No mês dos povos indígenas, destacamos o papel da Assistência Social no atendimento a vítimas de trabalho escravo no Rio Grande do Sul. Em 2025, 15% dos indígenas resgatados em todo o Brasil eram naturais do estado, sendo a segunda principal origem desse grupo no país. Um dos resgates mais emblemáticos do ano no estado só ocorreu graças à atuação da rede socioassistencial.
O caso aconteceu em Bento Gonçalves (RS), durante a colheita da uva, onde 18 trabalhadores indígenas foram resgatados. A situação veio à tona depois que parte do grupo procurou a Assistência Social por ter sido dispensada sem receber pelo trabalho.
Eram 12 homens e 6 mulheres, com idades entre 17 e 67 anos, a maioria da etnia Kaingang. Eles haviam sido contratados com promessas de carteira assinada, diária de R$ 150 e boas condições de moradia e alimentação. Segundo a fiscalização, nada disso foi cumprido.
O episódio mostra como a Assistência Social pode ser decisiva para identificar situações de exploração e acionar a rede de combate ao crime. Isso é ainda mais importante em um contexto em que indígenas seguem entre os grupos vulnerabilizados pelo trabalho escravo no Brasil.
Para fortalecer essa atuação, a Repórter Brasil e a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social do Rio Grande do Sul desenvolvem, desde março de 2026, o projeto Escravo, nem pensar! no estado. A iniciativa forma profissionais do Suas para reconhecer situações de exploração, acolher trabalhadores resgatados e encaminhar os casos adequadamente.
Na primeira etapa, 78 profissionais de 20 municípios participaram da formação. Ao longo de 2026, o projeto terá novos módulos e atividades locais. Saiba mais clicando aqui.
