De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, 62% dos trabalhadores resgatados do trabalho escravo no Brasil têm baixa escolaridade: 27% são analfabetos e 35% não chegaram ao 5º ano do Ensino Fundamental. Os trabalhadores escravizados evadem da escola muito cedo, pois começam a trabalhar precocemente.
Segundo uma pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de 2011, as pessoas resgatadas no Brasil começaram a trabalhar, em média, com apenas 11,4 anos de idade. Diante disso, professores são profissionais relevantes para o combate ao trabalho escravo no Brasil, porque atuam na prevenção do problema.
Por meio de atividades como teatro, rodas de conversa, palestras, apresentações e redação de texto, os professores podem abordar o tema do trabalho escravo na sala de aula e informar os alunos e a comunidade extra escolar sobre seus direitos e riscos de aliciamento para o trabalho escravo. Dessa forma, crianças e adultos podem ser prevenidos da exploração laboral.
Por isso, o programa educacional da Repórter Brasil, Escravo, Nem Pensar!, realiza formações sobre trabalho escravo com professores de 14 estados do país desde 2004. Mais de 51 mil educadores participaram da iniciativa desde então. Em 2021, a ONG preveniu 100% da rede estadual de ensino do Maranhão. O resultado também foi alcançado no Tocantins (2021) e no Mato Grosso (2023).
Foto: Formação do programa Escravo, nem pensar! para a rede municipal de educação de São Paulo, 2016 | Divulgação
Publicado em 15 out. 2024.