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A vida dentro de uma mega obra

Revolta, paixões, ambição, mortes. Documentário revela os bastidores da construção de Jirau, uma das maiores usinas hidrelétricas do Brasil.

Uma construção faraônica que alojou 25 mil operários em meio à floresta amazônica. Uma obra que custou R$ 15 bilhões e consumiu mais de dois milhões de metros cúbicos de concreto para barrar o imponente rio Madeira, em Rondônia. Um processo de licenciamento que custou a cabeça da linha de frente do Ibama. Um empreendimento que despertou ambições, paixões, iras e deixou muitos corações partidos na ex-pequena vila de Jaci Paraná, a 90 quilômetros de Porto Velho.

 

 

A hidrelétrica de Jirau é o ponto de partida do novo documentário da Repórter Brasil, Jaci – Sete Pecados de Uma Obra Amazônica. Ao longo de quatro anos, a equipe seguiu as aventuras de trabalhadores que saíram de diversos estados para erguer a barragem sob o sol inclemente de Rondônia. Depoimentos de autoridades e especialistas, além das diversas pessoas que tiveram suas vidas transformadas pela obra, ajudam a pintar um retrato em cores vivas dos impactos sociais, ambientais e trabalhistas da construção da usina de Jirau – terceiro maior potencial hidrelétrico do Plano de Aceleração do Crescimento. Mais de 30 tipos de câmeras foram usadas no documentário, que conta com imagens internas que só os próprios operários poderiam captar.

Jaci Paraná, comunidade de pescadores que viu sua população quadruplicar com a chegada da usina, é o palco do filme. É lá que os trabalhadores encontram o alívio das tensões da obra e para onde milhares de pessoas foram atraídas na esperança de conseguir um emprego ou prestar serviços. Entre elas, centenas de prostitutas, que também migraram de outras cidades e estados.

Jaci pulsa com as transformações provocadas pela usina e é onde os principais atores dessa trama amazônica se encontram.

 

jaci_casal

 

O longa-metragem toca em temas bastante atuais como a ausência de controle sobre empreiteiras que executam obras públicas bilionárias, a crise de representação sindical, a precarização do trabalho decorrente da terceirização e a transformação da Amazônia por mega obras de infraestrutura.

O filme estreou na seleção do festival “É Tudo Verdade” – um dos mais prestigiados do gênero – e foi exibido em festivais e exibições especiais por todo o país, como na vila que empresta o nome ao filme, Jaci Paraná, em Rondônia.

 

Ficha técnica
“Jaci – Sete Pecados De Uma Obra Amazônica”
Realização: Repórter Brasil, 2015
Duração: 102 minutos
Direção: Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros
Roteiro: Ana Aranha, Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros
Fotografia: Cauê Angeli e Marcelo Min
Pesquisa: Ana Aranha e Carlos Juliano Barros
Montagem: Caio Cavechini
Produção Executiva: Ana Aranha e Leonardo Sakamoto
Trilha sonora: Pedro Penna
Mixagem: Fernando Ianni
Finalização: Cauê Angeli e Rafael Armbrust
Narração: Leonardo Sakamoto

Seleção Oficial “É Tudo Verdade”

 

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2 Comments

  1. Gostaria de saber se há uma previsão para o documentário Jaci – Sete Pecados de Uma Obra Amazônica estar disponibilizado para ser assistido via internet. Gostaria muito de ver.

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  2. gostaria muito de assistir o documentário completo de jaci paraná.

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