Entre janeiro e dezembro de 2026, a ONG Repórter Brasil e a Secretaria de Estado de Educação do Piauí (Seduc-PI) realizam a segunda etapa do projeto Escravo, nem pensar! de formação de gestores e técnicos da rede de Educação do Piauí sobre o tema do trabalho escravo e assuntos correlatos.
A iniciativa conta com o apoio do The Freedom Fund e a parceria da Comissão Pastoral da Terra, Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (Contar) e Coetrae-PI (Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo e do Tráfico de Pessoas no Estado do Piauí).
Os objetivos são:
- Sensibilizar e capacitar gestores e técnicos pedagógicos da rede estadual de educação do Piauí a formar professores de municípios vulneráveis sobre os temas do trabalho escravo e assuntos correlatos.
- Mobilizar escolas da rede estadual do Piauí a desenvolverem atividades educativas de prevenção ao trabalho escravo contemporâneo e assuntos correlatos com alunos e a comunidade extraescolar.
O trabalho escravo no Piauí
O Piauí é um estado estratégico para o combate ao trabalho escravo, porque a ocorrência do problema em seu território é frequente, mas também porque muitos piauienses migram para a exploração laboral em outros estados do Brasil. Entre 1995 e 2022, 1.488 trabalhadores foram escravizados em 88 casos flagrados, colocando-o na 11ª colocação no ranking nacional. Na primeira fase da formação, a Repórter Brasil preveniu 81.085 pessoas do trabalho escravo no estado.