Leia a reportagem: Como fornecedor da Aurora entrou na mira do MPT por trabalho escravo de paraguaios no MS
Aurora Coop
Em relação aos questionamentos efetuados, a partir da ação do MPT verificada junto a empresa Império Biomassas, quer a Aurora Coop dizer que, por questão de ética, não comenta eventuais situações e nem externaliza informações envolvendo fornecedores.
Não obstante, afirma primar pelo integral cumprimento de suas regras de conformidade e integridade, sendo que eventual descumprimento ou irregularidade, quando constatada e comprovada, enseja a adoção das regras de compliance.
Assim, casos específicos são tratados, unicamente, no âmbito da relação jurídica então estabelecida, com o implemento das medidas cabíveis.
Assaí
Exigimos e monitoramos o cumprimento integral da legislação trabalhista e dos direitos humanos de 100% dos nossos fornecedores, conforme estabelecido em nossa Carta Ética para Fornecedores e em nosso Código de Ética e Conduta.
Nosso monitoramento socioambiental inclui consultas periódicas a bases públicas, como a “Lista Suja” do Trabalho Escravo do MTE e cadastros de embargos ambientais, além de processo estruturado de qualificação e avaliação de fornecedores, que contempla critérios trabalhistas, ambientais e de integridade como condição para o estabelecimento e a manutenção de relações comerciais.
Diante das informações apresentadas, notificamos formalmente a Aurora Coop para prestar esclarecimentos detalhados sobre o caso e as medidas adotadas no âmbito do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) nº 38/2026 que foi firmado a partir do inquérito com a CooperGreen, a Império Biomassas, representada por Everaldo, além de Valdir Locatelli Mendes e Vanessa Locatelli Mendes, apontados como proprietários da Fazenda São Miguel.
A rastreabilidade de cadeias produtivas complexas é um desafio contínuo do setor varejista e reafirmamos nosso compromisso de aprimorar permanentemente os mecanismos de avaliação de nossos fornecedores diretos, acompanhando ativamente as apurações dos órgãos competentes e cobrando responsabilidade dos agentes diretamente envolvidos.
Carrefour
O Grupo Carrefour Brasil reafirma seu compromisso com a promoção dos Direitos Humanos. A companhia exige de seus fornecedores a adesão à Carta Ética de Fornecedores e à política de compras responsáveis.
Ao tomar conhecimento do caso, a companhia iniciou imediatamente o processo interno de apuração e diligência previsto em suas políticas e procedimentos. Como parte das medidas adotadas, o Grupo Carrefour Brasil notificou formalmente os fornecedores mencionados, solicitando esclarecimentos formais quanto às relações comerciais mencionadas e evidências dos mecanismos de devida diligência aplicados em suas cadeias de suprimentos.