Leia a resposta completa da Central Psicologia enviada para a reportagem “Plataformas ‘uberizam’ trabalho de psicólogos com consulta a R$ 30“
A Central Psicologia respeita o debate público sobre condições de trabalho e acesso à psicoterapia e considera essencial que ele aconteça com precisão e contexto. A matéria publicada pela Repórter Brasil e reproduzida no UOL associa a Central Psicologia a uma prática de precificação imposta (e até a um ‘valor fixado’ semelhante ao de outras plataformas). Isso não corresponde à realidade da nossa operação.
1) A CENTRAL PSICOLOGIA NUNCA EXIGIU NEM DEFINIU O PREÇO QUE UM PSICÓLOGO ‘DEVE COBRAR’
A Central Psicologia é (e sempre foi) um serviço contratado por psicólogos para divulgação do perfil e geração de contatos não uma plataforma que contrata profissionais, define remuneração, determina agenda ou estabelece punições por preço.
Cada profissional define seus próprios valores, suas regras e sua agenda, com autonomia total.
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O paciente escolhe livremente com quem quer falar, e o contato ocorre fora da plataforma.
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Não há qualquer ‘tabela obrigatória’ de preço imposta ao profissional.
Se houver dúvida, fazemos um convite objetivo: entre em contato com psicólogos que usaram a Central Psicologia no passado ou usam hoje e pergunte se, em algum momento, foram coagidos a praticar determinado preço. A resposta será clara.
2) COMPARAR A CENTRAL PSICOLOGIA COM A DECISÃO DE OUTRA PLATAFORMA DE COBRAR R$30 É, NO MÍNIMO, INADEQUADO
A reportagem descreve outra plataforma como tendo valor fixo de R$ 30 em um modelo de “terapia social” e, ao mesmo tempo, sugere que a Central Psicologia teria ‘fixado’ valores de forma semelhante. Isso mistura modelos diferentes e cria uma equivalência que não se sustenta.
3) SOBRE OS VALORES QUE APARECIAM NO SITE: NÃO ERAM “PREÇO IMPOSTO AO PSICÓLOGO”
Até 31/12/2025, a Central Psicologia possuía recursos adicionais (como facilitação de pagamentos e agendamentos), e havia parâmetros mínimos em algumas modalidades específicas para evitar ofertas inviáveis e reduzir ruído para o paciente não para forçar preço baixo nem limitar autonomia profissional. Em qualquer cenário, o profissional sempre pôde cobrar acima desses mínimos e definir sua política clínica. Centenas de psicólogos, inclusive, definiam os valores acima do mínimo sugerido na citada tabela.
4) MUDANÇA DE MODELO EM 31/12/2025: NÃO FOI ‘REAÇÃO À MATÉRIA’, E SIM UMA TRANSIÇÃO PLANEJADA
A matéria dá a entender que mudanças no site teriam ocorrido por causa do contato jornalístico. Esclarecemos: a Central Psicologia já vinha implementando uma transição de produto, encerrando o modelo anterior e passando a atuar como diretório de divulgação, em alinhamento com orientações e boas práticas do campo profissional. Essa mudança foi comunicada previamente e entrou em vigor na virada do ano.
5) NÃO HÁ VÍNCULO EMPREGATÍCIO, SUBORDINAÇÃO OU ‘GESTÃO DO TRABALHO DO PSICÓLOGO PELA CENTRAL PSICOLOGIA
A Central Psicologia:
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não contrata psicólogos,
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não paga psicólogos,
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não controla jornada, agenda, disponibilidade ou tempo de sessão,
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não impõe exclusividade,
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não intermedia atendimento nem pagamento,
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não integra a relação terapêutica.
6) SOBRE TABELAS DE REFERÊNCIA DE HONORÁRIOS
Reconhecemos a existência de tabelas de referência divulgadas por entidades do campo. Por exemplo, a tabela CFP/Fenapsi traz valores de referência para ‘Consulta Psicológica’, incluindo o limite inferior de R$ 213,93 (tabela de maio/2024).
Dito isso, tabela de referência não é ‘tabela imposta pela Central’ e não autoriza concluir que a Central Psicologia ‘induz’ ou ‘determina’ valores. Cada profissional define o valor que julga justo.