Íntegra das notas enviadas para reportagem sobre data centers no RS

Confira os posicionamentos enviados para a reportagem ''Cidade de data centers’ no RS pode gastar mais energia que 40 milhões de pessoas'

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Scala Data Centers

A Scala Data Centers reafirma seu compromisso com a transparência, a sustentabilidade e o desenvolvimento responsável da infraestrutura digital na América Latina. Como plataforma latino-americana de data centers sustentáveis líder no mercado Hyperscale, acreditamos que o Brasil tem uma oportunidade única de assumir protagonismo global na nova era da transformação digital e da inteligência artificial (IA).

Com mais de 90% da matriz elétrica brasileira proveniente de fontes renováveis, o país  reúne condições estratégicas para atrair grandes cargas internacionais de processamento — hoje concentradas em mercados com limitações energéticas crescentes. Nossa proposta com a Scala AI City, em Eldorado do Sul (RS), é materializar essa visão: criar uma plataforma de inovação tecnológica conectada ao futuro da economia digital global.

O projeto ainda se encontra em fase inicial de planejamento, etapa que envolve estudos  técnicos, definição da malha urbana e infraestrutura de base (energia, conectividade,  mobilidade), além da contratação de empresas especializadas para a concepção do projeto. Somente após essa fase, ele será submetido à análise dos órgãos públicos estaduais e municipais competentes.

Na primeira fase, a Scala AI City contará com uma capacidade de TI de 54 MW, podendo  alcançar até 4,75 GW em sua expansão total. Esse crescimento pode representar mais de R$ 500 bilhões em investimentos ao longo dos anos, considerando o ecossistema que se formará ao redor, transformando profundamente a vocação econômica da região, tão duramente impactada pelas enchentes de 2024. A energia utilizada será 100% renovável e certificada, com fornecimento garantido por parcerias estratégicas.

Importante destacar que Eldorado do Sul foi escolhida por reunir os critérios técnicos  necessários para o desenvolvimento do projeto, incluindo uma robusta estrutura de  transmissão, com uma subestação de capacidade de até 5 GW — a esmagadora maioria  não utilizada — o que assegura que a operação da Scala AI City não teria qualquer efeito no abastecimento elétrico da cidade ou de municípios vizinhos. Além disso, nossas operações contam com sistemas de energia reserva e tecnologias de resfriamento com WUE (Water Usage Effectiveness, padrão que mede a eficiência no uso de água) igual a zero — sem desperdício de água no processo de resfriamento dos equipamentos. Nos nossos sistemas, o líquido utilizado circula internamente, sem a necessidade de reposição. Há, apenas, uma carga inicial no sistema.

Até o momento, a Scala já adquiriu aproximadamente 535 hectares de terreno em Eldorado do Sul, devidamente registrados e compatíveis com a legislação municipal aprovada e nosso foco, neste momento, está no desenvolvimento da primeira fase do projeto, que já representa um marco importante para o setor de infraestrutura digital no país.

A Scala tem como diretriz priorizar a contratação de mão de obra e fornecedores locais. A expectativa de geração de 3 mil empregos na fase inicial de construção é apenas o começo de um impacto socioeconômico mais amplo. Programas como o Megawatt de Oportunidades — que concede bolsas de graduação a cada 1MW entregue — e parcerias educacionais, como a já existente com o SENAI em Barueri, serão replicados em Eldorado do Sul. Já anunciamos a doação de 110 computadores para escolas públicas da cidade e estamos comprometidos em ampliar ações de qualificação para garantir que a população local seja a principal beneficiada pelas oportunidades geradas.

No que diz respeito ao licenciamento, a Scala cumpre rigorosamente todos os requisitos  legais em todos os seus empreendimentos, em conformidade com as legislações  municipais, estaduais e federais aplicáveis. O processo de licenciamento da Scala AI City seguirá essa mesma conduta, conforme as etapas do projeto forem avançando. 

Em relação ao registro do CNPJ 57.242.016/0001-28, informamos que ele corresponde a um endereço administrativo da Scala RS Ltda., localizado em prédio comercial com Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) válido e sob responsabilidade do proprietário do imóvel. Não se trata de um data center.

Por fim, reiteramos que o projeto Scala AI City está sendo desenvolvido com base nos mais altos padrões de sustentabilidade, inovação e governança.

Acreditamos que este é um momento histórico para o Brasil. Temos a chance de nos tornar referência global em infraestrutura digital sustentável. A Scala está pronta para contribuir com essa transformação, com responsabilidade, diálogo e compromisso com as comunidades onde atua.

FEPAM – Fundação Estadual de Proteção Ambiental do Rio Grande do Sul

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) informa que, apesar de não haver previsão de licenciamento ambiental de data centers no país, no Rio Grande do Sul, o tema vem sendo debatido e avaliado de forma específica.

Neste sentido, como não há a existência deste ramo específico, os municípios e a Fepam têm realizado enquadramento em ramos existentes. Para data center que possui tanque de combustível enterrado, a Fepam enquadrou de acordo com o Código Ramo da Atividade (Codran) utilizado para Postos de Abastecimento Próprio com Tanques Subterrâneos (Depósito de Combustíveis). Até o momento, não há processo aberto na Fepam com pedido de licença para data center no Estado.

Para avançar no debate do tema no Estado, a Fepam sugeriu a criação do ramo Data Center, que deve ser avaliado pela Câmera Técnica de Gestão Compartilhada (CTGC) do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). Após a avaliação, o assunto deve ser deliberado pela Plenária Consema, nos próximos meses. A criação do ramo vai regrar e alinhar o enquadramento do possível novo ramo e deixar clara a competência Municipal e Estadual em relação ao licenciamento dos empreendimentos. Além disso, vai evitar que o empreendedor busque licença em dois órgãos.

Em relação aos limites de tamanho/impacto para um empreendimento ser licenciado pelo município, a Resolução Consema 372, de 2018, conforme enquadramento, coloca os portes que os Municípios podem licenciar. O ramo sugerido também terá portes para licenciamento pelos Municípios. A forma como os municípios enquadram os empreendimentos para emitir suas licenças e os limites devem ser questionados diretamente a cada município.

A Fepam licenciou um empreendimento por ele ter um tanque de combustível. O município já havia dado a licença para a estrutura, porém, quando envolve combustível, apenas a Fepam pode licenciar, então, o empreendimento precisou pedir esse licenciamento. 

Em relação a limite ou extrapolar limites, teria que ver direto com a assessoria do Município ou da empresa, para entender que parâmetros usaram e que tipo de licença tem. A Fepam licenciou o tanque de um empreendimento, conforme Código Ramo da Atividade (Codran) utilizado para Postos de Abastecimento Próprio com Tanques Subterrâneos (Depósito de Combustíveis).

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