Entre outubro de 2025 e dezembro de 2026, a ONG Repórter Brasil e a Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc-PA) realizam o projeto Escravo, nem pensar! de formação de gestores e técnicos da rede de Educação do Pará sobre o tema do trabalho escravo e assuntos correlatos, para que se tornem agentes multiplicadores na rede pública de ensino.
A iniciativa conta com o apoio do Ministério Público do Trabalho e parceria da Comissão Pastoral da Terra e do Movimento Xingu Vivo para Sempre.
Os objetivos são:
- Sensibilizar e capacitar gestores e técnicos pedagógicos da rede estadual de educação do Piauí a formar professores de municípios vulneráveis sobre os temas do trabalho escravo e assuntos correlatos.
- Mobilizar escolas da rede estadual do Piauí a desenvolverem atividades educativas de prevenção ao trabalho escravo contemporâneo e assuntos correlatos com alunos e a comunidade extraescolar.
O trabalho escravo no Pará
O Pará é o estado campeão no ranking nacional de ocorrência de casos de trabalho escravo. Entre os anos de 1995 e 2022, mais de 13 mil trabalhadores foram escravizados no estado, ou seja, mais de 22% do total de libertados no país inteiro. A maior incidência dos casos acontece na região sul e sudeste do Pará, onde a fronteira agropecuária se expande com o plantio de soja, cana-de-açúcar e a criação extensiva de gado, avançando sobre a floresta amazônica. Contudo, o desmatamento é também uma das atividades que empregam trabalho escravo no Pará. Nesse caso, o seu uso está localizado, principalmente, na região do Tapajós, que envolve as regiões de Santarém, Itaituba, Monte Alegre e Óbidos.