Suspeito de ser o mandante do assassinato de missionária é escravocrata

Além de responder a inquérito por desmatamento ilegal e porte ilegal de armas, Vitalmiro Bastos de Moura, um dos suspeitos de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, também está sendo investigado por trabalho escravo
Por Agência Brasil

Além de responder a inquérito por desmatamento ilegal e porte ilegal de armas, Vitalmiro Bastos de Moura, um dos suspeitos de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, também está sendo investigado por trabalho escravo.

Em uma força-tarefa, que reuniu representantes do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis), Polícia Federal e fiscais do trabalho, realizada em 28 de junho de 2004 na fazenda "Rio Verde", em Anapu (PA), foram encontrados 13 trabalhadores em situação análoga a de escravidão.

De acordo com o procurador Ideraldo Machado, do Ministério Público do Trabalho do Pará, as pessoas estavam alojadas em barracos de palha com teto de lona preta, sujeitos a ataques por animais silvestres, sem água potável e carteira assinada.

O procurador disse que Vitalmiro reconheceu que a contratação dos empregados, mas se recusou a pagar, inicialmente, os direitos trabalhistas. A Justiça do Trabalho julgou o caso em julho do ano passado.

O crime de trabalho escravo deverá ser julgado pela Justiça do Trabalho de Marabá. As investigações estão sendo conduzidas pela Polícia Federal. A delegada federal do Pará, Virgínia Rodrigues, explicou que o inquérito foi instaurado em Altamira, onde existe um posto da PF. Segundo a delegada, o fato da delegacia ainda não ter sido instalada no município dificulta as investigações.

De Luciana Vasconcelos, da Radiobrás

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