Tag: Direitos Trabalhistas

McDonald’s lança cartilha que ensina empregados a gerir baixos salários

McDonald’s lança cartilha que ensina empregados a gerir baixos salários

O McDonald’s criou, em conjunto com a Visa, uma página na internet – Practical Money Skills – para orientar seus funcionários a serem “bem-sucedidos financeiramente” com os ganhos recebidos na empresa, um ambiente de trabalho “gratificante e compensador”. A campanha, realizada pelas sedes das duas companhias nos Estados Unidos, procura guiar os empregados da rede de fast foods a gerirem sua remuneração salarial. O salário de um empregado do restaurante é, em média, de US$ 8,25 por hora nos EUA. No site, há uma cartilha que ensina, passo a passo, a “melhor maneira de gastar seu dinheiro”. Entre as recomendações o guia propõe um orçamento mensal de US$ 20 para despesas com saúde. No país, porém, não há sistema público de saúde, e toda e qualquer necessidade médica deve passar por hospitais ou clínicas particulares. A cartilha também prevê que um funcionário do McDonald’s inclua no orçamento os ganhos com um segundo emprego. Além disso, há uma versão da página em espanhol. O documento, ainda, não leva em consideração diferenças do custo de vida nas diferentes regiões do país, bem como não faz qualquer menção a gastos para indivíduos que tenham de sustentar uma família. Procurada pela reportagem para comentar o caso, a assessoria de imprensa da empresa alocada no Brasil disse que não iria se pronunciar por se tratar de uma questão relacionada à franquia estadunidense. Segundo números da própria companhia, a rede emprega mais de 1,7 milhão de pessoas e tem 33 mil restaurantes em todo o mundo, em mais de 119 países. De acordo com levantamento das melhores corporações para se trabalhar no mundo, realizado pela companhia “Great Place to Work”, a rede de restaurantes foi eleita a 4ª melhor transnacional...
Auditor do trabalho é espancado durante fiscalização em obra no Rio Grande do Sul

Auditor do trabalho é espancado durante fiscalização em obra no Rio Grande do Sul

O auditor fiscal do trabalho Sérgio Augusto de Oliveira ficou gravemente ferido durante fiscalização no município de Campo Bom, na região metropolitana de Porto Alegre (RS). Segundo a Superintendência Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul, ele foi atacado pelos donos de uma construtora enquanto fazia a fiscalização em uma obra. O caso foi encaminhado para a Polícia Federal. O nome da empresa não foi divulgado. Em depoimento à Repórter Brasil, o auditor afirmou que temeu por sua vida no ataque. “Quase me mataram lá”, resumiu. Na profissão há 17 anos, Sérgio conta que chegou ao local sozinho na manhã de 14 de maio e foi orientado pelos funcionários a se dirigir à sala da gerente. Segundo ele, ao ser informada sobre a fiscalização, ela tentou prendê-lo em sua sala, mas, sem conseguir, chamou outras sete pessoas que, com socos e pontapés, o espancaram por meia hora até que perdesse a consciência. Ele tentou fugir quando acordou, mas foi derrubado e perdeu mais uma vez a consciência. Só na terceira tentativa conseguiu escapar. De acordo com o chefe da Seção de Fiscalização do Trabalho de Porto Alegre, José Panatto Cardoso, foi a ajuda de um dos empregados da obra que salvou a vida do auditor. Sérgio também disse que sua identidade, documentos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), celular e óculos foram furtados durante a agressão. Socorrido pela Polícia Militar, ele foi levado ao hospital e teve que se afastar por 32 dias do trabalho para se recuperar. Chacina de Unaí deve ser julgada em Belo Horizonte Outro atentado contra auditores fiscais do trabalho, a Chacina de Unaí deve ser julgada em...
Em protesto global, organizações denunciam violações trabalhistas do McDonald´s

Em protesto global, organizações denunciam violações trabalhistas do McDonald´s

Organizações não-governamentais, sindicatos e associações de defesa de direitos de imigrantes organizam um protesto global, nesta quinta-feira, 6, para denunciar violações trabalhistas por parte da rede de restaurantes McDonald´s. Ações devem acontecer em pelo menos 33 países (veja o site do protesto, em inglês). A campanha foi chamada de “Não Amo Tudo Isso”, uma alusão ao slogan da empresa “Amo Muito Tudo Isso”, e foi coordenada pela associação norte-americana National Guestwork Alliance (ou Associação Nacional de Trabalhadores Imigrantes, em português). Entre as principais reclamações das diferentes organizações que participam do protesto estão abusos trabalhistas recorrentes, violações de direitos básicos de trabalhadores imigrantes (clique aqui para ver vídeo em inglês) e práticas de restrição à livre associação sindical. O protesto global teve início com mobilização de trabalhadores imigrantes nos Estados Unidos. Em nota, a assessoria de imprensa do McDonald´s afirma que o grupo valoriza e respeita seus empregados e que eles recebem salários “competitivos”. No Brasil, estão previstas ações em São Paulo, com apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Sindicato dos Trabalhadores em Gastronomia e Hospedagem de São Paulo e Região (Sinthoresp). A empresa Arcos Dourados, maior franquia do McDonald´s no país, enfrentou problemas trabalhistas recentes. Em março, a juíza Virgínia Lúcia de Sá Bahia, da 11ª Vara do Trabalho do Recife, determinou que em todo o país a empresa parasse de adotar jornadas móveis variáveis e deixasse de proibir que cada um leve sua própria alimentação para consumir no refeitório. A ação que originou no processo foi movida pelo procurador do Trabalho Leonardo Osório Mendonça. Para o MPT, a “jornada móvel variável não permite que o trabalhador tenha qualquer outra atividade, até mesmo...
Estudo critica modelo de auditoria social privado

Estudo critica modelo de auditoria social privado

Relatório publicado no último dia 23, nos Estados Unidos, levanta falhas nos sistemas de fiscalização e auditoria trabalhista, instituídos pela iniciativa empresarial sob a bandeira de “responsabilidade social” na cadeia produtiva de corporações transnacionais. Organizado por uma das mais importantes centrais sindicais dos EUA, a Federação Americana do Trabalho-Congresso das Organizações Industriais (AFL-CIO, sigla em inglês), o estudo “Responsibility outsourced: social Audits, Workplace certification and twenty years of Failure to protect Worker Rights” acusa as certificações de qualidade e garantias laborais por “falhas”, com base em episódios de acidentes e péssimas condições constatadas em fábricas na Indonésia, Paquistão, China e também na América Latina. Segundo o relatório, duas das principais empresas responsáveis pelos processos de auditoria e de certificação social no mundo, a Social Accountability International (SAI) e a Fair Labour Association (FLA), passam por “avassaladora influência de empresas e governos”, já que recebem dinheiro ou foram criadas pela iniciativa desses dois setores. Conforme o estudo, o lobby governista e empresarial seria responsável, desse modo, por prejudicar e marginalizar os trabalhadores inseridos nos pontos mais extremos da cadeia de produção que, em tese, deveriam se beneficiar dos processos de fiscalização no interior de fábricas e oficinas. “O modelo de auditoria social dominante nunca vai conseguir empregos decentes e seguros para os milhões de trabalhadores alocados na ponta da economia mundial”, coloca o documento. Ao aferir a sequência de incidentes em fábricas e oficinas por todo o mundo na cadeia produtiva de corporações que carregam ou carregavam o certificado de “responsabilidade social”, o documento é enfático em afirmar que esses modelos não poderiam ser utilizados para cumprir até mesmo “o...