Íntegra da resposta do Sindag sobre a liberação de pulverização aérea de glifosato no Maranhão

Leia o posicionamento enviado para a reportagem 'Justiça Federal libera pulverização aérea de agrotóxico glifosato no Maranhão'

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Repórter Brasil: O que essa decisão representa para o trabalho que o Sindag tem feito?

Gabriel Colle, diretor-executivo do Sindag: Para o Sindag, foi uma ação de bom-senso, já que ficou claro que não havia provas da contaminação por glifosato e também ficou claro que não houve omissão da fiscalização sobre o uso do produto ou mesmo no licenciamento das lavouras que usam o produto. 

Especialmente no que tange à aviação agrícola, que é justamente a única ferramenta de aplicação de insumos que tem regulamentação específica, é amplamente fiscalizada e mantém (por força de lei) o registro completo de todas as operação – desde a localização a lavoura, equipe envolvida na operação, produto aplicado, condições meteorológicas nas aplicações e até o mapa do DGPS (um GPS com sinal diferencial, mas preciso) do avião mostrando toda aplicação.

Ou seja, ferramenta altamente transparente (avista e ouvida de longe) e fiscalizável (única com regulamentação específica e ampla) e que foi a única proibida de operar pela liminar de 2013 – ironicamente, sofrendo por sua própria transparência. 

RB: Li uma notícia falando que o Sindag tentou mediar uma solução. Quando ocorreu isso? Por que não foi possível?

GC: O Sindag ficou sabendo pelo Ministério da Agricultura da liminar proibindo a pulverização aérea de glifosato no Maranhão. Então, imediatamente buscou participar do processo para mostrar que não havia qualquer justificativa para a medida. Procuramos o MPF no Maranhão e a Advocacia-Geral da União naquele Estado, justamente para mostrar o controle que existe sobre a atividade e buscarmos alternativas à liminar.

Tempos depois, chegou a ser marcada uma audiência de conciliação, que acabou suspensa devido a uma notícia de abril de 2021, de uma suposta contaminação por aplicação aérea em uma comunidade no município de Buriti. Caso onde depois a investigação não só mostrou que a aplicação feita próxima à comunidade não havia sido feita por aeronaves, como a própria causa das irritações de pele apresentadas em moradores não havia sido causada por agrotóxicos.

Só que mesmo assim não se conseguiu retomar as conversações.

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