Horário eleitoral:promessas e muitas críticas

A candidata Ana Júlia Carepa (PT) voltou a divulgar no programa eleitoral gratuito de ontem as ações feitas por seu governo na região metropolitana de Belém. “Não bastam apenas obras vistosas na capital e esquecer o interior. Fazemos obras em todo o Estado que beneficiam toda a população. Nossa missão é cuidar das pessoas”, disse a candidata, que divulgou alguns de seus principais programas de governo, como o “Navega Pará” e o Bolsa Trabalho.

Simão Jatene (PSDB) ressaltou que já se chegou a mais da metade da campanha e que já deu para os eleitores conhecerem as propostas dos candidatos. “Só que muitos prometem o que não podem fazer e as propostas de campanha acabam se transformando em promessas que nunca serão cumpridas”, ressaltou o tucano, que mostrou programas que implementou em seu governo, como o Banco Cidadão e o Cheque Moradia, que promete trazer de volta caso seja novamente eleito.

Domingos Juvenil (PMDB) voltou a centrar fogo no problema crônico da saúde no Estado do Pará questão que, segundo ele, foi gerada pela incompetência dos últimos governos que não conseguiram resolver a situação, e que acabou gerando a morte dos 300 bebês na Santa Casa em 2008. “Hoje 65% das gestantes no Estado não têm pré-natal, o que representa mais de 90 mil mulheres desassistidas”, lembrou o candidato, afirmando que implementará o programa “Mães do Pará para resolver o problema, dando assistência integral às mães.

O candidato Fernando Carneiro (PSol) lembrou em seu programa que o Pará é campeão em violência no campo com o avanço cada vez maior do agronegócio e dos conflitos por terra, citando a morte recente da liderança rural José Soares, o “Caribé”, em Santa Luzia do Pará. Carneiro afirmou que os mandantes do assassinato de Caribé integram a coligação da candidata Ana Júlia. “Não dá para defender a Reforma Agrária e andar de mãos dadas com os latifundiários”, apontou.

Cleber Rabelo (PSTU) repetiu no programa que Ana Júlia, Jatene e Juvenil “são farinhas do mesmo saco”, uma vez que, segundo ele, têm a mesma proposta de governo. Rabelo também repetiu a veiculação de um ato público de apoio à candidatura dele.

SENADO

Jader Barbalho (PMDB) dedicou seu programa de ontem à educação especial, criticando o fato de que hoje não há distinção e alunos especiais são colocados na rede pública, misturados aos demais alunos. “Inclusão Social não pode ser feita de qualquer jeito. Como Ministro da Previdência ajudei muitas entidades como o Pestalozzi e o Instituto Felipe Esmaldone. Em meu mandato darei todo apoio aos portadores de necessidades especiais”.

O trabalho escravo, uma das manchas do Pará, foi tratado no programa do candidato Paulo Rocha (PT). O programa lembrou que o deputado foi o responsável pela lei que criminaliza a prática. “Antes da Lei do Paulo Rocha, o trabalho Escravo não era considerado crime e com a Lei os fazendeiros passaram a responder criminalmente pela prática”, disse a apresentadora, lembrando que nos últimos cinco anos quase seis mil trabalhadores foram resgatados da condição de escravos no Estado

O programa do senador Flexa Ribeiro (PSDB) apostou mais uma vez no forte jingle que marca a campanha do tucano, que apareceu afirmando que “defender o Pará no Senado não é mais que minha obrigação. Vou fazer Leis que ajudem a melhorar a vida de todos”. O final o programa mostrou imagens de passeatas e carreatas de Flexa.

O candidato João Augusto (Psol) mostrou sua biografia no programa, que vai desde os cargos de deputado estadual, federal, prefeito de Oriximiná e suplente de vereador. “Serei uma voz que não irá se omitir na defesa dos interesses do Pará no Senado Federal”, disse. (Diário do Pará)

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