Profissionais da Assistência Social do Maranhão – 2025

Em 2025, a ONG Repórter Brasil e a Secretaria de Desenvolvimento Social do Maranhão (Sedes-MT) realizaram o projeto Escravo, nem pensar! de formação de gestores e técnicos da rede de Assistência Social do Maranhão sobre o tema do trabalho escravo e assuntos correlatos. A ação foi implementada em 71 unidades socioassistenciais de 62 municípios do estado. Ao todo, foram prevenidas 3.731 pessoas do trabalho escravo, entre servidores e usuários atendidos.

A iniciativa foi apoiada pelo The Freedom Fund e contou com a parceria da Coetrae-MA (Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Maranhão) e da Ori Consultoria. Os profissionais formados diretamente pela equipe do ENP! foram responsáveis pela multiplicação de conteúdos, materiais e referências relacionados ao tema do trabalho escravo e assuntos correlatos para equipamentos socioassistenciais de seus municípios, como CRAS, CREAS, Centro Pop, Centros de Acolhida e serviços conveniados para fortalecer o atendimento a trabalhadores vulneráveis e vítimas de trabalho escravo e tráfico de pessoas.

O projeto foi implementado de janeiro a dezembro de 2025, e seus objetivos são:

  • Sensibilizar profissionais das redes estadual e municipais de Assistência Social sobre o seu papel no contexto da erradicação do trabalho escravo.
  • Mobilizar profissionais das redes estadual e municipais de Assistência Social a incorporarem o atendimento ao trabalhador resgatado e sua família de acordo com as prerrogativas de seu trabalho cotidiano.
  • Articular redes de combate ao trabalho escravo em âmbito local com apoio dos profissionais das redes estadual e municipais de Assistência Social.
  • Informar o trabalhador resgatado e sua família sobre seus direitos a programas, serviços e benefícios sociais e aos riscos do aliciamento e do trabalho escravo.
  • Contribuir na implementação do fluxo nacional de atendimento às vítimas de trabalho escravo para o atendimento às pessoas/famílias nesta situação.

 

O trabalho escravo no Maranhão

O Maranhão é um estado estratégico para a erradicação do trabalho escravo no Brasil, porque a incidência do problema em seu território é frequente. De 1995 a 2023, foram escravizados 3.724 trabalhadores no estado, colocando-o na 5ª posição no ranking nacional por nº de libertados. O problema está concentrado em atividades rurais, sobretudo na agropecuária. Dos 241 casos de trabalho escravo registrados no estado, 159 (66%) foram flagrados na pecuária e 33 (14%) na atividade do carvão vegetal.

Detalhes da ação

Data de início

01/2025

Data de finalização

12/2025

Tipo de ação

Formações

Público

Profissionais da Assistência Social

Status

Finalizada

Localidade

Açailândia, Alcântara, Amarante do Maranhão, Anajatuba, Araioses, Arame, Arari, Axixá, Bacurituba, Bequimão, Bom Jardim, Buriticupu, Cachoeira Grande, Caxias, Chapadinha, Codó, Colinas, Humberto de Campos, Igarapé do Meio, Imperatriz, Itapecuru-Mirim, Itinga, Jatobá, João Lisboa, Loreto, Maranhão, Matinha, Milagres do Maranhão, Monção, Morros, Paço do Lumiar, Paulino Neves, Peri Mirim, Pinheiro, Pio XII, Primeira Cruz, Riachão, Ribamar Fiquene, Rosário, Santa Inês, Santa Luzia, Santo Amaro, São Domingos do Azeitão, São Domingos do Maranhão, São Félix de Balsas, São Francisco do Brejão, São João do Paraíso, São José de Ribamar, São Luís, São Pedro dos Crentes, São Raimundo das Mangabeiras, Satubinha, Senador La Rocque, Sítio Novo do Maranhão, Sucupira do Norte, Timbiras, Vargem Grande, Viana, Vila Nova dos Martírios, Vitória do Mearim, Vitorino Freire
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