Revogada prisão de acusado de escravidão

"Branquinho" responde a processo por homicídios, crimes contra a ordem tributária, formação de quadrilha, redução de trabalhadores à condição análoga à de escravo e ameaças a pessoas
Por Repórter Brasil

O juiz federal substituto de Marabá, Francisco de Assis Garces Castro Júnior, decidiu em 3 de fevereiro revogar a prisão preventiva do fazendeiro Aldemir Lima Nunes, o "Branquinho".

Em outubro de 2002, "Branquinho" teve prisão provisória decretada com base em denúncias de aliciamento, homicídio, trabalho escravo e grilagem de terras. "Branquinho" era suspeito também de ser o autor de ameaças de morte a um procurador da República, de Palmas (TO), Mário Lúcio Avelar, três membros da CPT e um trabalhador rural. Houve também tentativa de assassinato de Avelar.

Quando a Polícia Federal apertou o cerco, "Branquinho" se entregou, em 24 de setembro de 2003. Ele fugiu do Centro de Recuperação Metropolitano da Superintendência do Sistema Penal do Estado do Pará em novembro de 2003 e foi recapturado há 15 dias em Fortaleza.

Apesar da decisão do juiz, ele continuaria na prisão, por porte ilegal de arma.

Com informações da Comissão Pastoral da Terra.

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