Profissionais da Assistência Social do Mato Grosso do Sul – 2024

Em 2024, a ONG Repórter Brasil realizou o projeto Escravo, nem pensar! para gestores e técnicos da rede estadual de Assistência Social do Mato Grosso do Sul, em conjunto com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do Mato Grosso do Sul (SEAD-MS). A iniciativa foi implementada em 39 unidades socioassistenciais de 26 municípios do estado. Ao todo, foram prevenidas 2.332 pessoas do trabalho escravo, entre servidores e usuários atendidos.

A iniciativa foi realizada em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (Contar), e contou com o apoio do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos (USDOL). 

Assim, os profissionais formados diretamente pela equipe do ENP! foram responsáveis pela multiplicação de conteúdos, materiais e referências relacionados ao tema do trabalho escravo e assuntos correlatos para equipamentos socioassistenciais de seus municípios, como CRAS, CREAS, Centro Pop, Centros de Acolhida e serviços conveniados para fortalecer o atendimento a trabalhadores vulneráveis e vítimas de trabalho escravo e tráfico de pessoas.

O projeto foi implementado de janeiro a dezembro de 2024, e seus objetivos são:

  • Sensibilizar profissionais das redes estadual e municipais de Assistência Social sobre o seu papel no contexto da erradicação do trabalho escravo.
  • Mobilizar profissionais das redes estadual e municipais de Assistência Social a incorporarem o atendimento ao trabalhador resgatado e sua família de acordo com as prerrogativas de seu trabalho cotidiano.
  • Articular redes de combate ao trabalho escravo em âmbito local com apoio dos profissionais das redes estadual e municipais de Assistência Social.
  • Informar o trabalhador resgatado e sua família sobre seus direitos a programas, serviços e benefícios sociais e aos riscos do aliciamento e do trabalho escravo.
  • Contribuir na implementação do fluxo nacional de atendimento às vítimas de trabalho escravo para o atendimento às pessoas/famílias nesta situação.

O trabalho escravo no Mato Grosso do Sul

O Mato Grosso do Sul é um estado estratégico para a erradicação do trabalho escravo no Brasil, porque a incidência do problema em seu território é frequente. Ele é o sétimo estado com o maior número de pessoas encontradas em condições análogas à escravidão do Brasil: ao todo, foram 3.109 libertações entre 1995 e 2023, em 110 casos. Esse número corresponde a 5% dos 63.426 trabalhadores escravizados no país. O município de Brasilândia lidera o ranking, onde foram escravizadas 1.011 pessoas, o que representa 32,5% do total do estado. Em seguida aparecem Iguatemi (21%), Naviraí (13%), Porto Murtinho (4%), Dourados (2%) e Corumbá (2%). O problema está concentrado em atividades rurais, sobretudo na agropecuária. Dos 110 casos de trabalho escravo registrados no estado, 44 (40%) foram flagrados na pecuária e 20 (19%) em lavouras diversas, como cana-de-açúcar, soja e mandioca.

Detalhes da ação

Data de início

01/2024

Data de finalização

12/2024

Tipo de ação

Formações

Público

Profissionais da Assistência Social

Status

Finalizada

Localidade

Alcinópolis, Amambai, Aparecida do Taboado, Aquidauana, Bodoquena, Brasilândia, Caarapó, Campo Grande, Dois Irmãos do Buriti, Iguatemi, Itaporã, Ivinhema, Juti, Laguna Carapã, Mato Grosso do Sul, Miranda, Naviraí, Paraíso das Águas, Paranaíba, Ponta Porã, Porto Murtinho, Rio Verde de Mato Grosso, Selvíria, Sidrolândia, Sonora, Três Lagoas
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