Munduruku building new alliances to fight Tapajós Basin dams in Amazon

Munduruku building new alliances to fight Tapajós Basin dams in Amazon

Wearing a red-feathered headdress, torso painted in black swirls, with microphone in hand, chief Juarez Saw made a bold declaration: “The [Brazilian] government is coming here to get rid of everything — the natives, the forest and the river.” He was addressing 230 Munduruku, Amazonian Indian leaders, who had gathered together on the banks of the Tapajós River’s remote rapids, in the state of Pará, to discuss resistance to a federal government plan to build up to seven hydroelectric projects in the area. If built, the São Luiz do Tapajós dam — the largest of the seven — would possess a maximum generating capacity of 8,040 megawatts and create an artificial lake covering 72,225 hectares (278 square miles). A portion of that lake would flood Munduruku territory, including the Dace Watpu village, site of the September 2015 meeting. The seven Tapajós Basin dams (three on the Tapajós River and four on its tributary the Jamanxim River) would generate a combined total of 16,152 megawatts of electricity and create reservoirs covering 302,174 hectares (1,162 square miles) “They want to end the history of the Munduruku, but we won’t let them,” chief Juarez Saw declared. After every pronouncement, his listeners responded with a resounding shout: “Sawé!” — both a salutation and a war cry. That same war cry rang out in December at the United Nations climate change summit (COP 21) in Paris. This time, a woman was at the microphone, Munduruku native Maria Leusa Kaba, who went to France to receive the Equator Prize. The UN award recognized the indigenous group’s stance against the hydroelectric plants as an action of...

Fundo da ONU recebe inscrições de projetos de combate ao trabalho escravo até 1º de março

O Fundo Voluntário das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão está com as inscrições abertas para receber projetos que serão desenvolvidos entre janeiro e dezembro de 2018 até o dia 1º de março. Podem participar organizações que atendem diretamente vítimas da escravidão contemporânea e seus familiares, por meio de assistência médica, psicológica, humanitária, financeira, jurídica ou educacional, incluindo capacitação e formação profissional. Ações para a geração de renda também são aceitas. Organizações governamentais e partidos políticos não podem se inscrever. As inscrições podem ser feitas em inglês, francês ou espanhol pela plataforma eGrants Online System (GMS). Traduções feitas por tradutores online, como o Google Tradutor, são aceitas. As organizações que não possuem acesso à internet devem entrar em contato com o fundo, para pedir as devidas instruções. (Antes de realizar a inscrição, leia as instruções aqui). Os projetos serão avaliados e selecionados até o final de 2017, e devem ser executados entre janeiro e dezembro do ano seguinte. As organizações contempladas receberão o recurso (que pode chegar a 20 mil dólares) nos primeiros meses de 2018, e deverão prestar contas dos gastos. O Fundo pode conceder novos apoios anualmente até o limite de cinco renovações. As entidades que se inscrevem pela primeira vez devem comprovar experiência de ao menos dois anos com assistência direta às vítimas de escravidão contemporânea. Nesta edição, será dada prioridade aos projetos que implementem ações que possam ser estendidas por vários anos, projetos que deem assistência especializada a vítimas de trabalho forçado e outras forma de escravidão, a crianças vítimas de casamento precoce, e/ou a mulheres e crianças, e projetos que operem em situações de...

“Negociado sobre legislado” causa epidemia de mortes no Japão

O suicídio de uma funcionária da maior agência de publicidade do Japão gerou nova onda de debates sobre as mortes relacionadas ao excesso de trabalho naquele país. Há meses Matsuri Takahashi, uma funcionária da Dentsu, vinha fazendo mais de 100 horas extras mensais, e relatava nas redes sociais uma rotina exaustiva de pressão no trabalho e poucas horas de sono. Em dezembro de 2015, Matsuri pulou do alto do dormitório da Dentsu onde morava. O caso veio à tona apenas oito meses depois, quando uma investigação do governo federal enquadrou seu suicídio como mais um episódio de “karoshi” – termo cunhado pelos japoneses para designar as mortes causadas por jornadas extenuantes. Para o presidente da Sociedade Japonesa de Pesquisa em Karoshi, Koji Morioka, uma das principais causas dessa realidade são as leis trabalhistas japonesas. Elas permitem que empresas e sindicatos negociem horários de trabalho para além do limite legal de oito horas por dia – justamente uma das mudanças que o governo Temer quer implementar no Brasil. Em entrevista à Repórter Brasil, Morioka alerta: “se o governo e o parlamento brasileiros fizerem reformas que permitam jornadas prolongadas, as horas extraordinárias serão em breve mais longas, e as mortes por excesso de trabalho aumentarão”. O governo federal enviou à Câmara dos Deputados em dezembro sua proposta de reforma trabalhista através do projeto de lei 6787/2016. Ele estabelece diversos pontos onde acordos coletivos entre sindicatos e empregadores passariam a ter força legal.  A jornada de trabalho é um deles, ficando apenas limitada a um patamar máximo de 220 horas mensais. Não há, por exemplo, a previsão de um limite diário para...

Sindicato dos trabalhadores aposta em ações judiciais contra hotéis

A Repórter Brasil entrevistou o diretor-executivo do Sinthoresp (Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Apart Hotéis, Motéis, Flats, Restaurantes, Bares, Lanchonetes e Similares de São Paulo e Região), Rubens Fernandes, a fim de compreender melhor a situação dos trabalhadores e trabalhadoras do setor hoteleiro – e, complementarmente, conhecer um pouco da atuação do sindicato quanto a essa situação. Além de destacar as principais frentes de trabalho do Sinthoresp, Fernandes discorreu sobre os demais órgãos de defesa e proteção dos direitos dos trabalhadores do setor, e explicou em que contexto se deu a nova eleição para a diretoria do Sinthoresp. Na eleição, realizada nos dias 17, 18 e 19 de outubro, a atual diretoria e o grupo que historicamente fazia oposição a ela se uniram em uma única chapa – tanto para contornar um imbróglio jurídico da eleição anterior, ocorrida em 2013, quanto para reforçar a atuação da entidade. O resultado da eleição apontou para 93,86% dos votos para a única chapa participante, intitulada Chapa 1 e que representa a continuidade do trabalho da diretoria anterior, com o reforço de alguns integrantes da oposição de outrora. Leia mais: O que hotéis não contarão a seus hóspedes neste verão Um grave acidente. E tudo seguiu como antes Sonhos e decepções de um imigrante haitiano no Brasil Sindicato dos trabalhadores aposta em ações judiciais contra hotéis Com relação aos testemunhos dos personagens da reportagem segundo os quais as condições de trabalho nos hotéis apresentam uma série de problemas, e que o desrespeito aos direitos trabalhistas é marcante, especialmente no caso das camareiras, o diretor do Sinthoresp afirma que “não se consegue a perfeição,...

Invisibilidade, constrangimentos e sobrecarga nos quartos dos hotéis

Às vésperas de receber um grupo grande para as Olimpíadas 2016 no Rio, Luzinete [nome fictício] passou por uma situação que nunca imaginava que iria passar na vida: atividades de treinamento para enfrentar eventuais situações de terrorismo no período dos jogos no Brasil. O ineditismo da situação acentuou-se pelo fato de que, treinamento, para as trabalhadoras do setor, é artigo raro. “Não temos ninguém para olhar por nós”, lamenta, afirmando que são muitos os problemas enfrentados pelos trabalhadores no setor. “E o sindicato não faz nada. Pegamos muitos apartamentos, muitos quartos. Muita gente fica insatisfeita, tem problemas, falta, faz o atestado. E eu acabo fazendo o meu serviço e o da outra pessoa”. Há 13 anos no setor, Luzinete classifica sua relação com o que faz como “muito insatisfeita”. O hotel em que ela trabalha conta com mais de 600 apartamentos, divididos em duas torres. “Ficamos lá e cá, indo de um prédio para o outro. Eles mandam e a gente obedece. O pessoal sai arregaçado”. De acordo com Luzinete, o hotel costuma ficar cheio, dada a localização, próxima ao aeroporto de Congonhas e ao shopping Ibirapuera. “Tem de tudo na região, e quem sofre com essa lotação somos nós. Porque não temos funcionários suficientes”. Embora o excesso de trabalho seja evidente – e tenha suas consequências –, ela afirma que “o que mais me incomoda é que a gente não pode falar nada, reclamar. Não somos ouvidos”. Em sua rotina diária, Luzinete cuida de cerca de 28 a 30 apartamentos para arrumar. “Tentamos dizer que é muito, mas no dia seguinte é a mesma coisa de novo. A...

O que hotéis não contarão a seus hóspedes neste verão

Jornadas excessivas de trabalho sem remuneração adicional, acúmulo de funções, remuneração baixa mesmo em se tratando de um dos setores da economia que mais cresce no mundo, episódios frequentes de assédio moral e sexual e baixo grau de proteção institucional aos empregados. Essa é a realidade a qual as trabalhadoras e trabalhadores do setor hoteleiro têm de conviver diariamente, em especial as camareiras – a subcategoria mais numerosa e considerada a mais desprotegida e explorada do segmento. A receita dos hotéis brasileiros registra dez anos seguidos de crescimento, segundo dados consolidados de 2014 da pesquisa “Hotelaria em números”, realizada há 22 anos pela consultoria JLL. Com a desvalorização do real em relação ao dólar a partir de 2013, o Brasil atraiu mais estrangeiros e, mesmo em cenário de crise política e econômica, todo o setor hoteleiro se expandiu. Os resorts foram os estabelecimentos que mais se beneficiaram. Em comparação a 2013, o faturamento total desse tipo de hospedagem, que reúne recreação e divertimento, cresceu 33,4% e o resultado operacional bruto registrou aumento de 2,8% em 2014. Após a Copa do Mundo de 2014, o cenário dos dados relativos a 2015, a ser divulgado, tende a ser ainda melhor, por conta da expectativa e criada em torno das Olimpíadas no Rio de Janeiro.   A Organização Mundial do Turismo, ligada às Nações Unidas, informou que 1,184 bilhão de pessoas cruzaram alguma fronteira em viagens de lazer em 2015. As estimativas da organização para 2030 é que haverá 1,8 bilhão de chegadas turísticas internacionais. “As perspectivas de crescimento para o turismo são favoráveis, considerando os números da China, um gigante cujos habitantes há pouco tempo...