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Paulistano usa carvão feito com trabalho escravo e infantil

Megaoperação encontra 34 trabalhadores em condições análogas às de escravo em cinco carvoarias, que, a 100 km de São Paulo, abastecem supermercados da capital

Piracaia (SP) – O morador de São Paulo e de outros municípios do estado que costumam fazer churrasco em casa ou ir às tradicionais churrascarias em sistema de rodízio pode, sem saber, estar contribuindo para a exploração de trabalho escravo e infantil que acontece a apenas cem quilômetros da capital. Uma megaoperação de fiscalização realizada nos dias 21 e 22 de janeiro nos municípios paulistas de Piracaia, Joanópolis e Pedra Bela encontrou 34 pessoas trabalhando em condições análogas à escravidão em carvoarias locais. Além disso, três dos doze estabelecimentos fiscalizados utilizavam trabalho infantil – sete crianças e adolescentes foram afastados do trabalho. A reportagem da Repórter Brasil acompanhou a fiscalização.

A 100 km da capital paulista, vítimas de trabalho escravo produziam carvão sem qualquer equipamento de proteção (Fotos: Stefano Wrobleski/Repórter Brasil)

A 100 km da capital paulista, vítimas de trabalho escravo produziam carvão sem qualquer equipamento de proteção (Fotos: Stefano Wrobleski/Repórter Brasil)

A operação contou com a participação de dezenas de agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) da região de Atibaia (SP), quatorze auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT), técnicos do Instituto Florestal, representantes da Advocacia Geral da União (AGU) e da Justiça do Trabalho. No total, em dois dias foram fiscalizadas doze carvoarias. Todos os trabalhadores explorados em regime de escravidão foram encontrados em Piracaia, em cinco estabelecimentos. As sete crianças e adolescentes afastadas estavam trabalhando em três carvoarias das três cidades onde a fiscalização aconteceu: quatro em Joanópolis, duas em Piracaia e uma em Pedra Bela. Por meio de um decreto presidencial de 2008, o trabalho em carvoaria está incluído na lista das piores formas de trabalho infantil, sendo vedado para qualquer pessoa que tenha menos de dezoito anos.

A investigação teve início em 28 de novembro de 2013, quando agentes da PRF do apreenderam, num posto próximo à cidade de Atibaia, um caminhão contendo carvão. A nota apresentada era falsa. Após meses de trabalho conjunto entre Polícia Rodoviária Federal e MPT, foram constatados fortes indícios de trabalho escravo, infantil e crimes ambientais em quase duas dezenas de carvoarias da região.

Condições degradantes
Depois de passar pelo centro de Piracaia, cidade de cerca de 25 mil habitantes, o comboio de uma das quatro equipes de fiscalização segue por mais alguns quilômetros pela Estrada André Franco Montoro. Tomando uma estrada de terra e cascalho, chega a uma das carvoarias investigadas. Logo de cara, chama a atenção o fato de ela estar localizada ao lado da passagem de um gasoduto da Petrobras – uma placa alerta para o perigo de se acender fogueiras. Numa grande área à esquerda de uma casa de construção simples, muitos quilos de carvão estão guardados dentro de grandes sacos de fertilizantes e de ração animal. Toras de madeiras cortadas estão empilhadas. Dos dois lados, há pátios, cobertos por telhas de zinco, que cobrem mais toras e fornos feitos de tijolo. São 26 no total. Um pouco mais adiante, à direita, há uma banheira velha cheia de água barrenta onde se apoia uma mangueira que vem do meio da mata. Em uma das bordas, repousa uma lata de Nescau vazia e adaptada para funcionar como um copo.

Com hérnia, senhor resgatado da escravidão caminha com as mãos nas costas para suportar a dor

Com hérnia, senhor resgatado da escravidão caminha com as mãos nas costas para suportar a dor

Ainda mais adiante, está um senhor baixo de pele negra, de nascimento e de carvão. Trabalha no estabelecimento, que produz o Carvão A.M.E., há doze anos, sem registro em carteira nem salário. A jornada, em média, é das sete da manhã até as quatro ou cinco da tarde. Ganha por produção. Recebe R$ 1,40 por cada saco de carvão, a cada quinze dias. Ele diz que em dias bons, quando não sente dores, chega a produzir de trinta a quarenta sacos. Apesar da idade avançada, passa o dia carregando toras de madeira pesadas e as jogando dentro dos fornos superaquecidos. As dores são por conta de uma hérnia inguinal que tem há dois anos – está esperando que a realização de uma cirurgia. Quando estão mais fortes, a produção cai muito, e o dinheiro no fim da quinzena também. Hoje, calcula, recebe em torno de R$ 700 por mês, que complementam o salário mínimo que ganha como aposentado.

No local não há refeitório, e o dono da carvoaria não fornece refeição nem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). O carvoeiro de pouco mais de setenta anos traz o almoço de casa, e come onde puder encontrar uma sombra. A água para beber vem da mangueira posicionada na banheira velha e imunda, e é consumida na lata de Nescau. Tampouco há sanitários.

Há trinta anos, o senhor mora numa casa simples dentro de uma fazenda vizinha à carvoaria. Trabalhava para o proprietário, também carvoeiro, até se aposentar. Hoje cuida de uma pequena horta e de uma criação de patos e gansos. A esposa faleceu há treze anos. Dos seis filhos, dois também já morreram. Originário de Cambuí, Minas Gerais, ele mora em Piracaia desde 1958. Nesse mesmo ano, quebrou a perna e perdeu o polegar da mão direita num acidente na produção de carvão.

Trabalho infantil
Nos fundos da casa que fica na entrada da carvoaria, à direita e num nível abaixo do terreno onde estão os fornos de carvão e a madeira pronta para ser carbonizada, um grande galpão é reservado para o serviço de empacotamento do produto resultante do trabalho dos carvoeiros. Lá, uma mulher de 37 anos, o marido, o filho de dezesseis anos e o sobrinho de onze colocam o carvão – que chega ao local por meio de uma espécie de escorregador de madeira, a partir da área dos fornos – dentro de embalagens do Carvão A.M.E. e as fecham com grandes grampeadores. Todos eles, assim como o senhor septuagenário, estão inteiramente cobertos de pó preto.

Crianças e adolescentes também trabalhavam em carvoarias flagradas com escravidão no interior paulista (Fotos: Stefano Wrobleski)

Crianças e adolescentes também trabalhavam em carvoarias flagradas com escravidão no interior paulista

“Difícil arranjar outro serviço na cidade”, diz a mulher. Revela receber 11 centavos para cada quilo de carvão que embala. Em média, ela, o marido e o filho ganham R$ 600 por mês. Cada um dos três repassa R$ 50 para o menino de onze anos, que acabou de passar para a sexta série do ensino fundamental. Ele está há poucas semanas trabalhando na carvoaria, diz a tia. Já o adolescente de dezesseis anos, que acabou de passar para o segundo ano do ensino médio, está há uns três meses no local. Trabalhava em outra carvoaria, mas na queima da madeira. “Lá era muito pesado o trabalho. Por isso o trouxe para cá, para fazer um serviço mais leve”, conta a mãe. De férias da escola, trabalha, em média, das sete e meia da manhã às seis da tarde. A mulher garante que o adolescente quer trabalhar para ter o próprio dinheiro.

Contatada pela Repórter Brasil, Elisabeth Cardoso, responsável pela empresa que produz a marca Carvão A.M.E., disse que a carvoaria estava colocando um fiscal na entrada para impedir a entrada de crianças. Em relação aos casos de trabalho escravo, afirmou estar regularizando a situação. “Os itens de segurança já foram comprados, já tem banheiro lá. Vou pedir para fazer análise da água para mostrar que é potável. Enquanto isso, vamos comprar água engarrafada.”

Churrascarias e açougues
Nas outras duas carvoarias de Piracaia fiscalizadas no primeiro dia da megaoperação, foram encontrados mais trabalhadores em condições análogas à escravidão. Na carvoaria Bonsucesso, que segundo um de seus proprietários fornece carvão para churrascarias da capital paulista e de outras cidades de interior do estado, três homens faziam jornada de em torno de dez horas diárias, não possuíam registro em carteira de trabalho, não utilizavam equipamentos de proteção e não tinham água potável à disposição. As refeições, trazidas de casa, eram consumidas no próprio local de trabalho, próximo aos fornos. A apenas alguns metros de distância dos fornos e do fogo, havia um tanque onde se costumava armazenar litros de óleo diesel, combustível que abastecia os caminhões utilizados para o transporte da produção. Os três empregados ganhavam em torno de 70 centavos pela produção de cada saco de 8 quilos.

Tanque de óleo diesel ficava próximo a fornos de carvão onde trabalho escravo foi flagrado (Foto: Stefano Wrobleski)

Tanque de óleo diesel ficava próximo a fornos de carvão onde trabalho escravo foi flagrado

Dois dos trabalhadores dormiam em suas próprias casas no município de Piracaia. Um deles, no entanto, dividia a estadia entre a casa da irmã na cidade e dois cômodos na própria carvoaria. No dia da fiscalização trabalhista, um dos quartos estava em condições extremamente insalubres de habitação. Em cerca de vinte metros quadrados, acumulavam-se uma geladeira, uma pia, uma televisão de 29 polegadas, uma poltrona velha e quase uma dezena de monitores de computador apoiados em estantes de ferro. Aos fios de eletricidades que atravessavam todo o cômodo somavam-se inúmeros objetos jogados no chão. Um colchão dobrado e uma cumbuca com ração de gato repousavam em meio à sujeira e ao lixo. Na pia, restos de comida num prato e pó de carvão acumulado.

Restos de comida e pó de carvão acumulado na pia do alojamento de um dos resgatados contribuiu para a degradância do local

Restos de comida e pó de carvão acumulado na pia do alojamento de um dos resgatados contribuiu para a degradância do local

“Me escondo lá”, revelou à reportagem o trabalhador de 42 anos. Ele cozinhava num fogão improvisado com tijolos e grelhas do lado de fora e mantinha uma horta com tomate, pimenta, salsinha e quiabo. Nascido em Cambará, no Paraná, o carvoeiro vivia havia vinte anos em Piracaia. Na Carvoaria Bonsucesso, trabalhava há quinze. Há dois, dormia com frequência no local. Segundo ele, gostava de mexer nos computadores de noite. Fez um curso de técnico em informática e só aguarda o diploma para tentar seguir nova profissão. Não ambiciona, no entanto, largar o ofício de carvoeiro. Quer arrumar outro emprego para aumentar a renda.

Afonso Aparecido da Silva, um dos proprietários da Carvoaria Bonsucesso afirmou à reportagem que discorda do entendimento do MPT e do MTE sobre o flagrante de trabalho escravo em sua carvoaria. “Os trabalhadores que estavam aqui recebiam devidamente os salários. Mas como não pagávamos os encargos públicos, estão falando que usamos mão de obra escrava. Isso acontece em toda a região, com todos os meus concorrentes. Não há um único funcionário sendo judiado. Pelo contrário, é ele que manda no próprio serviço, já que o pagamento é por produção”, diz.

Outra carvoaria de Piracaia flagrada com trabalho escravo, que produzia marca própria, o Carvão Atibainha, também vendia sua produção para as marcas Tennessee, Vila Carrão, São Carlos e Le Petit Filet. O padrão de violações era semelhante às das demais carvoarias onde houve flagrante de trabalho escravo: falta de registro em carteira, pagamento por produção, e falta de equipamentos de proteção, refeitório, sanitário e água potável. O fechamento das embalagens era feito por meio de uma máquina, manuseada pelos trabalhadores. O risco de lesões nas mãos era evidente. Antes de ir para Piracaia, um dos trabalhadores contou que trabalhava na limpeza dos vidros de um prédio na Avenida Paulista, em São Paulo. Com duas hérnias, sem conseguir mais emprego com carteira assinada, mudou de profissão. Há um mês trabalhando como carvoeiro, ganhava em torno de R$ 900 por mês, R$ 26 por cada forno que enchia com madeira.

Trabalhadores fechavam embalagem de carvão com máquina perfurante sem qualquer equipamento de proteção

Procurada, a Central de Carnes Tennessee, rede de açougues da capital paulista dona da marca de carvão Tennessee, não havia enviado um posicionamento até o fechamento desta reportagem. Já os responsáveis pelo Carvão Atibainha não quiseram dar declarações. A reportagem não obteve sucesso em contatar as demais marcas.

Em Joanópolis, a operação constatou inúmeras irregularidades trabalhistas, mas que não configuraram trabalho análogo à escravidão, segundo os fiscais. No município, no entanto, foram encontrados quatro casos de trabalho infantil, em uma carvoaria cujo cliente exclusivo era o Carvão São José. Em Pedra Bela, tampouco houve flagrante de escravidão, mas uma criança foi encontrada trabalhando.

À Repórter Brasil, José Roberto Veríssimo, um dos proprietários do Carvão São José, que divulgou uma nota à imprensa, afirmou que a empresa não tinha conhecimento das condições de trabalho de sua fornecedora. Além disso, disse que na verdade eram três adolescentes empregados, não quatro. “Temos seis produtores parceiros, e somente um deles apresentava condições que a gente desconhecia. Eles embalam nossos produtos, somos a última ponta da cadeia. Recebemos a visita dos representantes do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho e eles disseram que tínhamos sim responsabilidade”. Na quinta-feira, 23, a empresa, na presença da Justiça do Trabalho, indenizou os adolescentes que trabalhavam na carvoaria e registrou os demais trabalhadores. Além disso, assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) se comprometendo a ajudar a sanar as violações encontradas. “Pretendemos, em vez de abandonar nosso fornecedor, ajudá-lo a montar um sistema de empacotamento modelo, para que amanhã a mídia volte e veja o que foi feito”, diz Veríssimo.

As mãos, negras de pele e de carvão, de um dos trabalhadores resgatados no interior paulista

As mãos, negras de pele e de carvão, de um dos trabalhadores resgatados no interior paulista que não usava equipamento de proteção

Ciclo vicioso
No segundo dia da megaoperação, foram encontrados quinze trabalhadores em condições análogas à escravidão em duas carvoarias de Piracaia pertencentes à mesma empresa, o Carvão Cacique, de Bragança Paulista. Segundo o auditor fiscal José Weyne Nunes Marcelino, coordenador de um dos grupos móveis nacionais de combate ao trabalho escravo, a maioria dos trabalhadores resgatados trabalhavam no plantio e corte do eucalipto usado na produção de carvão. “Eles recebiam apenas a cada três ou quatro meses. Por isso, ficavam endividados nos mercados na cidade e eram obrigados a continuar a trabalhar para poderem receber e pagar as dívidas. Era um ciclo vicioso feito, consciente ou inconscientemente, para manter o pessoal no trabalho”, diz.

A empresa que comercializa o Carvão Cacique não foi localizada pela reportagem.

Na quinta-feira, 23 de janeiro, sete carvoarias fiscalizadas pela megaoperação assinaram TACs diante do MPT se comprometendo a eliminar as violações trabalhistas encontradas e a não contratar mão de obra infantil. Destas, três foram flagradas com trabalho escravo – elas se comprometeram a pagar verbas rescisórias e indenizações individuais aos resgatados até segunda-feira, dia 27.

Confira na galeria abaixo outras fotos da fiscalização. Clique em cada uma para ver em alta resolução e sua descrição


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26 Comments

  1. Lamentável saber que em pleno século XXI ainda temos que conviver com este tipo de coisa. É desumano, sobretudo, quando envolve criança. Onde estão as autoridades que não veem este tipo de coisa? Já sei: o Brasil só irá voltar os olhares para esses e milhares problemas dessa ordem quando a Copa acabar! Quem sabe até lá consigam encontrar pessoas vivas!

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  2. É lamentável saber que situações como estas acontecem. Total descumprimento da legislação trabalhista e descaso com a saúde e segurança dos trabalhadores.

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  3. É de fundamental importancia que sejam divulgados os nomes e CNPJ das empresas nas quais foi encontrado trabalho escravo. Um consumidor consciente poderia fazer sua parte também, deixando de comprá-los

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  4. CADE O PARTIDO DOS TRABALHADOR ( PT ) MOVIMENTO SEM TERRA ( MST ) QUE IRIA RESOLVER TODOS ESTE PROBLEMAS SOCIAIS DO NOSSO PAÍS ! ELE ESTÃO INVESTINDO EM CUBA NESTE MOMENTO E SE HOSPEDANDO EM HOTEL LUXUOSO DE UMA DIÁRIA NO VALOR DE R$ 26.000.00 ! ISTO É UMA VERGONHA .

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  5. Essas operações de fiscalização devem ser constantes. É preciso manter a vigilância, pois algumas empresas e empresários oferecem algumas desculpas quando são flagrados apenas aguardando a “poeira” abaixar para retornarem a rotina de violações. Tudo isso em nome de interesses econômicos (dos empresários) e de sobrevivência e falta de oportunidades (dos escravizados).

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  6. É triste, que em pleno século XXI, ainda somos obrigados a conviver com esse tipo de coisa, cadeia é pouco para esse tipo de gente, que quer ganhar dinheiro utilizando mão de obra escrava. teriam que perder tudo que possuem. já que foi adquirido usando trabalhadores como escravos. Sou membro da Walk Free, e o que podemos ver, é que esse tipo de situação não ocorre só no Brasil, mas em várias parte do mundo. Precisamos de uma legislação internacional de combate ao trabalho escravo, No Brasil é mais que simplesmente uma questão política, e sim um caso de policia.

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  7. Apesar de lamentável, não podemos julgar o povo paulistano assim! O povo paulistanos sempre acolheu pessoas de toda parte , oferecendo trabalho, e sempre mandou dinheiro pra fora pra ajudar no sustento de muitos fora daqui… Prisão pra esses bandidos.. mas não incriminem o povo paulistano!

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  8. O Brasil vem de alguns anos para cá com a fiscalização diminuindo o trabalho escravo e infantil por meio de políticas sociais e trabalhistas, mas esta forma de trabalho ainda existe comprometendo a vida dos trabalhadores que lá ganham o sustento de suas vidas. É urgente aumentar a fiscalização e a eficácia da mesma, em ações articuladas dos governos federal e estadual contra esses empresários do setor da carvoaria. PRISÃO PARA ESSES EMPRESÁRIOS!

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  9. Maior absurdo ainda é as Prefeituras destas cidades que estão ali do lado e não viam isso. Ou seja completamente conivente com este crime. O que importava era o imposto recolhido aos cofres publicos, nunca se preocuparam em averiguar e fiscalizar a empresa. Bando de Hipocritas.

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  10. O que os prefeitos dessas cidades dizem a respeito?

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  11. Aqui em Piracaia assim como em outras várias cidades, os problemas não param de crescer! Infelizmente o ser humano consegue superar as estatísticas de auto destruição! Num futuro breve, Piracaia que já foi a terra produtora de muita água vai virar deserto! Incrivelmente, por tanta monocultura de Eucalipto especificamente direcionado à produção de carvao, nossa Piracaia está em processo de desertificação! Por obra divina ou força do destino, nós PIRACAIANOS, (pessoas que vem de fora) acabamos por afinidade nos encontrando e hoje junto com os PIRACAiENSE (Pessoas nascidas em Piracaia) trabalhamos pela mudança, pela construção de uma cidade mais orgânica, mais limpa. Através da Associação Piracaia Orgânica, estamos trabalhando não apenas por uma cidade melhor, mas sim por um mundo melhor, onde somos algumas celulas se aglutinando em vários pontos e de vários lugares e que um dia infectará todo o mundo, transformando nosso mundo através de sonhos e perspectivas de um futuro promissor! Ajudem nos, conheça nossa proposta!!!

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  12. Parabéns pela reportagem,. A maneira mais eficiente de combater tal crime é penalizar e multar os compradores com crime de receptação e formação de quadrilha.

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  13. faltou uma tabela/quadro com os nomes das empresas.

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  14. Com os valores que a Senhora \Dilma tem presenteado a elite “zelite” que governa Cuba, daria para transformar centenas de escolas em período integral e a educação garantiria um futuro melhor para todos nós. Deixamos de dar uma educação de qualidade para crianças trabalhadoras brasileiras, para manter a mordomia de quem nunca trabalhou na vida. Isto é obra do Partido dos Trabalhadores, Dá pra entender ?

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  15. Trabalho escravo no Brasil continua de uma forma vil e covarde, atitude bem característica de monstros proprietários de fazendas, empresas de confecções, carvoarias como esta que a reportagem mostra, e até de monstros que contratam jovenzinhas nordestinas ou de outros rincões sob a desculpa de cuida-las, mas no fundo é só para explorá-las. Na minha modesta opinião o que falta ao nosso país é guilhotina, uma tomada da bastilha tupiniquim. Precisamos nos livras desses políticos que são verdadeiras raposas tomando conta de galinheiro. É necessário darmos um basta

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  16. Sou um militante da causa pela Erradicação do Trabalho Infantil. Existe um desrespeito contra os Direitos Humanos e esse fato reafirma o lago egoísta das pessoas que continuam a atuar e viver dos esforços de crianças e adultos em situações análogas a de escravo. Vibrei muito quando o M. Contrim, Polícia Rodoviária Federal, contou em detalhes a operação. Ontem informei ao gerente de um supermercados que ele estava vendendo carvão contaminado com o vírus do trabalho indecente. Ficou assustado e prometeu levar o caso a Diretoria. Nem de longe, penso que, ao pagar uma pizza, estou ajudando a alimentar situações com esta. Parabéns mesmo!

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  17. Finalmente! Chegaram aqui em Joanopolis. Agora, falta a fiscalização nas chamadas confecções

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  18. Desde de o início do governo do PT é que se intensificaram as fiscalizações no meio rural e urbano no sentido de coibir o trabalho análogo à escravidão, muito foi feito até agora, mas ainda há muito por fazer.
    Parabéns aos fiscais do Ministério do Trabalho que cada dia tem revelado ao Brasil os maus patrões, péssimos brasileiros que fazem do povo simples, pobre e analfabeto, mão de obra barata…
    A maioria dos que falam que o maior problema do Brasil é a educação escolar, falam da boca pra fora, como por exemplo o jornalista Alexandre Garcia. Bem sabe ele e os senhores feudais da empresa em que ele trabalha que, se a educação funcionar bem no Brasil, sua empresa vai à falência, pois ninguém vai assistir nada que ela apresenta, também não termos mais trabalhadores se sujeitando a esse tipo degradante de trabalho, como das carvoarias e, seus empresários vão falir também…

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  19. A MAIORIA DOS COMENTÁRIOS AQUI VEICULADOS SE DÃO CONTA APENAS DO PAPEL DO GOVERNO FEDERAL NO CASO, MAS ESQUECERAM QUE QUEM TOMOU A INICIATIVA DE INVESTIGAÇÃO FOI A ESFERA FEDERAL, POLICIA RODOVIÁRIA FEDERAL, MPF, MPT, AGORA EU PERGUNTO, E O GOVERNO ESTADUAL DO PSDB, ESTÁ FAZENDO O QUE PARA ACABAR COM ESSE TRABALHO ESCRAVO DENTRO DO ESTADO MAIS RICO DO PAÍS A QUAL ELE GOVERNA? O SR. GOVERNADOR NEM SABIA QUE ISSO ACONTECIA AQUI, DEBAIXO DO SEU NARIZ, ISTO SIM É UM ABSURDO, TRABALHO ESCRAVO E INFANTIL NUM ESTADO COMO SÃO PAULO, PELO AMOR DE DEUS, NÃO???

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  20. Antes de toda essa mega operação todo os “escravos” trabalhavam e tinham seu dinheiro o ibope foi tão grande falando sobre os patrões mais se esqueceram de perguntar no que essa pessoas estão trabalhando hj? Onde essa pessoas vão conseguir arrumar dinheiro já que foram dispensados de seus trabalhos escravo e assalariado? Quero ver se alguma das milhares de pessoas que criticaram os responsáveis das carvoarias vão me responder essa pergun segui abaixo meu número pra quem souber a resposta: Nextel (11) 947272662

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  21. Carros, Caminhões e ônibus sendo incendiados com dezenas de país de famílias dentro em rodovias esburacadas com pedágios a preços exorbitantes enquanto isso a PRF se dirige a Piracaia pra tirar o sustento de dezenas de famílias, só porque o funcionários das empresas recebiam o dinheiro que era pra ser encaminhado ao governo de um pais onde até pra defecar é necessário pagaimposto, parabéns Rede Record de televisão você esta fazendo seu dever para com o governo, mais não se esqueça que quem assiste suas reportagens somos nos o povo.

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  22. Anderson Cipó

    Me explica como o silviculturismo esta acabando com a água de Piracai olha pra cima o Sol esta consumindo até seus neurônios será que ele não esta consumindo sua água ou será que o senhor esta bebendo muita água, pesquisa um pouco mais vai.

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  23. Piracaia é aqui do lado gente sabiam que antes de os senhores estarem falando mal de empresários só pq leram uma reportagem garanto que quando os senhores forem até lá e conversarem com os patrões e os funcionários se os senhores não mudaram com esse comentários bem formulados mas pensados por uma criança

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  24. eu estava procurando uma matéria assim para um trabalho na escola e fiquei chocada com essa, as imagens e tudo mais isso me impressionou bastante, gostaria de poder fazer algo mas como n posso vou orar para que Deus abençoe cada uma dessas pessoa e crianças que estão passando por isso e espero que Deus perdoe as pessoas que fazem essa maldade …

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  25. meu morreu trabalhando em uma carvoaria em piracaia

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  26. É lamentável que esse tipo de trabalho ainda esteja acontecendo no maior estado brasileiro…!!!

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