para José Guerra, da Secretaria...