ONG Repórter Brasil

Missão 

Identificar e tornar públicas situações que ferem direitos trabalhistas e causam danos socioambientais no Brasil visando à mobilização de lideranças sociais, políticas e econômicas para a construção de uma sociedade de respeito aos direitos humanos, mais justa, igualitária e democrática.

– Conheça a história da Repórter Brasil
– Leia a síntese das Atividades da Repórter Brasil em 2013 (a de 2014 está em produção)
– Transparência: Financiamento, Prestação de Contas e Auditorias
– Veja os Objetivos, os Princípios e o Estatuto e veja quem faz parte da Diretoria e do Conselho Fiscal
– Premiações e homenagens
– Conheça a equipe da Repórter Brasil

Quem somos – A Repórter Brasil foi fundada em 2001 por jornalistas, cientistas sociais e educadores com o objetivo de fomentar a reflexão e ação sobre a violação aos direitos fundamentais dos povos e trabalhadores no Brasil. Devido ao seu trabalho, tornou-se uma das mais importantes fontes de informação sobre trabalho escravo no país. Suas reportagens, investigações jornalísticas, pesquisas e metodologias educacionais têm sido usadas por lideranças do poder público, do setor empresarial e da sociedade civil como instrumentos para combater a escravidão contemporânea, um problema que afeta milhares de pessoas.

Estrutura – A Repórter Brasil possui duas áreas principais de atuação que reúnem todos os seus projetos: Jornalismo e Pesquisa, responsável pela produção de informação e análises que subsidiam lideranças sociais, políticas e econômicas; e Metodologia Educacional, voltada para difusão de informações sobre direitos e intercâmbio de conhecimento, envolvendo acadêmicos, educadores, trabalhadores e lideranças comunitárias. Duas outras áreas fortalecem o trabalho desenvolvido pelas equipes, uma de articulação e representação em diferentes âmbitos institucionais, e uma de estrutura financeira e administrativa. A Repórter Brasil tem suas contas analisadas por auditoria independente anualmente.

PROGRAMAS DA REPÓRTER BRASIL

Jornalismo
 – Considerada o principal centro de informações sobre combate ao trabalho escravo no Brasil, a Repórter Brasil ampliou sua área de atuação ao longo dos anos e hoje, com cobertura variada sobre violações de direitos humanos e questões socioambientais, tem influenciado na formulação de políticas públicas e servido como referência para outros veículos de imprensa. O site reporterbrasil.org.br é tido como referência não só no Brasil, mas também no exterior, sendo comum o intercâmbio de informações com jornalistas de alguns dos principais veículos de imprensa do planeta.  Com a estratégia de distribuição gratuita de conteúdo e licença aberta para livre reprodução, a equipe consegue ampliar o alcance de denúncias e colocar na agenda da sociedade brasileira temas de fundamental importância, tais como tráfico de pessoas, trabalho infantil, superexploração de trabalho em frigoríficos, no setor têxtil, impactos ambientais do uso de veneno, entre outros.

Com o objetivo de ampliar o alcance das informações reunidas pelos diferentes programas da organização, a Repórter Brasil constituiu um núcleo de produções audiovisuais, responsável por produzir documentários de temática socioambiental desde 2006. Tal núcleo procura trazer à tona questões que nem sempre ganham visibilidade. Das produções recentes, destaque para o premiado documentário Carne, Osso, que foi produzido em 2011 e aborda as condições de trabalho em alguns dos principais frigoríficos do país.

Pesquisa 
- A Repórter Brasil desenvolveu uma metodologia para identificação e rastreamento de cadeias produtivas e realiza pesquisas que investigam e analisam problemas sociais, trabalhistas e ambientais em relações comerciais. Desde 2003, quando o trabalho teve início, a equipe mapeou cadeias produtivas de centenas de empresas com atuação no Brasil e no exterior, ampliando a transparência e fornecendo informação necessária para transformações. Em diálogo com o setor empresarial, o mapeamento de cadeias produtivas favoreceu a criação do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, acordo que reuniu 400 empresas comprometidas a não manter relações comerciais com quem explora trabalho escravo; juntas, tais empresas têm faturamento que representa mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. As pesquisas também contribuíram com a Moratória da Soja, os pactos Conexões Sustentáveis, os acordos do Greenpeace e do Ministério Público Federal com frigoríficos para combater os impactos da pecuária na Amazônia brasileira e da produção ilegal de carvão. A metodologia tornou-se referência, e passou a ser adotada também por outras organizações em outros países.

O Centro de Monitoramento de Commodities e Agrocombustíveis (CMA) da Repórter Brasil é uma das principais referências em pesquisas e informações sobre culturas agroenergéticas (cana de açúcar, soja, mamona, dendê etc) e agrocombustíveis (etanol, biodiesel e carvão) no país.  Suas análises técnicas contribuem para uma crítica objetiva sobre os impactos socioambientais, trabalhistas, fundiários e econômicos de tais produções. As pesquisas repercutem em veículos de comunicação no Brasil e no exterior, e são usadas como referência por universidades e centros de pesquisa de todo o planeta, e por empresas nacionais e multinacionais. Os relatórios (cuja versão digital pode ser acessada gratuitamente) estão disponíveis em português, inglês e espanhol, e foram distribuídos na Alemanha, Argentina, Bélgica, Bolívia, Estados Unidos, Espanha, França, Holanda, Itália, Paraguai, Portugal, Reino Unido, Suíça, Uruguai e Venezuela. Para realizar seu trabalho de pesquisa, o CMA percorreu mais de 100 mil km em 17 estados, e firmou parcerias com mais de 50 organizações.

Educação – O Escravo, nem pensar! (ENP!) é o primeiro programa educacional de prevenção ao trabalho escravo a atuar em âmbito nacional. Com o desenvolvimento de metodologia educacional própria, desde 2004 o ENP! atua em comunidades em áreas de alta vulnerabilidade social, suscetíveis a violações de direitos humanos como trabalho escravo e tráfico de pessoas.  Suas linhas de ação incluem formação para educadores e lideranças comunitárias; elaboração de publicações didático-pedagógicas; e apoio técnico-financeiro a iniciativas comunitárias locais. Tais atividades já alcançaram mais de 140 municípios em oito estados brasileiros, beneficiando mais de 200 mil pessoas. O programa também foi incluído nominalmente na segunda edição do Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo e consta como meta ou ação de planos estaduais como os do Mato Grosso, Pará, Tocantins e Maranhão. É considerado referência e citado como exemplo por agências das Nações Unidas.

Articulação – A Repórter Brasil é membro da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo de São Paulo e da Comissão Municipal para a Erradicação do Trabalho Escravo de São Paulo e, ao longo dos anos, tem contribuído com o desenvolvimento de políticas para a erradicação desse crime. A organização desempenhou, desde 2003, um papel fundamental na aprovação da PEC do Trabalho Escravo, que prevê o confisco de propriedades em que esse crime seja encontrado – que veio a ser promulgada em junho de 2014. Foi a relatora do II Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo e contribuiu com a organização de planos estaduais por todo o país. É responsável por coletar adesões de candidatos a cargos públicos à Carta Compromisso contra o Trabalho Escravo, a cada eleição desde 2006, que prevê uma série de ações a serem tomadas pelo eleitos. A Repórter Brasil também é considerada um ator internacional relevante, participando de ações globais coletivas, contribuindo com a elaboração de acordos e convenções internacionais e ministrando conferências sobre o desenvolvimento de políticas de combate a esse crime.