Em 2025, a ONG Repórter Brasil e a Secretaria de Estado de Educação do Piauí (Seduc-PI) realizaram o projeto Escravo, nem pensar! de formação de gestores e técnicos da rede de Educação do Piauí sobre o tema do trabalho escravo e assuntos correlatos. A ação preveniu 62.364 pessoas do trabalho escravo no estado, e alcançou 242 escolas da rede estadual de 76 municípios.
A iniciativa contou com o apoio da Fundação Avina e a parceria da Comissão Pastoral da Terra, Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (Contar) e Coetrae-PI (Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo e do Tráfico de Pessoas no Estado do Piauí). O projeto foi implementado de janeiro a dezembro de 2025.
Os objetivos são:
- Sensibilizar e capacitar gestores e técnicos pedagógicos da rede estadual de educação do Piauí a formar professores de municípios vulneráveis sobre os temas do trabalho escravo e assuntos correlatos.
- Mobilizar escolas da rede estadual do Piauí a desenvolverem atividades educativas de prevenção ao trabalho escravo contemporâneo e assuntos correlatos com alunos e a comunidade extraescolar.
O trabalho escravo no Piauí
O Piauí é um estado estratégico para o combate ao trabalho escravo, porque a ocorrência do problema em seu território é frequente, mas também porque muitos piauienses migram para a exploração laboral em outros estados do Brasil. Entre 1995 e 2023, 1.646 trabalhadores foram escravizados em 104 casos flagrados, colocando-o na 11ª colocação no ranking nacional.