Tag: Educação

Escravo, nem pensar! completa 10 anos e lança livro comemorativo

Escravo, nem pensar! completa 10 anos e lança livro comemorativo

O Escravo, nem pensar! (ENP!), primeiro programa educacional de prevenção ao trabalho escravo em âmbito nacional, completa 10 anos de existência. Desde 2004, o ENP! atua na difusão de informações sobre o tráfico de pessoas e o trabalho escravo por meio de formações gratuitas de professores e lideranças sociais, publicação de materiais didáticos, apoio a projetos comunitários e fomento a concursos culturais.   O programa já atuou em 130 municípios de nove estados brasileiros, envolvendo cerca de 250 mil pessoas. As ações são realizadas nos municípios que formam a “geografia do trabalho escravo”, isto é, os locais de origem dos trabalhadores aliciados e os locais onde ocorrem as libertações. Dessa forma, o ENP! torna pública essa violação dos direitos humanos e mobiliza atores locais para o seu enfrentamento. Nas escolas, a abordagem do tema previne jovens em relação às violações de direitos no mundo do trabalho e estimula o combate ao fornecer informações relacionadas à denúncia e aos mecanismos de repressão ao trabalho escravo. “Em muitos lugares do país, a prática do trabalho escravo não é reconhecida porque ela está arraigada nas relações de trabalho. Assim, a desnaturalização é fundamental para o combate do trabalho escravo. É preciso antecipar-se à exploração para evitar que haja vítimas”, ressalta Natália Suzuki, coordenadora do programa. RESULTADOS 130 municípios de 10 estados (BA, CE, GO, MA, MG, MT, PA, PI, SP e TO) envolvidos na rede; 60 formações realizadas e 3.000 educadores beneficiados; 28 títulos de materiais didáticos, que somam 207.000 unidades impressas, entre livros, planos de aulas e jogos; 106 projetos comunitários sobre o trabalho escravo apoiados diretamente As campanhas educativas do programa se tornaram política pública...
Professores fazem greve de fome no interior do Pará

Professores fazem greve de fome no interior do Pará

Oito professores municipais e agentes educacionais declararam greve de fome em Xinguara, no interior do Pará, para chamar a atenção para intervenção do Ministério Público Estadual nas negociações de reajuste salarial da categoria. Os educadores da cidade estão em greve há quase um mês, quando decidiram cruzar os braços após semanas de disputas por reajuste salarial e outros direitos. A Justiça foi acionada e se posicionou inicialmente de maneira favorável aos educadores, não determinando a volta às aulas imediatos. O caso foi levado ao Tribunal Regional do Trabalho, que ainda não decidiu sobre a legitimidade da paralisação. O que revoltou os professores e culminou na greve de fome foi o fato de, mesmo sem uma definição da Justiça, o promotor Renato Bellini ter emitido recomendação orientando o município a cortar pontos, abrir processo administrativo contra os grevistas e e contratar substitutos. Em outras cidades paraenses como Abaetetuba e Barcarena, e mesmo na capital Belém, professores municipais também estão mobilizados, mas em nenhuma delas a situação chegou a tal extremo. “Estamos há mais de 58 horas sem se alimentar, tomando somente água de coco e água, com acompanhamento médico”, diz a professora Maria Reis, da comissão de negociação dos grevistas. “Estamos tentando negociar, mas a situação chegou a tal ponto que não deu mais. Temos legalidade por parte do judiciário, mas não houve nenhum esboço de tentativa do governo municipal negociar”, afirma. “Não temos tido espaço para cobrar nossos direitos. Não podemos mais entrar nos espaços educacionais ou nas plenárias em que o assunto é discutido na Câmara Municipal. Colocaram seguranças para barrar nosso acesso.” A Repórter Brasil tentou contato com o prefeito Osvaldinho Assunção (PMDB), mas não obteve retorno. Com 22 anos de...