Repórter Brasil previne trabalho escravo no Mato Grosso do Sul

Iniciativa do programa Escravo, nem pensar! forma profissionais da Assistência Social de 19 municípios para identificar situações de exploração laboral e fortalecer a rede de atendimento às vítimas

A Repórter Brasil iniciou uma nova edição do programa Escravo, nem pensar! no Mato Grosso do Sul, voltada à formação de profissionais da Assistência Social para a erradicação do trabalho escravo. O projeto será implementado em 19 municípios do estado e busca qualificar agentes públicos para reconhecer indícios de exploração laboral, encaminhar possíveis casos e ampliar a rede de prevenção ao problema junto às equipes técnicas e às comunidades atendidas.

A iniciativa é correalizada com a Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos de Mato Grosso do Sul (SEAD-MS) e conta com apoio do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) e parceria da Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo de Mato Grosso do Sul (Coetrae-MS) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

O projeto prevê um ciclo de três módulos formativos destinado a profissionais de secretarias municipais gestoras do SUAS (Sistema Único de Assistência Social) e unidades de atendimento, como Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e Centros de Acolhida. A proposta é fortalecer a atuação da rede socioassistencial, que desempenha papel fundamental na identificação de casos de trabalho escravo e no acolhimento de vítimas

O primeiro módulo foi realizado presencialmente em Campo Grande (MS), no dia 6 de maio de 2025, e reuniu 75 representantes de 19 municípios. Na atividade, os participantes foram apresentados aos principais conceitos relacionados ao trabalho escravo e o papel do SUAS no combate a essa violação de direitos humanos.

Nos próximos encontros formativos, a formação irá aprofundar ferramentas para identificação de indicadores de exploração durante os atendimentos e orientar os participantes sobre a multiplicação dos conteúdos em seus municípios. Serão discutidos ainda violações correlatas ao trabalho escravo, como tráfico de pessoas e trabalho infantil.

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