Agentes da Segurança Pública podem estar entre os primeiros profissionais do Estado a entrar em contato com trabalhadores submetidos à exploração laboral – seja durante uma ocorrência, no recebimento de uma denúncia ou na atuação conjunta com outros órgãos de combate ao crime.
E saber identificar os sinais do problema e fazer os encaminhamentos adequados contribui para a proteção das vítimas.
É por isso que, em 2026, a Repórter Brasil e a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) firmaram uma parceria para formar futuros oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão sobre o tema. A ação conta com a parceria da Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo e o apoio do The Freedom Fund.
Por meio do projeto, esses profissionais são preparados para:
- reconhecer indícios de trabalho escravo;
- receber e encaminhar denúncias;
- atuar conjuntamente com os demais órgãos da rede de combate;
- garantir o encaminhamento adequado das vítimas.
A iniciativa acontece em um estado historicamente marcado pelo problema: o Maranhão é a principal origem de resgatados em todo o Brasil, com 21% dos registros na série histórica (2003-2025). Somente no ano passado, 35% das vítimas eram maranhenses.
O estado também ocupa a 3ª posição no país em número de casos de trabalho escravo. Entre 1995 e 2025, foram registrados 264 casos, com 3.944 trabalhadores libertados.
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