Porto Alegre, a casa da economia solidária

Evento do FSM sobre formas solidárias e cooperativas de produção atrai centenas de pessoas
Por Thiago Guimarães
 27/01/2003

No Brasil, não há lugar melhor do que a capital gaúcha para sediar uma oficina de economia solidária. Tanto que, em busca de “uma outra economia”, todas as cadeiras do salão 4 da PUC foram rapidamente ocupadas. Dezenas de interessados tiveram de deixar as formalidades de lado e se sentar no chão para ouvir como deram certo experiências mais cooperativas e populares de produção.

Victor Ferreira, da organização Max Havelar, contou que trabalhadores rurais da Holanda se cooperaram 15 anos atrás para vender café. Em apenas quatro semanas, eles já respondiam pela venda de 2% do café produzido no país. “Hoje, 800 mil famílias fazem parte de 400 cooperativas”, comemora Ferreira.

Mas não é preciso sair de Porto Alegre para achar histórias bem sucedidas de quem tenta fugir da lógica capitalista. A Cootravipa (Cooperativa de Trabalho dos Trabalhadores Autônomos das Vilas de Porto Alegre) foi fundada em 1984. Desde então, portoalegrenses desempregados e excluídos em geral recebem qualificação e atuam na limpeza das ruas da cidade.

A entidade considera muito positiva sua participação no Fórum. Sara Araújo, coordenadora do departamento pessoal, diz que os cooperados gostaram muito de participar da marcha de abertura. “Mas o mais interessante é a troca de experiência com colegas de outros lugares”, o que tem contribuído inclusive para o aperfeiçoamento do trabalho da cooperativa”.

APOIE

A REPÓRTER BRASIL

Sua contribuição permite que a gente continue revelando o que muita gente faz de tudo para esconder

LEIA TAMBÉM