Amarildo queria ampliar a casa onde mora

 21/11/2010

Amarildo Antônio Ramílio, 29 anos, também estava em situação análoga a de escravo em Xanxerê. Antes, ele trabalhava numa ervateira que acabou fechando. Como estava sem emprego, aceitou o novo trabalho, mesmo sendo "frio". A proposta até que era boa, segundo ele, pois ganhava cerca de R$ 70 a R$ 80 por dia. Mas não sabia que as condições seriam tão precárias. Além da falta de água potável, o pior era dormir amontoado com outras 14 pessoas.

– Deu vontade de desistir, mas tinha que trabalhar – disse Ramílio.

Ele é casado e tem quatro filhos. Com 12 anos tinha de ajudar os pais, que também eram cortadores de erva-mate. Até procurou outros empregos. Chegou a ir trabalhar em Chapecó, como vigilante ou auxiliar. Mas acabou desistindo pois ganhava pouco, entre R$ 600 a R$ 700 por mês. Com o corte de erva-mate ele consegue ganhar mais de R$ 1 mil por mês.

Mora com a família numa casa de madeira de 36 metros quadrados que construiu na periferia de Ponte Serrada. Sua meta era construir uma casa maior com a indenização. Mas o valor ficou abaixo do esperado.

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