Leia o posicionamento completo enviado por Gabriel Azevedo (MDB), candidato ao governo de Minas Gerais, para a reportagem “Ex-sócios de Vorcaro e familiares doam R$ 2,68 milhões a candidatos em MG“
Nota à Repórter Brasil
Sou conselheiro da associação Clube Atlético Mineiro e nunca ocupei cargo na SAF. Nunca encontrei Daniel Vorcaro nem mantive relação pessoal, política ou profissional com ele. Também nunca tive qualquer participação nas operações investigadas no caso Banco Master.
É importante separar as coisas. O Clube Atlético Mineiro não é alvo dessas investigações, conforme informou publicamente a própria SAF. As suspeitas relacionadas aos negócios de Daniel Vorcaro não podem ser automaticamente atribuídas ao clube-associação ou a todas as pessoas que convivem nesse ambiente.
Depois que os fatos envolvendo Daniel Vorcaro vieram a público, os acionistas decidiram destituí-lo do Conselho de Administração da SAF, em novembro de 2025, encerrando o exercício de suas funções naquele órgão. Apoiei essa decisão. Não permaneceria no Conselho Deliberativo da associação se a opção tivesse sido mantê-lo exercendo funções na administração da SAF depois desses acontecimentos.
Posteriormente, em maio de 2026, o Conselho Deliberativo do Clube Atlético Mineiro aprovou um aporte de R$ 530 milhões, que alterou a composição acionária da SAF e reduziu expressivamente a participação ligada a Daniel Vorcaro. Essa decisão contou com meu apoio total.
Essa participação, anteriormente de 20,2%, passou a cerca de 4%, segundo informação divulgada pela SAF. Portanto, houve afastamento da administração e diluição acionária, embora ainda exista uma participação residual na sociedade. Gostaria que não restasse qualquer participação vinculada a ele na SAF, respeitados os contratos e os procedimentos legais necessários.
Minha relação com o Banco Master foi a de um poupador prejudicado. Tinha aplicações em valor inferior ao limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que me restituiu o principal e parte dos juros, sem alcançar toda a remuneração que esperava obter com os investimentos. Sou, portanto, mais um dos prejudicados nesse episódio.
Quanto às doações, minha campanha recebeu R$ 100 mil de Beatriz Nazareth Teixeira de Souza. A contribuição de Ricardo Annes Guimarães foi de R$ 200 mil, totalizando os R$ 300 mil mencionados pela reportagem. São contribuições de pessoas físicas, declaradas à Justiça Eleitoral, identificadas e públicas.
Minha relação com Beatriz, Ricardo e Rubens foi construída pela convivência no Clube Atlético Mineiro. Recebi as contribuições como manifestações de apoio à minha candidatura. Nunca solicitei recursos a Daniel Vorcaro nem tratei com ele de qualquer assunto relacionado à campanha. A existência de uma relação societária entre Daniel Vorcaro e outros investidores da SAF não demonstra, por si só, que ele tenha participado das doações recebidas.
Defendo a apuração rigorosa de todos os fatos relacionados ao Banco Master e a responsabilização de quem quer que tenha cometido crimes. As doações recebidas não condicionam minhas posições nem representam compromisso de favorecimento aos doadores. Respeito o trabalho da imprensa e permaneço à disposição para esclarecer as informações referentes à minha campanha eleitoral.