Tag: Lista Suja

JBS compra gado de fazenda da “lista suja do trabalho escravo”

O maior frigorífico do mundo, o JBS S/A, foi notificado pelo Ministério Público Federal (MPF) por comprar gado bovino de forma irregular no estado do Mato Grosso. A empresa comprou animais de propriedades rurais da "lista suja do trabalho escravo", que foram embargadas por irregularidades ambientais e que se localizam em terras indígenas Maraiwatsede. Em 2010, o frigorífico assinou com o MPF um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para regularizar a sua cadeia produtiva da carne no estado. Porém, a partir do cruzamento de dados provenientes de outros órgãos públicos (como do Ibama, Incra e Ministério do Trabalho e Emprego), foi constatado que a JBS continuava com irregularidades em suas relações comerciais. No período de um ano, a empresa comprou 3.476 cabeças de gado de propriedades com infrações ambientais, trabalhistas e que ocupam terras indígenas. Com a notificação do MPF, o frigorífico JBS tem um prazo de dez dias úteis para prestar esclarecimentos e informar as providências para regularizar sua compra de animais para o...

Escravidão urbana

‘Caso Zara’ chama a atenção para mazela contemporânea que envolve 251 empregadores no Brasil, incluindo companhia de engenharia da Baixada, no Rio, e outras cinco empresas sediadas em áreas industriais Rio – Casos recentes de violação dos Direitos do Trabalho – como o da confecção de Americana, no interior paulista, que fornecia peças à rede Zara produzidas por mão de obra mantida em condições que feriam a dignidade – trouxeram à tona a discussão do trabalho escravo contemporâneo. No País, o crime é proibido há mais de 100 anos. Mas, só nos últimos oito, cerca de 30 mil trabalhadores já foram resgatados em condições análogas à escravidão. Entre os 251 empregadores que integram a "lista suja" do Ministério do Trabalho (MTE), que pode ser consultada por qualquer cidadão, seis são de áreas urbanas e um deles é do Rio. A Bell Construções, empresa sediada em Jardim Gramacho, Duque de Caxias, foi contratada pela companhia de telefonia Claro, em 2009, e levou 18 trabalhadores da Baixada para Vila Velha (ES) a fim de implantar cabos de fibra óptica. Segundo relatório do MTE, os operários foram mantidos por 20 dias em condições degradantes de alojamento: não havia cama, água potável nem locais adequados para preparo de refeições. Itens básicos de higiene, como pastas de dente e sabonete, não eram repostos. A jornada de trabalho começava às 7h e terminava após as 20h, ou seja, 13 horas ao todo, quando o permitido por lei são 8 horas. Um dos trabalhadores era Marcelo Marques, morador de Nova Iguaçu. O operário é pai de duas crianças e relatou a O DIA as condições em...

Pará é recordista em autuações de trabalho escravo

O Pará tem 62 das 251 pessoas incluídas no cadastro de empregadores autuados por exploração do trabalho escravo. Conhecido como lista suja do trabalho escravo, o cadastro foi atualizado ontem pelo Ministério do Trabalho. O Pará é o Estado que mais tem infratores que exploram trabalhadores em situação análoga a de escravo, com 24,7% do total de pessoas autuadas. Ontem, 48 novas pessoas foram incluídas à lista e outros 15 empregadores tiveram seus nomes retirados, dois por decisão judicial transitada em julgado e dois de forma temporária por ação liminar. Os nomes são mantidos na lista nos casos em que o empregador não quitou as multas impostas pela fiscalização do trabalho, por reincidência, e nos casos de ações que estejam tramitando no Poder Judiciário. O ministério informou que também há pessoas que recorrem ao Poder Judiciário para ter seu nome excluído da lista e, em cumprimento à decisão judicial, o nome é imediatamente retirado. (Diário do Pará, de Brasília)...