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"Carne, Osso" recebe menção honrosa em festival na Alemanha

O documentário "Carne, Osso" participou nesta semana da 54a edição do DOK Leipzig, na Alemanha, e recebeu uma menção honrosa da Agência Européia para Segurança e Saúde no Trabalho (EU – OSHA). A produção da Repórter Brasil, que trata da rotina de trabalhadoras e trabalhadores de frigoríficos, foi o único título brasileiro presente na seleção do mais antigo festival de documentários do mundo e atualmente um dos maiores da Europa. Documentário "Carne, Osso" foi o único título do Brasil exibido no festival DOK Leipzig 2011 "Carne, Osso" fez parte do Programa Internacional do DOK Leipzig e também estava entre os dez indicados para o prémio da EU-OSHA, concorrendo com filmes de todo o mundo, com temas que iam da contaminação por agrotóxicos na Índia à rotina de cardiologistas em um hospital polonês. A menção honrosa foi anunciada pelo porta-voz do júri, o neozelandês Alex Lee, durante a cerimônia de premiação. A EU-OSHA também concedeu um prémio de 8 mil euros para o documentário alemão "Work Hard – Play Hard", sobre a formação de jovens executivos e as estratégias contemporâneas de maximização da produtividade nos escritórios das grandes empresas. O DOK-Leipzig reuniu uma plateia de mais de 38 mil pessoas ao longo de uma semana e, para a edição de 2012, o diretor Claas Danielsen anunciou uma sessão especial com filmes da América Latina. Confira o site do documentário "Carne, Osso" Para assistir ao trailer, clique no link abaixo: http://www.youtube.com/reporterbrasil Notícias relacionadas:"Carne, Osso": trabalho em frigoríficos no Festival de Gramado "Carne, Osso" é premiado na mostra Doc-FAM, em Florianópolis"Carne, Osso" retrata trabalho nos frigoríficos brasileiros"É Tudo Verdade" seleciona documentário da Repórter...

Condenação milionária

Ainda era 2006 quando nove funcionárias da unidade frigorífica da Seara, em Forquilinha (SC), foram demitidas por “justa causa”. Como não suportavam mais a exposição ao frio na sala de cortes, deixaram momentaneamente o local durante a jornada de trabalho. Quando retornaram da pausa de 5min, acabaram conduzidas de imediato para “acertar as contas”. A partir do ocorrido, o procurador do trabalho Jean Carlo Voltolini, que atuava então como membro do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Criciúma (SC), ingressou com uma ação civil pública, no ano seguinte, exigindo diversas melhorias nas condições de trabalho para os empregados e pedindo a condenação do empregador por danos morais coletivos. Superados mais de quatro anos de andamento do processo – a extensa investigação incluiu várias audiências, diligências,  depoimentos e perícias técnicas -, a juíza Zelaide de Souza Philippi, da 4ª Vara de Trabalho de Criciúma (SC), condenou a Seara, que hoje faz parte do Grupo Marfrig, a pagar mais de R$ 16 milhões de indenização em decorrência de irregularidades relacionadas ao meio ambiente de trabalho e de litigância de má-fé. Em trechos da decisão (leia a íntegra), a juíza tratou dos problemas identificados: “Veja-se algumas práticas lesivas da ré [Seara Alimentos S/A] apuradas na presente demanda coletiva, e reforçada por inúmeros casos individuais já julgados neste Foro [Vara de Trabalho] de Criciúma: a) até a propositura da Ação Civil Pública, mantinha os empregados da sala de cortes em temperaturas sabidamente inferiores a 10º C, sem conceder as pausas previstas no art. 253 da CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]; b) impedia que seus empregados fossem ao banheiro fora dos horários preestabelecidos, compelindo-os, em caso de...

Frigorífico é condenado em R$ 16 mi por problemas trabalhistas

A Justiça do Trabalho condenou a Seara Alimentos, do Grupo Marfrig, a pagar R$ 16,1 milhões por problemas relacionados às condições oferecidas aos seus empregados, destaca o Blog da Redação. São R$ 14,61 milhões de dano moral coletivo e mais R$ 1,5 milhão por litigância de má-fé. Provocada por ação civil pública de 2007 da Procuradoria Regional do Trabalho da 12ª Região (PRT-12), a decisão da juíza Zelaide de Souza Philippi, da 4ª Vara de Criciúma (SC), obriga ainda a empresa a: conceder intervalos de 20min para cada 1h40 trabalhados, sempre que a temperatura no local for inferior a 10º C; disponibilizar cadeiras e mesas suficientes no espaço destinado ao descanso durante as pausas; garantir a saída dos trabalhadores, a qualquer momento e sem necessidade de comunicado ao superior para o uso dos banheiros; abster-se de exigir a prestação de horas extras em determinados setores, aceitar atestados médicos de profissionais não ligados à empresa; bem como diagnosticar de forma precoce as doenças e os agravos à saúde do trabalhador, emitindo Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). De acordo com a decisão, a companhia frigorífica manteve empregados da sala de cortes em temperaturas sabidamente inferiores a 10º C, sem conceder as pausas previstas em lei; impediu que os mesmos fossem ao banheiro fora dos horários preestabelecidos, compelindo-os, em caso de premente necessidade, a se justificarem na presença de todos os colegas, o que causava manifesto constrangimento; e também rejeitou atestados médicos de profissionais não ligados ao seu serviço de saúde sem nenhuma justificativa, sequer avaliando os exames realizados e o tratamento prescrito, o que, aliado ao descaso dos médicos da empresa, acarretava situação em que os empregados, mesmo com dores, eram compelidos a...

“Carne, Osso”: trabalho em frigoríficos no Festival de Gramado

Realizado pela ONG Repórter Brasil, dedicada à produção de pesquisas e reportagens em defesa dos direitos humanos, o documentário “Carne, Osso” integra a programação da 39ª edição do Festival de Cinema de Gramado (RS). Dirigido pelos jornalistas Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros, o filme será exibido no próximo domingo (07/08), às 17h, na Mostra Panorâmica. Documentário propõe mergulho na rotina de trabalho de mais de 750 mil trabalhadores brasileiros Exposição constante a facas, serras e outros instrumentos cortantes; realização de movimentos repetitivos que podem gerar graves lesões e doenças; pressão psicológica para dar conta do alucinado ritmo de produção; jornadas exaustivas; ambiente asfixiante e frio. "Carne, Osso" propõe um mergulho na rotina de trabalho de mais de 750 mil trabalhadores brasileiros e uma discussão mais ampla sobre saúde e direito do trabalho. “Quando eu dizia que tinha dor, eles não acreditavam na minha dor. Eu chegava desatinada na enfermaria, até vermelha de tanta dor, suava frio, eles não acreditavam”. O depoimento emocionado de Valdirene, uma funcionária que trabalhou por 11 anos em um frigorífico sem nunca ter faltado uma vez sequer ao serviço, ilustra a dificuldade que as empresas do setor têm em lidar com os problemas gerados por sua própria atividade.  Valdirene hoje sofre de uma atrofia grave nos nervos do braço e não pode mais trabalhar. Segundo o Procurador Heiler Natali, coordenador do grupo de trabalho com frigoríficos da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), há perícias médicas que indicam que 20% dos trabalhadores de algumas dessas empresas adoecem por conta do serviço.   Selecionado para os mais importantes festivais do gênero cinematográfico da América Latina, como o...

Mortes

Três trabalhadores morerram e outros dois foram contaminados no frigorífico Guaporé Carnes S/A (antigo Independência), em Colíder, Mato Grosso. Contudo segundo as primeiras informações apuradaso setor de triparia teria sido tercerizada e estava sendo utilizada pela Lopesco Indústria de Subprodutos animais Ltda. Os trabalhadores foram vítimas de acidente de trabalho durante a limpeza de um tanque, a princípio causado em razão do contato com produto químico chamado metabissulfito de sódio, segundo divulgação da Procuradoria Regional do Trabalho da 23ª Região. De acordo com o primeiro laudo, apresentado pela Vigilância Sanitária e de Saúde do Trabalhador do município, uma das vítimas resolver entrar no tanque para retirar o restante do produto químico com um balde e desmaiou. Os outros dois empregados entraram em seguida para socorrer o colega e também desmaiaram. Outros dois empregados resolveram cortar o tanque com uma serra fazendo uma janela para tentar retirar os colegas, mas também desmairam. Os trabalhadores foram levados para o hospital regional de Colíder, porém três não resistiram a contaminação. Após o acidente, o local foi fiscalizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e Polícia Civil. O frigorífico já tinha sido alvo de outra operação, na qual foram lavrados  termos de interdição dos vasos de pressão e das caldeiras . A interdição contudo não foi respitada pela empresa, que foi autuada novamente, desta vez pela Polícia Civil (termo circustanciado de ocorrência por desodediência de ordem dada por funcionário público, no exercício de sua função). Na última fiscalização, o estabelecimento também foi autuado pelo MTE por outras irregularidades no meio ambiente de trabalho e teve equipamentos interditados, além de...