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Trabalhadores encontrados em situação similar à escravidão retornam ao Maranhão

Cinco trabalhadores da construção civil, contratados em São Luis (MA) e que viviam em situação similar à escravidão em Bauru, conforme relatou o procurador do Trabalho, Marcus Vinícius Gonçalves, retornaram nesta quarta-feira para o Estado natal. Eles estavam em Bauru desde dezembro do ano passado. Vieram em busca do sonho de melhores condições de vida e, segundo eles, com promessas de piso salarial de R$ 990 e adicional por produtividade, além de alimentação e moradia. Nesta quarta voltaram para a casa com um misto de decepção pelo sonho desfeito, mas com a satisfação de, enfim, ter seus direitos respeitados. Eles foram resgatados no último dia 28 de abirl em um alojamento na zona sul, durante fiscalização do Ministério do Trabalho, em situação precária. "Comida era de péssima qualidade e higiene ruim. Faltava banheiro com água quente", contou José Alves Borges, 24 anos. Além disso, o grupo estava sem receber salários há dois meses, conforme lembrou Francinaldo Silva dos Santos, 23. "Nunca mais deixo o Maranhão", emendou José Ribamar Alves Borges, 24, satisfeito e aliviado com o desfecho. A MRV, onde os trabalhadores prestavam serviços, decidiu "por mera liberalidade" pagar todas as verbas rescisórias, como FGTS, décimo-terceiro e férias proporcionais, entre outras coisas devidas aos trabalhadores, além de passagens terrestre e verba para despesa de viagem, perfazendo um total de aproximadamente R$ 30 mil. O Ministério do Trabalho também decidiu emitir guia especial para recebimento de seguro desemprego. Representantes da MRV presentes à audiência preferiram não falar à imprensa nesta quarta. Já os sócios da CF Camargo atribuíram o atraso no pagamento dos salários à demora nos repasses pela MRV e à burocracia. O procurador Marcus Vinícius Gonçalves afirmou que serão intensificadas as fiscalizações nesta área, inclusive em relação ao fornecimentos de EPIs (Equipamentos de Proteção Individuais), como capacetes, nos canteiros de obras.

Cinco trabalhadores da construção civil, contratados em São Luis (MA) e que viviam em situação similar à escravidão em Bauru, conforme relatou o procurador do Trabalho, Marcus Vinícius Gonçalves, retornaram nesta quarta-feira para o Estado natal.

Eles estavam em Bauru desde dezembro do ano passado. Vieram em busca do sonho de melhores condições de vida e, segundo eles, com promessas de piso salarial de R$ 990 e adicional por produtividade, além de alimentação e moradia.

Nesta quarta voltaram para a casa com um misto de decepção pelo sonho desfeito, mas com a satisfação de, enfim, ter seus direitos respeitados.

Eles foram resgatados no último dia 28 de abirl em um alojamento na zona sul, durante fiscalização do Ministério do Trabalho, em situação precária.

"Comida era de péssima qualidade e higiene ruim. Faltava banheiro com água quente", contou José Alves Borges, 24 anos. Além disso, o grupo estava sem receber salários há dois meses, conforme lembrou Francinaldo Silva dos Santos, 23. "Nunca mais deixo o Maranhão", emendou José Ribamar Alves Borges, 24, satisfeito e aliviado com o desfecho.

A MRV, onde os trabalhadores prestavam serviços, decidiu "por mera liberalidade" pagar todas as verbas rescisórias, como FGTS, décimo-terceiro e férias proporcionais, entre outras coisas devidas aos trabalhadores, além de passagens terrestre e verba para despesa de viagem, perfazendo um total de aproximadamente R$ 30 mil.

O Ministério do Trabalho também decidiu emitir guia especial para recebimento de seguro desemprego. Representantes da MRV presentes à audiência preferiram não falar à imprensa nesta quarta.

Já os sócios da CF Camargo atribuíram o atraso no pagamento dos salários à demora nos repasses pela MRV e à burocracia. O procurador Marcus Vinícius Gonçalves afirmou que serão intensificadas as fiscalizações nesta área, inclusive em relação ao fornecimentos de EPIs (Equipamentos de Proteção Individuais), como capacetes, nos canteiros de obras.


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