No dia 18 de setembro de 2026, São Luís (MA) recebeu o primeiro módulo formativo do projeto Escravo, nem pensar! de formação de Policiais militares da Polícia Militar do Maranhão sobre o tema do trabalho escravo e assuntos correlatos. A metodologia do projeto consiste na formação de Cadetes do Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) e, pela primeira vez, do Curso de Formação de Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA).
No dia 18 de setembro de 2026, São Luís (MA) recebeu a formação do projeto Escravo, nem pensar! para profissionais da Segurança Pública do Maranhão sobre o tema do trabalho escravo e assuntos correlatos. O público consiste em Cadetes do Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) e do Curso de Formação de Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA). Esta é a primeira formação do ENP! para bombeiros.
A iniciativa é apoiada pelo The Freedom Fund e conta com a parceria da Coetrae-MA (Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Maranhão). A formação contou com palestras de representantes de órgãos e entidades que atuam na erradicação do trabalho escravo no Maranhão: Polícia Federal, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmen Bascarán.
Implementado entre janeiro e dezembro de 2026, o projeto tem como objetivo sensibilizar profissionais da Segurança Pública sobre seu papel no combate ao trabalho escravo e prepará-los para identificar possíveis situações de exploração, encaminhar adequadamente as vítimas e direcionar denúncias aos órgãos responsáveis. A formação também busca fortalecer a atuação desses profissionais de acordo com os procedimentos previstos no Fluxo Nacional de Atendimento a Vítimas de Trabalho Escravo.
O Maranhão é um estado estratégico para a erradicação do trabalho escravo no Brasil, porque a incidência do problema em seu território é frequente. De 1995 a 2025, foram escravizados 3.944 trabalhadores no estado, colocando-o na 3ª posição no ranking nacional por nº de libertados. O problema está concentrado em atividades rurais, sobretudo na agropecuária. Dos 264 casos de trabalho escravo registrados no estado, 161 (64%) foram flagrados na pecuária e 39 (16%) na atividade do carvão vegetal. Além disso, o Maranhão é a principal origem de resgatados em todo o Brasil, com 21% dos registros na série histórica (2003-2025). Somente no ano passado, 35% das vítimas eram maranhenses.