Educadores do sul e sudeste do Pará

Esta foi a primeira formação direcionada para membros de Secretarias Municipais de Educação. O objetivo foi formar a equipe pedagógica das secretarias para que estas formassem os professores de seus respectivos municípios, que, então, formariam os alunos. Além de ampliar escala da difusão de informações sobre o trabalho escravo, essa ação garantiu que os professores tivessem apoio institucional para abordar o tema nas escolas. Ao final, foram atingidos 1.386 educadores e 33.851 alunos, em 181 escolas de 11 municípios do sul e sudeste do Pará – região com alto índice de trabalho escravo. São eles: Canaã dos Carajás, Curionópolis, Itupiranga, Jacundá, Marabá, Nova Ipixuna, Palestina do Pará, Parauapebas, Piçarra, São João do Araguaia e Tucumã. Os resultados foram publicados na cartilha Escravo, nem pensar! no sul e sudeste do Pará – Experiências educacionais de prevenção ao trabalho escravo e no vídeo “Escravo, nem pensar! beneficia mais de 30 mil alunos no Pará”.

Destaque: Institucionalização do tema

Além do grande número de alunos beneficiados, dois municípios conseguiram institucionalizar o tema do trabalho escravo em seus municípios, por meio do Plano Municipal de Educação (PME): Jacundá e Nova Ipixuna. Em ambos, o tema foi incluído no eixo temático “Inclusão e Diversidade” do plano, como forma de “ação para a diminuição do trabalho escravo, infantil e tráfico humano na sociedade atual e suas consequências como violação aos Direitos Humanos”.

Com esta ação, os municípios garantem a abordagem do tema do trabalho escravo contemporâneo nas escolas municipais durante os próximos dez anos.

Formações

Foram realizados três encontros presenciais em Marabá (PA), além de acompanhamento pedagógico à distância. O primeiro aconteceu em agosto de 2014, o segundo em dezembro do mesmo ano e o terceiro em maio de 2015. Houve ainda uma oficina em março de 2015 especialmente aos membros que não puderam comparecer no encontro anterior.

O primeiro encontro serviu para sensibilizar o público em relação ao crime do trabalho escravo, contextualizá-lo na região e dar subsídios teóricos e práticos para que os temas pudessem ser passados adiante. No encontro seguinte, as secretarias puderem socializar suas experiências parciais e reforçar os conhecimentos conceituais. Representantes do Ministério Público do Trabalho e da Comissão Pastoral da Terra estiveram presentes participaram de rodas de conversa, nas quais os participantes puderam tirar dúvidas sobre as ações de repressão ao trabalho escravo e assistência à vítima.

No último encontro, houve a socialização das experiências educativas que cada secretaria desenvolveu em seu município no ano de 2014 e as ações pedagógicas que estavam sendo planejadas para o ano de 2015. Além disso, temas correlatos ao trabalho escravo foram abordados, como trabalho infantil.

Em todos os encontros, a equipe do Escravo, nem pensar! distribuiu novos materiais didáticos impressos e digitais produzidos pelo programa para dar subsídio ao conteúdo.

As ações foram apoiadas pelo Grupo de Articulação Interinstitucional para o Enfrentamento ao Trabalho Escravo no Pará (Gaete) – composto pela Justiça do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e outras entidades ligadas ao combate ao trabalho escravo – e da TAM Linhas Aéreas, e contaram com a parceria da Secretaria Municipal de Educação de Marabá e da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Detalhes da ação

Data de início

08/2014

Data de finalização

05/2015

Tipo de ação

Formações

Público

Educadores

Status

Finalizada

Localidade

Abel Figueiredo, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado dos Carajás, Itupiranga, Jacundá, Marabá, Nova Ipixuna, Palestina do Pará, Parauapebas, Piçarra, São Geraldo do Araguaia, São João do Araguaia, Tucumã

Escolas atendidas

181
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