Histórias de Combate ao Trabalho Escravo #04: Casas de família

O quarto episódio do podcast Histórias de Combate ao Trabalho Escravo revela como a exploração de trabalhadoras domésticas atravessou décadas dentro de casas de família e só passou a ser enfrentada pelo Estado nos últimos anos
Por Repórter Brasil

O TRABALHO DOMÉSTICO é uma das ocupações mais antigas da história, mas foi uma das últimas a ter direitos reconhecidos no Brasil. A regulamentação da profissão só ocorreu em 2015, após décadas de mobilização. Não por acaso, o primeiro resgate oficial de trabalhadoras domésticas em situação de trabalho escravo aconteceu apenas dois anos depois, em 2017, evidenciando o quanto essa forma de exploração permaneceu naturalizada no ambiente doméstico.

O quarto episódio do podcast Histórias de Combate ao Trabalho Escravo aborda esse atraso histórico e expõe como mulheres passaram décadas confinadas em casas de família, privadas de salário, descanso, vínculos sociais e autonomia. Muitas foram levadas ainda crianças, com promessas de estudo e melhores condições de vida, e cresceram submetidas a jornadas exaustivas, sem acesso a direitos básicos e sem a possibilidade de construir uma vida fora da exploração.

A narrativa é baseada nas experiências de vida e de trabalho das auditoras-fiscais do trabalho Cynthia Saldanha e Juliana Vilela, responsáveis por resgatar diversas mulheres mantidas nessas condições. O episódio acompanha os dilemas, as decisões difíceis e o impacto emocional dessas operações, especialmente quando o vínculo entre vítima e exploradores foi cultivado ao longo de décadas, tornando a ruptura ainda mais dolorosa.

O podcast Histórias de Combate ao Trabalho Escravo é uma realização do Escravo, Nem Pensar!, núcleo de educação e políticas públicas da Repórter Brasil. A produção é da Rádio Batente, a central de podcasts da Repórter Brasil.

Ficha técnica

Idealização: Natália Suzuki

Roteiro: Vitor Camargo

Edição: Natália Suzuki e Lucia Nascimento

Montagem, sonorização, trilha sonora e mixagem: Victor Oliveira

Gravação: Estúdio da Repórter Brasil

Apoio: Laudes Foundation, Fundação Avina, Fundo Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Mato Grosso

Redes sociais: Beatriz Vitória e Tamyres Matos

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