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Zara deve assinar pacto pela erradicação de trabalho escravo

O representante da empresa de moda Zara, Jesus Echevarria, afirmou nesta quarta-feira que amanhã vai assinar o Pacto Nacional pela Erradicação de Trabalho Escravo, no qual se compromete com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e com a Secretaria de Direitos Humanos, ligada à presidência da República, a não manter contrato com empresas que constem de uma "lista negra" do MTE, suspeitas de manter mão de obra escrava. Ele reforçou que a Zara repudia qualquer violação aos direitos humanos. "É necessário compartilhar essa preocupação entre empresas, sindicatos e poder público", disse. Echevarria participa de audiência pública sobre trabalho escravo promovida pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. A Zara foi denunciada, em maio, pela prática de trabalho escravo em oficinas de confecção em São Paulo. Segundo auditores-fiscais do Ministério do Trabalho, trabalhadores foram encontrados em ambientes insalubres, e recebiam R$ 2 por peça de roupa...

Zara terá de pagar até R$ 20 milhões

O Ministério Público do Trabalho começou ontem a amarrar o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) a ser assinado com a rede de lojas da multinacional Zara, flagrada utilizando roupas produzidas por mão de obra escrava em unidades de São Paulo. Entre as medidas em estudo, uma prevê indenização por danos materiais coletivos em valor, ainda a ser fixado, de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões. O dinheiro será aplicado em programas de saúde e qualificação de trabalhadores resgatados nessa condição.   O primeiro flagrante ocorreu no fim de julho, quando uma equipe do Ministério do Trabalho fechou uma unidade, na zona norte da capital: 16 pessoas, sendo 15 bolivianos, foram resgatadas do local, onde viviam e trabalhavam em condição equivalente à de semiescravos. Em agosto, outras blitze, acompanhadas pelo Ministério Público, constataram o mesmo problema em várias unidades. Na ocasião, a empresa pagou as indenizações individuais de mais de 50 trabalhadores resgatados. Outro item do TAC estabelecerá que, a partir de agora, a Zara e demais grifes que terceirizam a produção de suas marcas terão responsabilidade solidária em toda a cadeia produtiva. Serão inseridos também itens que obrigam o cumprimento de direitos trabalhistas, como salário digno, registro em carteira e meio ambiente saudável. A empresa, em nota distribuída na ocasião, explicou que o problema tinha origem nas empresas terceirizadas para atender as encomendas da grife, mas reconheceu que as irregularidades feriam princípios e interesses do grupo. Em audiência pública na Câmara, o grupo espanhol Inditex, do qual a rede Zara faz parte, pediu desculpas ao País e se comprometeu a resolver o problema. Referência. O objetivo da...

Cobranças públicas dirigidas à grife Zara são intensificadas

São Paulo (SP) – Depois do pedido público de desculpas no Congresso Nacional, executivos que representam a marca Zara, do grupo espanhol Inditex, foram pressionados para que sejam tomadas providências mais efetivas diante da exploração de trabalho escravo de estrangeiros em oficinas de costura que fabricavam peças de roupa da grife internacional. Em reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) na semana passada, parlamentares, representantes do poder público, dirigentes sindicais e membros de entidades que atuam junto aos imigrantes que vivem na maior cidade do país atacaram medidas superficiais e cobraram mudanças que possam resultar em reparações e melhorias efetivas às vítimas da exploração criminosa. Executivos da Zara (à esq.) foram pressionados por deputados e deputadas da Alesp (Foto: MH) Vice-presidente da comissâo e autor do convite aos representantes da empresa, Carlos Bezerra Jr. (PSDB) manifestou "estranheza enorme" diante das respostas evasivas de Enrique Huerta González, presidente da Zara Brasil que não atendeu ao primeiro convite feito pela mesma comissão legislativa, e de Jesus Echevarría, diretor global de comunicação da Inditex. Os dois ocuparam a bancada para reiterar que "nada sabiam" não só a respeito da subcontratação que acabou revelando condições desumanas no processo de confecção de itens da marca, mas também dos possíveis riscos de envolvimento diante dos conhecidos casos de trabalho escravo contemporâneo, principalmente de imigrantes latino-americanos em situação de vulnerabilidade, em oficinas de costura precárias e informais. Causou indignação aos parlamentares a discrepância entre o alegado "desconhecimento" quanto às condições oferecidas a quem confeccionava peças da grife e o rígido controle exercido pela Zara em outros aspectos, como na aferição da qualidade dos produtos e dos lucros obtidos com as vendas. "[A mera justificativa de...

Representante da Zara diz que “não compraria produtos feitos com trabalho escravo”

Em audiência na Comissão de Direitos Humanos da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) nesta quarta-feira (21), o diretor de comunicação da Zara, Jesus Echevarria, afirmou que "não compraria produtos feitos com trabalho escravo". Por três vezes, equipes de fiscalização do governo federal flagraram em São Paulo trabalhadores estrangeiros submetidos a condições análogas à escravidão produzindo peças de roupa da marca internacional Zara, do grupo espanhol Inditex. "Não compraria produtos feitos com trabalho escravo. Isso mostra responsabilidade social nenhuma da empresa", disse Echevarria ao ser questionado pelo deputado Alencar Santana (PT). Mais cedo, o presidente da Zara no Brasil, Enrique Huerta Gonzalez, afirmou que a direção da empresa não tinha conhecimento de que suas peças eram produzidas em oficinas que mantinham trabalhadores em condições análogas à escravidão. Já Luis Alexandre de Faria, auditor fiscal responsável pela operação que flagrou a exploração no Bom Retiro (região central da capital), afirmou que o disque-denúncia criado pela empresa para receber denúncias sobre exploração não vão surtir efeito. "Na nossa avaliação, conhecendo essa população e sua situação vulnerável, as vítimas não vão procurar [o disque-denúncia] justamente por medo de que, acionando esse 0800, a empresa para qual ela trabalha seja descredenciada. Então essa é uma medida absolutamente ineficiente." O convite para que os envolvidos fossem hoje à Alesp partiu do deputado Carlos Bezerra Jr. (PSDB), vice-presidente da comissão, que protocolou ainda pedido de abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar crimes do tipo no Estado de São Paulo.Medidas contra o trabalho escravo Além da criação do disque-denúncia, a Zara afirma que vai reforçar a fiscalização de toda a cadeia...

Presidente da Zara será ouvido na Alesp sobre escravidão na 4ª

O presidente da Zara no Brasil, Enrique Huertas Gonzales, será ouvido na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo às 13h de quarta-feira. Ele deve prestar explicações sobre as denúncias de trabalho escravo que envolvem a grife. Novas imagens de oficinas de trabalho escravo serão disponibilizadas pelo representante da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) apresentará novos dados sobre exploração de trabalhadores no Brasil. Espera-se ainda o relato de um trabalhador que estaria em condições de escravidão. Também participarão da reunião Luis Alexandre de Faria, auditor fiscal responsável pela diligência que apontou novas oficinas têxteis que exploravam trabalhadores no Bom Retiro, região central da capital; Luis Antonio Machado, da OIT; e o padre Mário Geremia, do Centro Pastoral do Migrante. CPIEstá em condições de votação na pauta da Casa projeto de autoria do deputado Carlos Bezerra Jr. (PSDB) para mudar o Regimento Interno da Casa e permitir a instauração imediata de uma sexta CPI, nesse caso, para investigar trabalho escravo nas áreas urbana e rural de São Paulo. Atualmente, o parlamento estadual aceita o funcionamento de até cinco CPIs. Pelas normas, à medida que são concluídas, outras podem ser abertas, respeitando a ordem cronológica de protocolo. A nova proposta foi assinada por 10 dos 15 líderes de bancada e só precisa de maioria simples para ser aprovada. O pedido de criação da CPI obteve 42 parlamentares signatários, superando o mínimo de 32 assinaturas. Ações de fiscalização Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em oficinas na capital paulista e no interior encontraram dezenas de trabalhadores em condições...