Em 2025, a ONG Repórter Brasil e o Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) realizaram o projeto Escravo, nem pensar! de formação de gestores e técnicos da rede de Educação do Maranhão sobre o tema do trabalho escravo e assuntos correlatos. A ação preveniu 19.143 pessoas do trabalho escravo no estado, e alcançou 34 escolas da rede estadual de 28 municípios.
A iniciativa contou com o apoio do The Freedom Fund e a parceria da Coetrae-MA (Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Maranhão).
O projeto foi implementado de janeiro a dezembro de 2025 e seus objetivos são:
- Sensibilizar e capacitar gestores e técnicos pedagógicos da rede estadual de educação do Maranhão a formar professores de municípios vulneráveis sobre os temas do trabalho escravo e assuntos correlatos.
- Mobilizar escolas da rede estadual do Maranhão a desenvolverem atividades educativas de prevenção ao trabalho escravo contemporâneo e assuntos correlatos com alunos e a comunidade extraescolar.
O trabalho escravo no Maranhão
O Maranhão é um estado estratégico para a erradicação do trabalho escravo no Brasil, porque a incidência do problema em seu território é frequente. De 1995 a 2023, foram escravizados 3.724 trabalhadores no estado, colocando-o na 5ª posição no ranking nacional por nº de libertados. O problema está concentrado em atividades rurais, sobretudo na agropecuária. Dos 241 casos de trabalho escravo registrados no estado, 159 (66%) foram flagrados na pecuária e 33 (14%) na atividade do carvão vegetal.