Íntegra das respostas da JBS e Marfrig

Veja a resposta das empresas para a reportagem 'Pecuarista que vende gado para grandes frigoríficos entra na ‘lista suja’ do trabalho escravo'
 05/04/2021

JBS

A JBS bloqueia para compra fornecedores e propriedades envolvidas com desmatamento ilegal, ocupação de terras indígenas ou de unidades de conservação ambiental, ou por uso de trabalho escravo.

No que se refere aos casos de trabalho análogo ao escravo, conforme estabelecido pelo PROTOCOLO DE MONITORAMENTO DE FORNECEDORES DE GADO do Ministério Público Federal, a JBS bloqueia imediatamente o produtor e todas as suas propriedades, assim que o CPF ou o CNPJ do proprietário passe a constar da Lista Suja do Trabalho Escravo, que é a base oficial brasileira para identificar esses casos, e também o instrumento de verificação para empresas signatários do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, do qual a JBS faz parte desde 2007. Ou seja, como o pecuarista mencionado pela reportagem passou a figurar na referida lista nesta segunda-feira (5/4), o seu CPF e todas as propriedades vinculadas a ele foram imediatamente bloqueados para a compra de gado pela JBS.

Bloquear com base nas inspeções significaria deslegitimar a Lista Suja, uma conquista histórica do combate ao trabalho escravo.

Marfrig

A Marfrig reitera que não adquire animais provenientes de fornecedores inseridos na Lista Suja do Trabalho Escravo, como aludido na matéria da Repórter Brasil na reportagem “Fornecedor de grandes frigoríficos entra em nova ‘lista suja’ da escravidão”, publicada em 05/04/2021 as 19:33h, no endereço https://noticias.uol.com.br/colunas/leonardo-sakamoto/2021/04/05/fornecedor-de-grandes-frigorificos-entra-em-nova-lista-suja-da-escravidao.htm e que é importante ser esclarecido. Estamos certos de que as explicações apresentadas reforçam nosso compromisso em promover soluções e transparência.

Em primeiro lugar, a Marfrig descontinuou suas operações no estado do Pará, onde não opera desde Março/2020, portanto não mais originando animais nesse estado.

A Marfrig mantém uma rígida política de compra de animais e um protocolo completo com critérios e procedimentos que são pré-requisitos para a homologação de fornecedores. Somente são homologados os produtores em conformidade com esses termos e a cada nova operação de abate, essa checagem é atualizada.

Os critérios de avaliação incluem: desmatamento, sobreposição com terras indígenas, áreas protegidas, áreas embargadas e trabalho escravo. Quando uma não conformidade é identificada em um fornecedor, esse é imediatamente bloqueado e não são feitas novas compras, uma prática fundamental e inegociável da companhia.

Para o caso de “trabalho escravo”, objeto da reportagem em questão, as consultas pela Marfrig foram realizadas diretamente nas listas atualizadas publicadas pela Secretaria do Trabalho, do Ministério da Economia. À época das compras, o produtor Maurício Pompeia Fraga, citado na reportagem, não constava na lista e preenchia todos os critérios de compra. Importante ressaltar que esse produtor foi incluído na data de hoje (05/04/2021).

Reiteramos que em todas as datas em que houve negociações com o fornecedor em questão, ele atendia todos os critérios socioambientais adotados pela Marfrig. Salientamos também que, quando detectada qualquer não conformidade aos critérios de compra, incluindo inserção na lista de trabalho escravo, o sistema bloqueia automaticamente o respectivo fornecedor, impedindo o fornecimento.

Atualmente, a lista publicada pela Secretaria do Trabalho é único mecanismo disponível publicamente para verificação de ocorrências análogas ao trabalho escravo, inclusive é o objeto de consulta constante em todos os protocolos referentes a compromissos públicos da pecuária.

Gostaríamos também de destacar que o processo de compra da Marfrig é auditado anualmente pela DNV-GL (último relatório de inspeção está disponível em nosso site).

A Marfrig reconhece seu papel no contexto do desenvolvimento sustentável de suas atividades e é absolutamente comprometida nos temas socioambientais e constantemente desenvolve tecnologias para mitigar riscos, sempre envolvendo os seus fornecedores e dando transparência a todas as partes interessadas.

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