Em 2026, a ONG Repórter Brasil e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social do Rio Grande do Sul (SEDES-RS) realizam o projeto Escravo, nem pensar! de formação de gestores e técnicos da Assistência Social do Rio Grande do Sul sobre o tema do trabalho escravo e assuntos correlatos. A iniciativa conta com o apoio da Fundação Avina.
Os objetivos do projeto são:
- Informar profissionais das redes estadual e municipais de Assistência Social sobre a relação entre a exploração laboral e a crise climática.
- Sensibilizar profissionais das redes estadual e municipais de Assistência Social sobre o seu papel nos contextos da erradicação do trabalho escravo em meio à crise climática.
- Mobilizar profissionais das redes estadual e municipais de Assistência Social a incorporarem o atendimento ao trabalhador resgatado e sua família de acordo com as prerrogativas de seu trabalho cotidiano.
- Articular redes de combate ao trabalho escravo em âmbito local com apoio dos profissionais das redes estadual e municipais de Assistência Social.
- Informar o trabalhador resgatado e sua família sobre seus direitos a programas, serviços e benefícios sociais e aos riscos do aliciamento e do trabalho escravo.
- Contribuir na implementação do fluxo nacional de atendimento às vítimas de trabalho escravo para o atendimento às pessoas/famílias nesta situação.
O trabalho escravo no Rio Grande do Sul
O Rio Grande do Sul é estratégico para a erradicação do trabalho escravo no Brasil, porque apesar da baixa incidência de registros no estado em comparação nacional, a ocorrência desse crime na região é frequente. Ademais, há um crescimento significativo de flagrantes no estado nos últimos anos. De 1995 a 2024, foram escravizados 978 trabalhadores no estado em 89 casos, colocando-o na 14ª posição no ranking nacional por nº de ocorrências.